quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

ARTIGO - RITA

A dimensão da família diante das deficiências.

Diante de uma sociedade que não sabe lidar com as diferenças, a família tem papel fundamental para assegurar o sustento material, físico, estrutural, emocional e em especial para enfrentar e superar o preconceito. A caminhada em busca do reconhecimento como pessoa de valor das pessoas com deficiências deve começar em casa, na família, ali desde cedo deve haver o estímulo para enfrentas suas limitações.
Quando um filho está para nascer, os pais moldam em suas mentes e corações um ser perfeito e saudável, e se esse ser vem com alguma característica diferente ao normal, no primeiro momento os pais ficam desacreditando que isso esteja acontecendo com eles, buscam saber onde foi o erro. O porquê está acontecendo com eles, tendo a impressão de que são os únicos com tal problema.
Daí a necessidade destes pais compreenderem de que especial não é só a criança, mas toda a família, pois esta tem papel fundamental para o desenvolvimento deste ser, esta não pode ficar parada, esperando que os outros ou a sociedade resolva. É necessário aceitar, acolher e incluir este ser primeiramente em casa e depois na escola, esta que é a porta de entrada na sociedade.
A família precisa ser promotora dessa inclusão pela aceitação da deficiência e limitações. Dar suporte para a formação de uma nova consciência que privilegie suas potencialidades, oportunizando meios de inserção na comunidade, favorecendo o aumento da auto-estima e seja impulsionado a sempre mais buscar formas de enfrentar os obstáculos e não somente se deter nas limitações. Além da família, a escola e os profissionais precisam trabalhar as potencialidades destas crianças, exigindo o máximo no seu desempenho para provocar a superação.
É preciso acabar com a cultura de isolar, esconder essas pessoas, sem oportunizá-las do convívio na sociedade. É fundamental incentivá-las desde pequena a enfrentar o preconceito e suas limitações, criar expectativas para o desenvolvimento e crescimento, indo à busca de seu espaço na sociedade como cidadão, com direitos e deveres a serem garantidos e respeitados. O sucesso e a possibilidade de vencer na vida destes seres dependem do empenho de todos os seguimentos que se envolvem no trabalho com eles.
Dentro das dificuldades, existem muitos fatores que podem comprometer a aprendizagem e que precisam ser tratados ou trabalhados desde cedo. Por isso, quanto mais cedo for diagnosticado e tratado, maior será o retorno positivo desta criança.
É preciso que os pais e a escola estejam atentos e avaliar, e se necessário buscar um diagnóstico mais aprofundado com profissionais especializados para encontrar as possíveis causas e tratar de forma correta. Um diagnóstico precoce e correto pode encurtar o caminho de superação e diminuir com o sofrimento de todos, da criança, da turma, da escola e, sobretudo da família. Em muitos casos é preciso uma equipe multidisciplinar trabalhando em sintonia e em contatos constantes para obter êxito nos resultados.

REFERENCIAIS:
TIBA,Içami: Quem ama educa. São Paulo. Ed Gente.2002
MARQUES,L.P. Em busca da compreensão da problemática da família do excepcional. 1992. Dissertação(Mestrado em Educação)- Departamento de Educação, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro.
Revista MUNDO JOVEM- Ed 400. Setembro de 2009. p.18.
Revista PUCRS INFORMAÇÂO, nº 139- Maio/Junho, 2008. P. 13.

Artigo publicado pela aluna Rita Pizzi Locatelli - Pedagogia 1

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

ARTIGO - JOICE

INCLUSÃO

Inclusão deve-se conhecer o que é realmente a inclusão; as pessoas com deficiência. palavra “deficiência” lembra ausência, anomalia ou insuficiência de um órgão, de uma função fisiológica, intelectual ou social (de acordo com o documento da CNBB,2006,p 32.). A noção de deficiência é complexa e está associada à ideia de imperfeição, fraqueza, carência, perda de qualidade e quantidade. A palavra deficiência não é negativa em si mesma, mas indica uma realidade de insuficiência.
A deficiência é a incapacidade, a perda ou a limitação das oportunidades de participar da vida em igualdade de condições com os demais. Pessoas com enfermidades ou deficiência intelectuais, mentais, visuais, auditivas ou da fala e as que têm dificuldade de mobilidade enfrentam barreiras físicas e psicológicas quase que constantemente, sua superação ou redução exige soluções diferenciadas e assumidas pela sociedade. As pessoas com deficiência não constituem um grupo homogêneo, e sim uma realidade complexa e muito presente em todas as sociedades.
As pessoas construíram termos e expressões para designar, caracterizar e diferenciar as pessoas com deficiência: paralítico, anormal, aleijado, mongoloide, alienado, portador de necessidades especiais, mancos, especiais cego, inválidos, surdos-mudos, imperfeito, retardado, débil mental, excepcional, etc. Todas essas palavras foram incorporados pela cultura, expressam posicionamento diante dessas realidades humanas, em diversos contextos históricos e culturais, mais ou menos preconceituosos.
A família é o primeiro espaço de inclusão da pessoa com deficiência, quando ele coloca solidária, positiva, a favor da pessoa humana, as deficiências e limitações se superam naturalmente.
Toda a criança tem o direito a educação. A criança possui características, interesses, habilidades e necessidades de aprendizagem que são únicas. O desenvolvimento humano é caracterizado por Piaget como um processo construtivo, resultante das contínuas interações do sujeito com o mundo “[...] Os valores da criança, são moldados de acordo com a imagem do pai e da mãe, ou dos mais velhos[...] Acriança procura agir segundo os modelos que lhe ao impostos, desenvolvendo assim um eu ideal”.(p.105;114 e 115.) Aquelas com necessidades educativas especiais precisam ter acesso à escola regular, que deveria “acomoda-las” dentro de uma pedagogia capaz de satisfazer essas necessidades.
Inclusão, necessariamente, pressupõe a formação continuada de professores para usarem estratégias de ensino mais diversificadas e mais dinâmicas, ou seja, mais compatíveis às crianças: estratégias estas que oportunizem as crianças terem vozes e serem ouvidas e onde suas experiências de vida e de riqueza pessoal, assim como suas necessidades e carências, não sejam ignoradas e negligenciadas pelo professor ou pela escola, mas sejam partes integrantes da vida escolar.

“Inclusão pressupõe uma escola com uma política participativa e uma cultura inclusiva, onde todos os membros da comunidade escolar são colaboradores entre si, apóiam-se mutuamente e aprendem uns com os outros a partir da reflexão sobre as práticas docentes, pressupõe um maior envolvimento com a família e a escola e a comunidade, onde todos buscam uma educação de qualidade para todas as crianças”.(Revista da Educação Especial, outubro. 2005 p.44.).


Pode se ver que a inclusão escolar não significa automaticamente aprendizado e alfabetização. A qualidade do ensino e o currículo, normalmente não são adaptados as necessidades das crianças com deficiência. Muitas escolas ainda, prestam mais atenção aos “impedimentos” do que aos potenciais dos alunos com necessidades educativas especiais.
As escolas deveriam assumir que as diferenças humanas são normais. A aprendizagem deveria ser adaptada às necessidades da criança, ao invés de se exigir a adaptação da criança.
Para ser uma escola inclusiva a mesma precisa acolhe todos os alunos independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais ou outras, sendo o principal desafio desenvolver uma pedagogia centrada no aluno, uma pedagogia capaz de educar e incluir além dos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais, aquelas que apresentam dificuldades temporárias ou permanentes na escola, as que estejam repetindo anos escolares, as que sejam a trabalhadores, as que vivem nas ruas, as que vivem na extrema pobreza, as que são vitimas de abusos, as que estão fora da escola, as que são superdotadas, pois a inclusão não se implica apenas aos alunos que apresentam alguma deficiência, como diz Hegarty, “[...]a escola inclusiva procura responder, de forma apropriada e com alta qualidade, à diferença em todas as formas que ela possa assumir” ( 2000.p.81).

“As escolas inclusivas propõem um modo de se constituir o sistema educacional que considera as necessidades de todos os alunos e que é estruturado em função dessas necessidades. A inclusão causa uma mudança na perspectiva educacional, pois não se limita a ajudar somente os alunos que apresentam dificuldades na escola, mas apóia a todos: professores, alunos, pessoal administrativo, para que obtenham sucesso na corrente educativa em geral”, (MANTOAN, 1997, p.121).


Para que o sistema escolar construa uma comunidade escolar inclusiva é preciso o planejamento e o desenvolvimento do currículo que conduza aos resultados esperados pelo Estado e pelos setores educacionais. Preparar equipe para trabalhar de maneira cooperativa e compartilhar conhecimentos para melhorias, para um progresso contínuo. Investimento em tecnologia para dar apoio, servindo como um importante dispositivo da comunicação para conectar a escola à comunidade e o ensino dos resultados esperados, além de grupos de professores atuando como planejadores, instrutores e avaliadores de programas que conduzam a uma educação pedagógica inclusiva.
Como podemos perceber é necessário suporte para a ação pedagógica do professor. As adaptações curriculares são necessárias e constituem as possibilidades educacionais de atuar frente às dificuldades de aprendizagem dos alunos, Vygotsky, afirma que “uma prática escolar deverá necessariamente considerar o sujeito único, ativo e interativo no seu processo de conhecimento, já que ele não é visto como aquele que recebe passivamente as informações do exterior”(1996.p,109).
Por isso, percebe-se que é preciso refletir sobre a formação dos educadores, pois essa formação não é para preparar alguém para a diversidade, e sim para atender a todas as dificuldades possíveis na sala de aula, mas uma formação em que o educador irá olhar seu aluno de uma outra dimensão tendo assim acesso às peculiaridades desse aluno, entendendo e buscando apoio necessário.

Bibliografia

CONFERENCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. Campanha da Fraternidade 2006: Manual/ Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.-CNBB- São Paulo: Editora Salesiana, 2005.

EGARTY, Seamus. O apoio centrado na escola; novas oportunidades e novos desafios. In: RODRIGUES, David (org). Educação e diferença. Porto, Porto Editora, 2000.

MANTOAN, Maria Tereza E. Ser ou estar, eis a questão: explicando o déficit intelectual. Rio de Janeiro:WVA, 1997.

Revista da Educação Especial, Outubro 2005.Ano I. Nº 01.

Texto publicado pela aluna Joice Possa - Pedagogia 1

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

TEXTO - JUCÉLIA

FORMAÇÃO PERMANENTE DE PROFESSORES: UMA NECESSIDADE CONSTANTE

A formação permanente do professor é uma necessidade constante, pois o aperfeiçoamento atualmente é um pré-requisito para a educação, bem como para qualquer outra área profissional. Se não ocorre essa formação, com certeza o professor ficará ultrapassado, e terá dificuldade em desenvolver aulas de acordo com a realidade em que vive e que sejam atrativas para os seus alunos.
Ressaltando o que colocamos acima a respeito da formação permanente, concordamos que é necessário “provocar que se veja a formação como parte intrínseca da profissão, assumindo uma interiorização cotidiana dos processos formativos e com um maior controle autônomo da formação”. (Imbernón, 2009). Ou seja a formação deve fazer parte do cotidiano da profissão de professores para que realmente se efetive.
Acreditamos que a formação, deve ser iniciada individualmente, por cada professor, para depois se partir para a formação coletiva, em grupo. A interdisciplinaridade é indispensável no dia-a-dia escolar, principalmente nas primeiras séries do Ensino Fundamental, mas primeiramente, o professor deve ter presente a realidade da sua disciplina, e da turma com que trabalha, por isso que a formação deve iniciar-se pela mesma.
A partir dessa formação inicial individual, voltada à sua área de conhecimento ou de atuação, o professor poderá partir para a formação coletiva, juntamente com seus colegas de escola, ou até mesmo de outras realidades, com condições de interagir com os colegas e as demais área do conhecimento, e a partir daí, sim , ter-se uma instituição com formação baseada na interdisciplinaridade.
Na realidade escolar que temos atualmente na nossa região e no país como um todo, esse processo, infelizmente, precisa ser repetido anualmente, pois convivemos com uma grande rotatividade de professores e administradores, que são mudados de escolas todo novo ano escolar. Por esse motivo, a formação individual com certeza é o que ajudará a formar a identidade do professor, e consequentemente, da instituição em que o mesmo atua.
É necessária essa formação, com objetivo de respeitar a identidade individual decada professor, bem como suas característivas pessoais, pois temos também a realidade, de muitos professores considerados “egoístas” e que não aceitam e não concordam com a interdisciplinaridade escolar. A partir da formação individual, com certeza a formação coletiva será melhor desenvolvida e efetivada.
Com essa coletividade na formação, os maiores beneficiados, com certeza serão os alunos, que são a razão da profissão educativa, bem como das instituições de ensino. Se houver um trabalho em conjunto das diferentes áreas do conhecimento, com certeza a aprendizagem escolar será melhor e maior, por parte dos alunos e o trabalho desenvolvido também se tornará mais atraente para os mesmos.
Esse trabalho interdisciplinar, que terá início após a formação coletiva do grupo dos professores, também é benéfica para os mesmos, pois o trabalho em conjunto, com certeza se tornará mais leve e abrirá inúmeras possibilidades de ligação entre as diversas áreas do conhecimento, e até mesmo entre diferentes níveis de ensino, e isso, certamente, só pode ser bom para a educação como um todo.
Concluindo, podemos dizer que “A mudança no futuro da formação permanente não deve ser a predominante, mas aquela que o professorado assuma ser sujeito da formação, compartindo seus significados com a consciência de que somos sujeitos quando nos diferenciamos trabalhando juntos e desenvolvendo uma identidade profissional...”. (Imbernón, 2009).

IMBERNÓN, Francisco. Formação permanente do professorado: novas tendências. São Paulo: Cortez, 2009.

Texto publicado pela aluna Jucélia Scarioti - Pedagogia 1

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

TEXTO 2 - ATAISE

A participação dos pais na escola

Existem vários tipos de pais. Os que participam regularmente da vida escolar dos filhos, vão à escola quando convidados ou não, os que são atentos, preocupados, o que não participa das reuniões, o despreocupado, o que acha que ir a escola é perda de tempo e o que pensa que é simplesmente entregar seu filho a uma instituição educacional e deixar a cargo dela educá-lo.
Alguns pais não compreendem que a escola é um prolongamento da família, uma extensão, onde seu filho interage e tem uma continuidade da educação que deve iniciar em casa.
Eles devem estar cientes de que é importante a participação na escola, não somente quando sua presença é solicitada, mas freqüentemente, sugerindo, participando, tomando decisões, ocupando seu papel no segmento de gestor.
Sabemos que muitas vezes o horário de trabalho torna um pouco difícil esta participação, mas acompanhar a vida escolar do filho é extremamente importante. Mostrar interesse no que ele realiza, o incentiva e favorece seu desenvolvimento, contribuindo para uma educação de sucesso.


Referências bibliográficas:
Disponível em WWW.google.com
A importância da participação dos Pais na escola
Acesso em novembro/2011.

Texto publicado pela aluna Ataise Filippi - Pedagogia 1

TEXTO - ATAISE

A importância do exemplo e do saber escutar

Muitas crianças desenvolvem estranhos comportamentos por não receberem a devida atenção que deveriam, de seus pais.
Na correria do cotidiano, muitos pais acabam desatentos aos seus filhos, por trabalharem demais e algumas vezes, além da rotina no trabalho, levam para casa muitas tarefas. Quando isso não acontece, preferem ler o jornal ou assistir um programa de televisão.Ouvem apenas isso.
Não ouvem quando o filho faz um questionamento, quando precisa esclarecer uma dúvida sobre um trabalho da escola ou até mesmo, quando seu filho tem uma notícia boa para lhe contar, um fato que aconteceu no seu dia e gostaria de dividir com seu pai.
Enquanto o pai fica distraído diante da televisão, a criança conversa com ele, tendo como resposta apenas um gesto feito com a cabeça, concordando ou não com o filho, quando nem sabe ele,do que se trata.
A infância necessita de atenção para propiciar a aprendizagem. Vivendo num ambiente desfavorável, ela não desenvolverá o conhecimento necessário nesta fase da vida.
Um tempo para conversar com os filhos é importante.
A base do conhecimento deles é adquirida através dos exemplos que a família e as demais pessoas lhe passam. Apenas corrigi-lo em seus erros não é suficiente.Temos que dar o exemplo, fazer com que perceba em nossos atos a maneira correta de agir, para assim favorecermos o desenvolvimento de sua aprendizagem.
Uma das maneiras que pode ser utilizada pelos pais para modificar seu comportamento perante o desinteresse que apresenta sobre a vida dos filhos é de ser receptivo, demonstrar atenção, empatia, não julgando antes de ouvir.
Além de demonstra educação, dar o exemplo e perceber a importância de escutar, você estará contribuindo para a educação do seu filho, afinal, é seu filho e você pode e deve deixar algumas atividades de sua profissão para depois e dar mais atenção a ele.
Marque presença na vida de seu filho, vocês jamais esquecerão disso. Ele, pelo fato do ensinamento repassado que o auxiliará no futuro,e você, quando sentir falta de um minuto da atenção dele.

Referências bibliográficas:
Revista Mundo Jovem - um jornal de idéias – “O jovem estudante quer participar” ano 49 nº 419 agosto de 2011- pais e filhos (dar o exemplo e saber escutar) página 8.

Texto publicado pela aluna Ataise Filippi - Pedagogia 1

ARTIGO - ALINE

ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA NO ENSINO FUNDAMENTAL
Aline Aguirre
Professora de Educação Infantil e Séries Iniciais
Estudante de Licenciatura em Pedagogia – 8º semestre – UAB/UFPEL polo de Camargo - 2011

RESUMO
Por vários anos as escolas e os educadores negligenciaram a verdadeira história dos africanos em nosso país, disseminando a ideia de que vieram para o Brasil apenas com a finalidade de serem usados como mão-de-obra, um povo sem história, sem direitos, sem cultura. Porém, partindo das lutas dos Movimentos Negros e da criação de leis que exigem que as escolas ensinem sobre cultura africana e afro-brasileira, muitas mudanças vem ocorrendo em relação ao assunto, uma vez que se faz necessário realizar mudanças de conceitos e quebrar paradigmas enraizados na estrutura da sociedade. O presente artigo traz algumas considerações sobre as mudanças citadas à cima, com o intuito de contribuir com as reflexões acerca do assunto.
PALAVRAS CHAVE: africanos, história e cultura, educação, ações afirmativas.
ABSTRACT
For years, schools and educators have neglected the true story of Africans in our country, spreading the idea that came to Brazil only with the purpose of being used as manpower, a people without history, without rights, without culture. However, from the struggles of black movements and the creation of laws that require schools to teach about African culture and African-Brazilian, many changes have occurred in relation to the subject, since it is necessary to make changes and break paradigms rooted concepts the structure ofsociety. This article offers some thoughts on the changes mentioned above, in order to contribute to the reflections on the subject.
KEYWORDS: African, history and culture, education, affirmative action.

INTRODUÇÃO
O presente estudo tem por finalidade discutir sobre o ensino de história e cultura e afro-brasileira no ensino fundamental, trazendo presente leis e aspectos que fundamentam a importância da inserção destes estudos nas escolas. Os negros, por muitas vezes, são desconsiderados nos estudos históricos referentes à construção da atual sociedade brasileira, aparecem sempre em segundo plano, deixando de receber o merecido e importante destaque.
Traz um momento reflexivo sobre o papel da educação e do educador neste processo, uma vez que os professores, além de auxiliar na construção dos conhecimentos, são importantes formadores de opinião e contribuem para as mudanças na formação de novos conceitos em relação aos africanos e afro-brasileiros.

HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA NO ENSINO FUNDAMENTAL
A desconstrução da ideologia que desumaniza e desqualifica pode contribuir para o processo de reconstrução da identidade étnico/ racial e autoestima dos afrodescendentes, passo fundamental para a aquisição dos direitos de cidadania. (Ana Célia da Silva)
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais são considerados sujeitos históricos (seja indivíduo, grupo ou classe social) aqueles que se destacam por seus atos na sociedade, que foram e são importantes para a construção das nações, aqueles cuja história de vida se relaciona com fatos históricos e com a realidade social, cultural, econômica, ou seja, que participaram das mudanças e transformações que ocorrem na sociedade ao longo dos anos. O conhecimento do outro possibilita aumentar o conhecimento de si mesmo, a medida que se vai conhecendo as várias formas de viver e as diferentes histórias vividas pelos sujeitos no decorrer do tempo.
No Brasil, o estudo da disciplina de história nos currículos das escolas traz pouco presente a participação dos negros como sujeitos que colaboraram para a construção da sociedade brasileira, eles aparecem sempre em papéis secundários ou de pouca importância. As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana propõem que as escolas possam destacar a atuação de negros e seus descendentes nas diferentes áreas do conhecimento e da cultura, mostrando a importância destes como sujeitos históricos e que participaram da formação da sociedade atual.
No que se refere à educação no Brasil, a Constituição Federal (1988), coloca a educação como um direito de todo cidadão brasileiro, independentemente de sua classe racial. Em seu artigo 5º, afirma: “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. Neste documento, no artigo 6º, traz princípios de igualdade e qualidade no ensino:
O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola; liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; gestão democrática do ensino público na forma da lei; garantia de padrão de qualidade.
O mesmo documento, além de garantir o acesso de todos à educação, no art. 21º, traz princípios de garantia e valorização da diversidade cultural presente no país: “Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais.” Partindo deste pressuposto, precisamos alterar a forma como ensinamos história até hoje e pensar a participação dos negros na formação da nossa sociedade.
A educação brasileira ainda prega uma educação de embranquecimento cultural em sentido amplo (NASCIMENTO,1978; MUNANGA, 1996; SILVA, 1996 e 1988), sendo que a escola tem grande responsabilidade sobre a continuidade das desigualdades raciais, desqualificando e inferiorizando os negros. O intelectual e militante negro Abdias do Nascimento destaca:
O sistema educacional [brasileiro] é usado como aparelhamento de controle nesta estrutura de discriminação cultural. Em todos os níveis do ensino brasileiro – elementar, secundário, universitário – o elenco das matérias ensinadas, como se se executasse o que havia predito a frase de Sílvio Romero, constitui um ritual da formalidade e da ostentação da Europa, e, mais recentemente, dos Estados Unidos. Se consciência é memória e futuro, quando e onde está a memória africana, parte inalienável da consciência brasileira? Onde e quando a história da África, o desenvolvimento de suas culturas e civilizações, as características, do seu povo, foram ou são ensinadas nas escolas brasileiras? Quando há alguma referência ao africano ou negro, é no sentido do afastamento e da alienação da identidade negra. Tampouco na universidade brasileira o mundo negro-africano tem acesso. O modelo europeu ou norte-americano se repete, e as populações afro-brasileiras são tangidas para longe do chão universitário como gado leproso. Falar em identidade negra numa universidade do país é o mesmo que provocar todas as iras do inferno, e constitui um difícil desafio aos raros universitários afro-brasileiros (NASCIMENTO, 1978: 95).
Ao longo dos anos, os movimentos sociais negros e os intelectuais militantes negros, percebendo a inferiorização do negro e a reprodução da discriminação racial, passaram a fazer reivindicações junto ao Estado Brasileiro pedindo que fosse incluída na disciplina de história estudos sobre os africanos, sua vida no Brasil, sua cultura e participação na formação da sociedade brasileira. No ano de 2003 foi sancionada a lei 10.639/2003, alterando a lei 9394 de 20 de dezembro de 1996, da qual passaram a constar os seguintes artigos:
Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira.
§ 1ª - O Conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.
§ 2ª - Os Conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras.
Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como “Dia Nacional da Consciência Negra”.
O estabelecimento desta lei é considerado um avanço no processo de democratização do ensino e uma conquista da população brasileira, sendo um projeto elaborado pelas bases populares e pelo Movimento Negro, enviado ao governo, ou seja, uma lei que veio “de baixo para cima”, uma demanda da população. Pode-se dizer que a sociedade é formada por estrutura racista onde a cor da pele é considerada mais importante que sua história e cultura. Também temos que considerar que o histórico de escravidão do Brasil ainda afeta negativamente a sociedade e a inserção social dos afrodescendentes em nosso país. Chegamos a um momento de discussões onde não é possível negar que o racismo existe, há um abismo racial entre negros e brancos no Brasil e essa desigualdade é consequência da estrutura racista, da exclusão social e das diferenças socioeconômicas que afetam principalmente a população negra.
Assim, é sugerido que as escolas comecem um trabalho diferenciado, buscando realizar atividades em que educandos e educadores possam reconhecer os negros como sujeitos históricos, fazendo uma releitura da história do país onde os negros deixaram suas marcas e contribuições para a construção do patrimônio sociocultural, sendo que merecem respeito e consideração.
Estes estudos vão depender da dedicação dos professores em buscar conhecimentos e formas de trabalhar com os alunos, uma vez que a lei 10.639/03 não estabelece metas de implementação e nem qualificação dos profissionais da educação, e muito menos a reformulação dos programas de ensino. Cabe aos educadores questionar por que aprendemos a ver o outro, neste caso o negro, como inferior devido aos seus atributos físicos ou a sua aparência. Quando não refletimos sobre as questões raciais e não praticamos ações que busquem criar as mesmas oportunidades para negros e brancos estamos contribuindo para a reprodução do racismo. Desta forma, está na hora de mudar nossos próprios conceitos e pré-conceitos, e para isso precisamos estudar, pesquisar e conhecer melhor a história da África e a cultura afro-brasileira, tendo orgulho da ancestralidade africana presente no país.
Se buscamos que a nação brasileira seja uma sociedade onde os grupos étnico-raciais possam viver em situação de igualdade social, racial e de direitos, a educação e os educadores tem um papel fundamental, uma vez que a escola pode passar a interferir positivamente na formação dos sujeitos e, quando esta formação
inicia ainda quando os alunos estão no processo de formação de valores, ou seja, ainda no ensino fundamental, os resultados podem ser ainda melhores. Não podemos mais deixar que o mito da inexistência do racismo continue, precisamos fazer nossa parte como educadores e formadores de opinião. Silva (1998, p.34) se refere à escola como agente articulador de mudanças, afirmando:
(...) é urgente o resgate da autoestima das pessoas negras. A educação tem um papel fundamental nessa tarefa de reconstrução da autoimagem da mulher e do homem negros. Nossas crianças precisam conhecer sua história e é tarefa da escola ensinar a história do povo negro. É imprescindível superar as mentiras das histórias oficiais, que mais atrapalham do que ajudam. É imperativo que esta história seja ensinada por pessoas que, verdadeiramente, conheçam a história do povo negro. É preciso que o estudo sobre a História da África integre os currículos das escolas do 1º. ao 3º. Graus
É preciso buscar fontes que revelem mais do que conhecemos até hoje, que mostrem que os africanos tem participação não somente na história do Brasil, mas na construção da sociedade mundial, uma vez que foram levados também para outros países. Aqui, deve-se observar que a criação de leis, como por exemplo, a Lei Áurea e a Lei dos Sexagenários podem ter sido um ponto de partida para o fim da escravidão, mas não foram suficientes, uma vez que os escravos libertos não tinham o que fazer com a tal “liberdade conquistada”, demorando ainda muito tempo para terem seus direitos realmente garantidos. Muitos ainda veem a vinda dos negros para o Brasil como uma necessidade de mão-de-obra que precisava ser suprida e não como uma condução de seres humanos ao trabalho escravo:
Dá-se a impressão que o africano nunca lutou pela própria liberdade, e freqüentemente reforça-se esse estereótipo com a alegação de que o negro veio aqui para suprir a necessidade de mão-de-obra provocada pelo amor à liberdade e conseqüente inadaptabilidade do índio ao regime escravista. (NASCIMENTO, 2001, 119).
Precisamos ensinar a história de um povo que viu também na educação uma forma de progresso e fim real da escravidão, uma forma de lutar por direitos e justiça social:
(...) os negros perceberam rapidamente que tinham que criar técnicas sociais para melhorar a sua posição social e/ ou obter mobilidade social vertical, visando superar a condição de excluídos ou miseráveis(...)A valorização da educação formal foi uma das várias técnicas sociais empregadas pelos negros para ascender de status (SANTOS, 2005, p. 21).
Não é simples este processo, sendo que os séculos de exploração e “esquecimento” da existência dos negros não serão sanados com algumas leis ou projetos, mas temos a possibilidade de escrever uma nova história, rompendo com a imensa desigualdade construída durante os anos de discriminação. Santos (2001, p.105) diz:
(...) no cotidiano escolar a educação anti-racista visa a erradicação do preconceito, das discriminações e de tratamentos diferenciados. Nela estereótipos e idéias preconcebidas, estejam onde estiverem (meios de comunicação, material didático e de apoio, corpo discente e docente etc.)
precisam ser duramente criticados e banidos. É o caminho que conduz a valorização da igualdade nas relações. E para isso, o olhar crítico é ferramenta mestra.
Toda a equipe escolar, desde o diretor, professores e funcionários, precisam refletir sobre suas atitudes, pois os alunos não aprendem somente o que lhes é falado ou o que eles leem, mas principalmente através de atitudes. As mudanças iniciadas nas escolas, aos poucos vão refletindo na sociedade e desta forma as reais mudanças acontecerão, tendo a certeza de que estas mudanças são para melhor, para a formação de sujeitos realmente responsáveis, justos, conhecedores da verdade e que se preocupam com os demais, assegurando a real função social da escola, a de socializar saberes e formar pessoas com valores e atitudes voltados ao exercício da cidadania.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
No Brasil, os negros tiveram por muito tempo sua imagem inferiorizada, seja pela exploração do seu trabalho ou simplesmente pela diferença na cor da pele. Mesmo após a criação de leis que aboliram a escravidão os negros continuaram sem a garantia de seus direitos, sendo que vários movimentos de resistência lutaram por uma liberdade real, uma liberdade com garantia de direitos.
É fundamental que educadores iniciem uma mudança de postura, seja no âmbito pedagógico ou das relações humanas, sendo conscientes de sua função social e buscando um ensino que comtemple a diversidade e o respeito às diferenças. Um professor comprometido em levar história e a cultura afro-brasileira para a sala de aula, trazendo avanços não somente na qualidade do ensino, mas principalmente das relações entre raciais.

REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação. SEPRIR, INEP. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília, 2004.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: História e Geografia. Brasília: MEC/SEF, 1997.
BRASIL. Lei nª 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Diário Oficial da União de 10 de janeiro de 2003.
MUNANGA, Kabengele (Org.). Estratégias e políticas de combate à discriminação racial. São Paulo: EDUSP/Estação Ciências, 1996.
NASCIMENTO, Abdias do. O Genocídio do Negro Brasileiro. Processo de um Racismo Mascarado. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.
NASCIMENTO, Elisa Larkin. Sankofa: educação e identidade afrodescendente. In:
CAVALLEIRO, Eliane (org). Racismo e anti-racismo na educação: repensando
nossa escola. São Paulo: Selo Negro, 2001.
SANTOS, Sales Augusto dos. A Lei no 10.639/03 como fruto da luta anti-racista do Movimento Negro. In: Educação anti-racista : caminhos abertos pela Lei 63 Federal nº 10.639/03. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria deEducação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005.
SILVA, Edílson Marques da. Negritude e fé: o resgate da auto-estima. Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo: Faculdade de Ciências e Letras “Carlos Queiroz”, 1998.
SILVA, Ana Célia da. A ideologia do embranquecimento na educação brasileira e proposta de revisão. In: MUNANGA, Kabengele (Org.). Estratégias e políticas de
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Artigo publicado pela aluna Aline Aguirre - Pedagogia 1

ARTIGO - ELISÂNGELA DAMBROS

O ESPORTE COMO EDUCAÇÃO PARA A PAZ

Elisângela Dambros¹

Resumo
A educação é fundamental na vida da criança, aprender limites deste cedo é de grande importância para sua vida. A escola, os professores e a família são peças fundamentais na educação das mesmas. E muitas vezes são no esporte que se encontra a combinação perfeita entre educação e competição, pois faz com que a crianças aprenda se divertindo e também aprenda a respeitar seus limites e o de seus colegas.
Palavras-chave: esporte, educação, competição, escola.

1 INTRODUÇÃO

À prática de esportes é fundamental para tratar o corpo a mente, e o espírito, alem de unir os povos e aproximar as pessoas, tendo seus valores presentes para a melhoria da cooperação e o respeito, logo é um importante veículo na educação para a Paz.
No mundo agitado em que vivemos, Educar para a Paz é fundamental para o bem estar de todas as nações, o combate a violência esta cada vez mais no foco da população tanto dentro como forra das escolas a inserção das famílias no processo de ensino aprendizagem também é de grande importância na construção da paz, o grande desafio é transformar a escola em um ambiente de sensibilização e vivencia. Segundo Salles Filho:
Já que as habilidades e os valores ensinados através do esporte são compatíveis com os esforços para promover a paz.as atividades esportivas devem ser consideradas como um elemento de apoio dos programas em áreas de pós-conflitos e de alta tensão. (2003, p 29)
A educação para a paz tem no ato de aprender as experiências vivenciais de convivência, de cultivo de valores capazes de provocar o conhecimento como necessidade para vida coletiva em vários sentidos, pois nos dá base para o nosso conhecimento provocando em nós sensações de amor, dor, alegrias e tristezas visões sobre o homem e a sociedade, crenças e modos de viver entre certezas e incertezas motivos e medos frustrações e vontades, enfim, desperta várias sensações e percepções de nossa vida nos condicionando a qualidade do nosso conhecer.
O esporte antes de qualquer coisa precisa ser compreendido como uma ferramenta que contribui para o bem estar das pessoas, onde seu objetivo maior é que os benefícios que se pretendem alcançar sejam orientados, ensinado e muito bem treinado por um profissional da área. Com isso a educação física é uma prática que deve ser adotada como um estilo de vida para todas proporcionando uma melhor qualidade de vida para os praticantes.
De certa forma, o esporte sempre contribuirá para o desenvolvimento do individuo através da aprendizagem de valores e habilidades como também interferindo nas exclusões sociais reabilitação de crianças e jovens marginalizados.
O esporte como educação para a paz proporciona nas crianças e jovens formações em vários sentidos tanto no aspecto social como o lado individual, pois trabalha tarefas lúdicas que proporciona equilíbrio entre corpo, mente e espaço.
A disciplina que o esporte oferece como também a felicidade que as práticas do esporte oferecem faz com que a integração entre os praticantes sejam amenizadas e atitudes criminosas sejam repudiadas fazendo com que o esporte seja de certa maneira desconstrutivo. Para isso, é indispensável à presença de um profissional de educação física que terão a incumbência de ensinar, treinar e dinamizar as atividades esportivas a fim de obter o melhor resultado em todos os sentidos.
O caráter competitivo das atividades esportivas nem sempre esta presente entre as crianças. Para até anos de idade ás práticas devem ser voltados para o aspecto lúdico e de recreação deixando as disputas para crianças maiores, jovens e adultos. O esporte pode também ser dividido entre várias classes, escolar, a social a terapêutica, a esportiva, a recreativa, dentre outras.
O esporte pode ser usado como uma ferramenta para evitar conflitos assim como um grande elemento sustentável da paz quando planejado e aplicado de maneira inteligente e eficaz, o esporte nos últimos tempos tem sido objeto de estudos cada vez mais aprofundados, pois é no esporte que muito encontram a combinação perfeita entre Educação e Paz.
A prática de esportes é um grande instrumento educacional o qual proporciona desenvolvimento tanto individual quanto social da criança, embora ainda nem todas as instituições não utilizem essas práticas qual é muito necessário, pois a prática esportiva promove a socialização, a o cumprimento de regras a rotina, o respeito, persistência saber competir saber ganhar, saber perder, romper limites entre outros conceitos estes são importantíssimos na formação de cada individuo.
O esporte tem a força de unir os indivíduos independentes das classes sociais raça ou religião alem de desenvolver no individuo a capacidade de trabalhar em grupo do cumprimento de horários de saber ouvir de conhecer o próprio limite, alem de evitar o sedentarismo que é muito comum nos dias de hoje, pois o esporte tira a criança da frente da televisão e dos jogos de videogame.
O esporte deve ser o maior aliado da educação. Juntos promovem o desenvolvimento integral do indivíduo de forma harmoniosa e sadia despertando para a cidadania e assim formando pessoas de bem.
A educação vista como transmissão de conhecimentos ou de opiniões faz com que cada vez mais projetos sejam criados em prol da educação para a paz, onde a troca de opiniões se faz necessárias para a organização das idéias, pois o esporte se for usado de maneira ideal pode ser uma ótima maneira para evitar conflitos se aplicados eficazmente.
A educação Física é grande componente da educação de qualidade e parte integral da aprendizagem por toda a vida ale de trazer grandes benefícios para a saúde, pois focaliza o corpo a mente e o espírito, não adotar a educação física como matéria no currículo escolar reduz a qualidade da educação trazendo impactos negativos para a saúde publica, pois alem de tratar a mente do individuo também ajuda a lidar com os desafios enfrentados pelos jovens, os esportes também pode trazer auxilio como desenvolvimento sustentável observando sempre os aspectos regionais sendo que para isso é de fundamental importância estratégias definidas.
Sabemos que a prática de esporte é um instrumento educacional que propicia o desenvolvimento tanto individual quanto social da criança, que deve ser trabalhado em todas as instituições de ensino, pois é fonte inesgotável de conceitos éticos e morais importantíssimos na formação dos indivíduos, o esporte em qualquer lugar é uma grande escola para a vida, ensinando valores e habilidades importantíssimos para a contribuição do desenvolvimento holístico do indivíduo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A educação para a paz é o grande desafio das escolas, das famílias e da comunidade nos últimos tempos, todos estão empenhados em construir um mundo mais justo e fraterno onde se possa viver sem temer que alguém lhe faça algo de ruim.
O esporte nas escolas é tão importante como a matemática ou o português, muitas vezes as crianças não conseguem aprender algo que a professora queira ensinar então é feita uma brincadeira e ela aprende e nunca mais esquece o esporte também faz com que a criança descontraia e deixe um pouco de lado a sala de aula, assim quando retorna para a sala sente melhor e a aprendizagem torna-se mais fácil.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

WWW.uepg.br/paz/docs/NeiAlbertoSallesFilho
FREIRE, João Batista e Venâncio, Silvana. O Jogo dentro e fora da escola.
WWW.faac.unesp.br/pesquisa/tolerancia

Texto publicado pela aluna Elisangela Dambros - Pedagogia 1