quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

TEXTO - JUCÉLIA

FORMAÇÃO PERMANENTE DE PROFESSORES: UMA NECESSIDADE CONSTANTE

A formação permanente do professor é uma necessidade constante, pois o aperfeiçoamento atualmente é um pré-requisito para a educação, bem como para qualquer outra área profissional. Se não ocorre essa formação, com certeza o professor ficará ultrapassado, e terá dificuldade em desenvolver aulas de acordo com a realidade em que vive e que sejam atrativas para os seus alunos.
Ressaltando o que colocamos acima a respeito da formação permanente, concordamos que é necessário “provocar que se veja a formação como parte intrínseca da profissão, assumindo uma interiorização cotidiana dos processos formativos e com um maior controle autônomo da formação”. (Imbernón, 2009). Ou seja a formação deve fazer parte do cotidiano da profissão de professores para que realmente se efetive.
Acreditamos que a formação, deve ser iniciada individualmente, por cada professor, para depois se partir para a formação coletiva, em grupo. A interdisciplinaridade é indispensável no dia-a-dia escolar, principalmente nas primeiras séries do Ensino Fundamental, mas primeiramente, o professor deve ter presente a realidade da sua disciplina, e da turma com que trabalha, por isso que a formação deve iniciar-se pela mesma.
A partir dessa formação inicial individual, voltada à sua área de conhecimento ou de atuação, o professor poderá partir para a formação coletiva, juntamente com seus colegas de escola, ou até mesmo de outras realidades, com condições de interagir com os colegas e as demais área do conhecimento, e a partir daí, sim , ter-se uma instituição com formação baseada na interdisciplinaridade.
Na realidade escolar que temos atualmente na nossa região e no país como um todo, esse processo, infelizmente, precisa ser repetido anualmente, pois convivemos com uma grande rotatividade de professores e administradores, que são mudados de escolas todo novo ano escolar. Por esse motivo, a formação individual com certeza é o que ajudará a formar a identidade do professor, e consequentemente, da instituição em que o mesmo atua.
É necessária essa formação, com objetivo de respeitar a identidade individual decada professor, bem como suas característivas pessoais, pois temos também a realidade, de muitos professores considerados “egoístas” e que não aceitam e não concordam com a interdisciplinaridade escolar. A partir da formação individual, com certeza a formação coletiva será melhor desenvolvida e efetivada.
Com essa coletividade na formação, os maiores beneficiados, com certeza serão os alunos, que são a razão da profissão educativa, bem como das instituições de ensino. Se houver um trabalho em conjunto das diferentes áreas do conhecimento, com certeza a aprendizagem escolar será melhor e maior, por parte dos alunos e o trabalho desenvolvido também se tornará mais atraente para os mesmos.
Esse trabalho interdisciplinar, que terá início após a formação coletiva do grupo dos professores, também é benéfica para os mesmos, pois o trabalho em conjunto, com certeza se tornará mais leve e abrirá inúmeras possibilidades de ligação entre as diversas áreas do conhecimento, e até mesmo entre diferentes níveis de ensino, e isso, certamente, só pode ser bom para a educação como um todo.
Concluindo, podemos dizer que “A mudança no futuro da formação permanente não deve ser a predominante, mas aquela que o professorado assuma ser sujeito da formação, compartindo seus significados com a consciência de que somos sujeitos quando nos diferenciamos trabalhando juntos e desenvolvendo uma identidade profissional...”. (Imbernón, 2009).

IMBERNÓN, Francisco. Formação permanente do professorado: novas tendências. São Paulo: Cortez, 2009.

Texto publicado pela aluna Jucélia Scarioti - Pedagogia 1

Nenhum comentário:

Postar um comentário