sábado, 14 de janeiro de 2012

ARTIGO - CLÁUDIA

A INFORMATIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO

RESUMO
Este artigo científico tem por finalidade expor sobre o uso das tecnologias da informação na educação. Mostrar as vantagens e desvantagens do uso do computador e o papel do professor perante essa tecnologia digital.

Palavras-Chaves: Computador; Tecnologia; Professor.

1 INTRODUÇÃO
Atualmente os computadores estão se incorporando ao dia-a-dia das escolas, convidando os professores a repensar suas práticas. Fazer parte dos novos tempos não depende apenas de equipamentos modernos. A interação pede uma revisão nos métodos tradicionais de ensino. Cabe ao professor entrar nesta nova era e selecionar os bons programas do computador.


2 A EDUCAÇÃO E A TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
Fala-se em era da informação, mas o termo mais indicado seria era do conhecimento. Por conhecimento entende-se a informação processada por cada um de acordo com suas próprias experiências, a informação sempre existiu, o que aumentou foi à quantidade.
O professor conscientiza-se a mudar a abordagem de seu trabalho. Transmitir informações para que os alunos memorizem já não é mais válido, é preciso ensiná-los. Necessita-se propor atividades em que as crianças tenham de desenvolver estratégias, viver experiências, tomar decisões. ”O computador trouxe novas situações de aprendizagem que o professor deve gerenciar” (FICHMANN, 2006.p.31).
Pode-se dizer que a aprendizagem envolve representações culturalmente criadas e compartilhadas, sendo assim, hábitos e formas sociais são construídas numa relação não consigo mesmo, mas também com o mundo.

3 PROFESSOR E ALUNO NO MUNDO DIGITAL
O papel do professor é dar um sentido ao uso da tecnologia, sem constranger-se produzir conhecimento com base em um labirinto de possibilidades. ”O que o estudante quer é ser orientado e ouvido, e não provar que entende mais de computador” (FAGUNDES, L.2006, p.31).
O computador é uma ferramenta fantástica no desenvolvimento da criança, pode-se utilizar no processo de alfabetização e também no desenvolvimento de habilidades específicas como a coordenação motora fina, a capacidade de memorização, o raciocínio lógico matemático, a discriminação visual.
É possível estimular o raciocínio lógico com jogos virtuais, criar páginas na Internet para publicação de textos dos alunos. Inicialmente podem-se explorar os recursos da máquina, através de jogos, produção de textos e desenhos, além de pesquisar em sites de busca. Após usa-se ferramentas da Internet para elaborar programas de rádio de comunicação por escrito com outras escolas. Numa etapa mais avançada podem-se construir produtos com a ajuda de instrumentos como o Kit para robótica ou software para CDs multimídia.


4 INTERNET
A internet está presente na vida da maioria dos brasileiros, sua rapidez e variedade de informações impressionam, ela parece ser a maior revolução dos últimos tempos, com vantagens e desvantagens.
Como um dos aspectos negativos, a internet é uma forma de utilização das informações, o acesso fica mais rápido, mas para aquela camada da sociedade que já o tinha, pode-se, assim marginalizar ainda mais aqueles que não tem acesso a ela. A rede ainda pode causar dependência, distração, reduzindo os momentos já escassos de convívio familiar. Outro problema é a ausência do controle do conteúdo das páginas, há pornografia, baixarias, divulgando valores que nem sempre contribuem para a formação. Estes conteúdos são acessados por qualquer um, de qualquer idade. Outro aspecto negativo de mão uso da internet, é por parte dos alunos que muitas vezes fazem suas pesquisas de sala de aula em casa podendo ocorrer a impressão de uma determinada página da web sem o interesse de estudar e construir com seu próprio conhecimento as atividades, sendo assim se faz necessário que o professor saiba como trabalhar com esta tecnologia sem afetar o aprendizado dos alunos e fazendo com que os mesmos não percam o interesse pelo estudo.
Por outro lado, sobressaem os pontos positivos, a internet é um meio extraordinário de diversão e facilitadora de trabalhos de pesquisas, de estudos e também de relações. È realmente fantástica a rapidez com que se pode pesquisar bibliograficamente, com dados e livros de todas as principais bibliotecas do mundo.
A partir disso, é preciso conscientizar a sociedade e, mais particularmente, o mundo educacional sobre a necessidade de atividades, na sala de aula, que proporcionem uma leitura crítica-criativa do uso da internet seus benefícios e malefícios.

5 CONCLUSÃO
Conclui-se, que o computador é uma tecnologia ótima para se trabalhar com os alunos, o importante é saber usar. Cabe ao professor a tarefa de orientar e selecionar programas educativos, levar o aluno a usar o cérebro no seu mais alto grau, como pensar. O objetivo do computador é enriquecer o aprendizado, tornar o universo menor e ao alcanço de um clique.


6 REFERÊNCIAS
FAGUNDES, La. Tecnologia de alcance de todos. REVISTA ESCOLA, São Paulo, p. 30-37, set. 2006.

FICHMANN, Silvia. Tecnologia ao alcance de todos. REVISTA ESCOLA, São Paulo, p. 30-37, set. 2006.

Artigo publicado pela aluna Cláudia Pértile - Pedagogia 1

ARTIGO 2 - ELISANGELA DAMBRÓS

O PAPEL SOCIAL DA FAMÍLIA E DA ESCOLA

RESUMO
A família e a escola são entidades fundamentais e a quem cabe diretamente a responsabilidade da formação pessoal dos indivíduos. Pois é através do afeto, dos laços sanguíneos e da convivência segura em família que a criança inicia seus ensinamentos para a vida, dando continuidade a eles no seu ingresso a escola, onde cada momento de reflexão e convivência será motivo de aprendizagem e crescimento significativos, constituídos de diálogo, atuando na formação de sujeitos críticos e autônomos. Este trabalho tem por objetivo levantar algumas considerações sobre o verdadeiro papel social da família e da escola. Pois num mundo marcado pelas inúmeras informações, é necessário pensar na formação dos alunos e que estes possam estabelecer relações entre aquilo que sabem e vivenciam.

Palavras-chave: Família; Escola; Aprendizagem.

1 INTRODUÇÃO
Educar nos dias de hoje não é tarefa fácil, necessita a cooperação da família da escola para realizá-la da melhor forma, para se obter bons resultados. A relação entre a escola e a família tem se modificado muito nos últimos tempos. Neste período, a escola e a família mudaram. Há que se considerar, no entanto, que sobretudo a sociedade mudou. Por isso é importante a integração de ambas, para melhor atingir seus objetivos, mantendo uma parceria, tornando o processo mais sólido e participativo, pois a meta é o desenvolvimento pleno do educando.
O papel da família é contribuir com muito amor e desprendimento, cada momento, na construção de um ser independente, criativo, justo e feliz. Compete aos pais manterem-se informados sobre os resultados obtidos pelos filhos, colaborar com professores para tornar mais coerente e eficaz a atuação escolar, mostrarem interesse pelas atividades realizadas pelos filhos, e para a escola cabe propiciar aos alunos conhecimentos e habilidades, hábitos de respeito, uma expectativa positiva em relação aos estudos e uma visão reflexiva e consciente do futuro.

2 EDUCAÇÃO: FUNÇÃO DA FAMÍLIA E DA ESCOLA
Educação é a busca do conhecimento que faz parte do ser humano. O conhecimento é constituído pelo sujeito no decorrer de sua vida, por meio da interação que realiza com o contexto em que está inserido. Aprender é algo fascinante e que leva a fazer descobertas constantes e a perceber o quanto ainda se tem para aprender. Educar é dever da família, da escola e da sociedade como um todo, construindo valores morais, intelectuais e éticos.
No passado a sociedade era muito mais homogênea, tranquila e estável, menos atingida e condicionada pelos meios de comunicação social, tinha formas e princípios quase inalteráveis. O primeiro referencial eram os próprios membros da família e pessoas próximas, na constituição da família seguiam-se os modelos dos avós, dos tios e outros que se sentiam com direitos de dar seus ensinamentos e tinham suas comparações.
A família, década após década, vem passando por reestruturações significativas, a cada dia se convive com uma realidade familiar (casamentos desfeitos, novos casamentos, filhos buscando referências, culpas, busca da felicidade); do outro lado, a escola que recebe alunos oriundos de várias realidades familiares, precisando abrir espaço para estas realidades aproximando-se de seu aluno e de sua família e não os marginalizando. Existe também nas famílias a falta de tempo, de encontro e de diálogo. Momentos estes que são substituídos pela televisão, ocasionado uma carência de referenciais seguros e sobrando dúvidas de como educar as crianças passando a maior parte do dia longe delas. Por isso, a educação dos filhos que acontecia na família, começou a acontecer na escola, na rua, e através dos meios de comunicação social.
Essa democratização do acesso das crianças às novas fontes de informação diminuiu o poder exercido pelas instituições tradicionais e como consequência, tanto pais quanto professores precisam estar hoje cada vez mais preparados para dar respostas adequadas às novas demandas apresentadas por filhos e alunos.
Tudo mudou porque os valores mudaram. É preciso enxergar isso e aceitar com honestidade e humildade. Entretanto não se pode deixar que se percam os valores que fortalecem a família: o diálogo, o respeito mútuo, a convivência, a responsabilidade de cada membro e o trabalho no interior do lar.
É na família que a criança aprende a possuir direitos e deveres, aprende valorizar o que possui e até o que não possui, amar e até odiar, a ter consciência do seu papel social de feminino ou masculino, ter senso de justiça, honestidade e respeitar a sua vida se assim o desejar; ser afetivo ou agressivo. É nela que se aprende a necessidade de uma boa alimentação para a saúde do corpo e da mente, bem como todas as variedades, a cuidar de si e de todos os que o cercam e os valorizar. Tudo isso se tem na bagagem cultural que se aprendeu e desenvolveu no passar do tempo e com muita ajuda da escola nas relações durante a vida convivida na família.
A escola deve estar voltada para a cidadania e ter concepções claras que revelam o compromisso social, não se perdendo na omissão. O importante na educação é que todos sejam sujeitos históricos, críticos, conscientes e, assim, serem capazes de intervir na realidade, construindo ou reelaborando e consequentemente, transformando o mundo.
Acredita-se que a escola é o lugar onde se investe no ser humano como sujeito da própria história e como agente de transformação na sociedade em que vive. Ela se transforma num espaço de reflexão, de crescimento, expressão de sentimentos e emoções nas relações; assim a participação democrática, com liberdade, justiça e solidariedade, serão elemento forte para a aprendizagem não como mera repetição mecânica, mas uma aprendizagem fortemente pautada no senso crítico para a construção do conhecimento.
O educador precisa ser coerente, incorporar em suas palavras no dia-a-dia e em qualquer lugar, as convicções, tornando-se comprometido com o saber e que este tenha um sentido real e concreto na vida. A mudança ocorre aos poucos e só acontece se houver conscientização e se acreditar numa educação diferente que revele as concepções de homem, mundo e sociedade.
Uma vez que a missão do professor é uma vocação, a educação necessária para a vida de todo o ser humano a fim de desenvolver-se, com uma sequência de crescimento cultural e uma melhor qualidade de vida, percebe-se que o contato social, mundial e local, exige que a educação traga presente a realidade vivida nas contradições.
Na parte dos professores, é inegável que os desafios da sala de aula são bem maiores hoje do que no passado. Não basta mais ser um bom profissional do ponto de vista didático, é preciso estar aberto para compartilhar com os alunos suas angústias e problemas. O aluno de qualquer idade deve ser visto atualmente pelo professor não apenas como um mero depositário de informações, mas como um ser humano em formação, e o professor tem de estar preparado para lidar com isso.
O diálogo é um instrumento fundamental para o bom entendimento e para um crescimento. É necessário entre as pessoas e, muito mais entre pais e filhos, com os educadores, pois sempre se tem muito a somar, a aprender e a crescer. Em consequência disso, tanto pais como professores precisam estar cada vez mais preparados em dar respostas adequadas às novas demandas apresentadas, surgidas por filhos e alunos. Cabe à família e à escola trabalharem esse excesso de informações, possibilitando à criança uma melhor compreensão do mundo.
Nesse sentido, mais proveitoso do que um embate entre a família e a escola para saber onde começam e terminam as responsabilidades de cada um, é abrir canais de diálogo franco entre essas duas instituições. Quanto melhor a parceria, mais positivos e significativos serão os resultados na formação do ser humano. Pais e professores bem integrados podem ajudar a criança a se desenvolver melhor em todos os aspectos:social, emocional, afetivo e cognitivo. O ideal, portanto é compartilhar experiências sem cair num jogo de empurra-empurra em relação a seus papéis nem em julgamentos sobre quem é culpado ou inocente diante de algum problema. Uma tarefa que não deveria ficar apenas a cargo da família e da escola, mas ser um compromisso da sociedade como um todo, pois a formação integral do ser humano deveria estar no horizonte de preocupações de toda a comunidade e de todas instituições sociais.
É importante ressaltar que uma maior atribuição de funções à escola ou a qualquer outra instituição social na formação da criança não substitui a família de sua responsabilidade fundamental na educação dos filhos, e os pais precisam estar bem conscientes disso. A grande referência de valores morais ainda é a família. É nela que o ser humano deve se sentir seguro, amado, respeitado. Condições que, se não forem satisfeitas, podem desestruturar a personalidade da criança, por melhor que seja a escola.
No entanto, é preciso que exista uma relação de confiança entre a escola e os pais, para que estes se sintam seguros quanto ao acerto de decisões que a escola vier a tomar, ou seja, os pais devem estar por dentro do assunto para assim poder ajudar a escola no que for necessário.
Porém, sabendo que cada qual tem sua função, que cada um cumpra bem o seu papel quando se fala de educação, sendo que os pais têm o dever de reivindicar uma melhor prestação de serviço e assim a escola também deve cobrar dos pais se eles também não estão cumprindo com suas obrigações.
É nesse encontro escola-aluno-família, que se pode construir uma relação de troca, de complementaridade que possibilita a todos educar e serem educados. Quando isso acontece, o aluno que está sendo educado também passa a ser educador. Além disso, o educador deve ser cidadão consciente, possuindo uma visão crítica do mundo (ou de si), para poder propor situações de aprendizagem para a vida, com base em princípios e valores (éticos, morais e religiosos). Percebe-se isso nas palavras de Paulo Freire (1998), que diz:

“a razão de ser da educação está na superação da contradição educador-educando, para que ambos se façam simultaneamente educadores e educandos, isto é, compete ao educador saber com os educandos enquanto estes passam a saber com ele. Neste caso o educador estaria a serviço da libertação. A escola deve estar envolvida com a comunidade e a família e fazer com que estas e o educando reflitam, questionem, dialoguem sobre suas dificuldades tomando consciência de sua realidade, tornando-se sujeitos de sua história, para poder entender a realidade e transformar as escolas em pontos de encontros para toda a família”.


No entanto percebe-se que a educação escolar é fundamental para a vida, pois esta dá condições básicas para o desenvolvimento de bem-estar e acesso aos bens culturais e principalmente à preparação para o trabalho, para o exercício de funções políticas requeridas pela sociedade. Compreende-se que a família é essencial para seus filhos com a educação que lhes proporciona, e a escola fortalece a vivência e a incorporação dos valores que preparam para a vida.
3 CONCLUSÃO
Na educação os resultados não são imediatos, necessita-se de tempo e de uma leitura critica sobre esse tempo para se poder construir e avaliar a prática e isso implica na necessidade de pensar de forma teórica, critica e consciente, o cotidiano da sala de aula e da família e assim, colaborar com a formação de pessoas que, como cidadãos, sejam capazes de auxiliar na construção de uma sociedade mais justa e igualitária, capazes de olhar para o contexto que os cerca com um olhar mais reflexivo e assim, possam desvelar a realidade, procurando superar as contradições existentes na tentativa de serem mais justos com os demais. A escola como instituição, não realiza a transformação sozinha, mas ela é um instrumento para que a transformação aconteça.
Sendo assim é fundamental criar no âmbito das escolas condições para uma ampla participação de todos os setores que convivem na comunidade na qual estão inseridos para que se forme no indivíduo a consciência da sua responsabilidade social e política.
A educação é complexa, o ato de ensinar e aprender também é, pois exige paciência, amor e acreditar que os envolvidos no processo podem e são capazes de aprender e contribuir com o processo de ensino e aprendizagem.
Vida familiar e vida escolar são simultâneas e complementares. Cabe aos pais e à escola a preciosa tarefa de transformar a criança imatura e inexperiente em cidadão maduro, participativo, atuante, consciente de seus deveres e direitos, possibilidades e atribuições.

4 REFERÊNCIAS
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia - Saberes necessários à prática educativa. 8ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998.

Artigo publicado pela aluna Elisangela Dambrós - Pedagogia 1

ARTIGO - ELISANGELA DAMBRÓS

A IMPORTÂNCIA DA LEITURA E DA ESCRITA COMO FATORES QUE CONTRIBUEM PARA A INTERAÇÃO COM O MUNDO E COM O CONHECIMENTO

RESUMO
Todos os procedimentos didáticos utilizados para incentivar a construção do conhecimento de leitura e escrita, valorizando as interações sociais em sala de aula, demonstram que o estabelecimento dessas interações, entre parceiros e entre crianças e adultos, durante o processo formal de aprendizagens, contribuem de modo significativa para que a escola exerça com maior propriedade a sua função, isto é, seja capaz de transmitir os conhecimentos acumulados pela humanidade de maneira viva e interessante.

Palavras-chave: Leitura; Escrita; Interações.

1 INTRODUÇÃO
É comum no meio educacional afirmar-se que as interações sociais são importantes para o processo de aprendizagem; este trabalho procura ressaltar como, de fato, interações sociais estabelecidas entre as crianças e adultos podem contribuir para a emergência de conhecimentos mais complexos durante o processo de aprendizagem.
Alfabetização vem sendo pensada numa perspectiva em que, além de se valorizar a construção do conhecimento da leitura e escrita como objetos linguísticos complexos, tem se dado especial importância a interação social como motor dessa construção. Desse modo, apropriar-se desse conhecimento exige diálogo, interlocução e confronto de pontos de vista entre os sujeitos envolvidos no processo, permitindo-lhes reconstruir a nível individual as informações recebidas no contexto social.

2 CONCEPÇÕES DE LEITURA E ESCRITA
A importância do ato de aprender a ler e a escrever está fundamentada na ideia de que o homem se faz livre por meio do domínio da palavra.
O uso da linguagem é tão importante que a linha do tempo divide a história em antes e depois da escrita. A partir de então, o homem pode
registrar sua cultura, as descobertas, as emoções, suas poesias, enfim sua maneira de ver o mundo. Isso não quer dizer que o homem não manifestasse o desejo de se expressar no mundo antes de desenvolver a escrita. Ele se comunicava por meio de desenho e da pintura, mas foi com a escrita que ampliou sua habilidade comunicativa e socializou o registro através de um sistema convencional de sinais fechados. No entanto, aprender a ler e escrever é mais do que uma simples decodificação de símbolos. Para o sujeito construir a habilidade de escrever e ler é necessário que compreenda a própria existência. É preciso ter consciência que a escrita tem por função registrar fatos criados e vividos pelo homem.
Deve-se também esclarecer que a escrita é vista como um processo de aperfeiçoamento do homem, um enriquecimento exterior, um desenvolvimento intelectual e cultural do ser humano. O domínio da língua oral e escrita é fundamental para a participação social efetiva, pois é por meio dele que o homem se comunica, tem acesso a informações, expressa e defende pontos de vista, partilha ou constrói visões do mundo, produz conhecimentos.

3 A IMPORTÂNCIA DO ATO DE LER
Segundo Paulo Freire a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra. A leitura do seu mundo foi sempre fundamental para a compreensão da importância do ato de ler, de escrever ou de reescrevê-lo, e transformá-lo através de uma prática consciente.
Esse movimento dinâmico é um dos aspectos centrais do processo de alfabetização que deveriam vir do universo vocabular dos grupos populares, expressando a sua real linguagem, carregadas da significação de sua experiência existencial e não da experiência do educador.
A alfabetização é a criação ou a montagem da expressão escrita da expressão oral. Assim as palavras do povo, vinham através da leitura do mundo, depois voltavam a eles, inseridas no que se chamou de codificações, que são representações da realidade.
Segundo Freire (1988, p.48), “[...] O processo de aprendizagem na alfabetização de adultos está envolvida na prática de ler, de interpretar o que lêem, de escrever, de contar, de aumentar os conhecimentos que já tem e de conhecer o que ainda não conhecem, para melhor interpretar o que acontece na nossa realidade [...]”.

4 CONCLUSÃO
Concluindo pode-se afirmar que a interação com o mundo e com o conhecimento através da escrita e da leitura, incentivados em sala de aula contribuem para a construção do conhecimento.
Embora se reconheça que o fracasso na alfabetização seja decorrente de uma conjunção de fatores os mais diversificados, é possível afirmar que o incentivo ao estabelecimento de interações sociais mais efetivas, dos alfabetizandos entre si e destes com o adulto professor, poderá vir a ser um caminho para a melhoria da qualidade da aprendizagem durante o processo de alfabetização.

5 REFERÊNCIAS
FREIRE, Paulo. A importância do Ato de Ler: em três artigos que se completam. 22ª ed. São Paulo: Cortez, 1988.

Artigo publicado pela aluna Elisangela Dambrós - Pedagogia 1

ARTIGO - ELISANGELA MISTURA

Ser Professor...

A partir da leitura dos textos e de nossas experiências podemos destacar sem duvida tanto com a escola e os sujeitos que fazem parte dela é de extrema necessidade, ambos devem andar lado a lado para obterem significados e resultados importantes.
O diálogo entre os profissionais é muito importante, pois se pode diagnosticar os problemas e enfrentá-los juntos. Assim podemos construir projetos sólidos, conhecendo os alunos, suas necessidades, que praticas que deveriam ser adotadas para construir conteúdos de forma significativa, e assim despertar o interesse dos alunos.
A investigação na própria comunidade para estarmos a par da realidade e necessidade dos sujeitos que fazem parte da escola. Deste modo investigando, refletindo, planejando e efetuando ações poderemos formar pessoas criticas.
Sobre a perspectiva do professor como investigador da própria pratica, posso dizer que o conhecimento esta contida na própria ação, ou seja, ao agir demonstra o conhecimento que possui. No momento em que o professor para e reflete faz uma pausa em sua ação, é um momento que ele pensa e reorganiza o que esta fazendo geralmente isso acontece diante de situações inesperadas, e na maioria das vezes não encontra respostas.
Nem sempre quando paramos o que estamos fazendo, para refletir sobre isso, estamos ampliando o compreendi mento do que fazemos. Mas ao refletirmos sobre o que estamos fazendo, passamos a refletir sobre um fazer passado e essa reflexão pode nos ajudar em futuros fazeres e nos dar um novo entendimento sobre o momento.
O cotidiano escolar é um espaço complexo, portanto é necessária a utilização da criatividade e da sensibilidade para interagir em problemas da ação pratica. Sabemos que na atividade pratica e no cotidiano escolar é que o professor, dia após dia, vai sendo formado ao construir refletindo e reconstruindo sua pratica.
A pesquisa não é só uma forma de aproximação da escola e da comunidade é também olhar e refletir sobre o fazer pedagógico. Pesquisar o entorno e aprofundar o conhecimento da realidade que cerca a escola. Também perceber a importância da pesquisa para poder através dela, ampliar o conhecimento sobre a realidade do sujeito e a historicidade do lugar e contribuir com as pessoas dali, para que todos dentro de suas ações venham somar para melhorar o ambiente escolar. A diretora e vice compartilham a responsabilidade da administração e dinamização de todo o trabalho da escola e comunicam todas as ações para os sujeitos que fazem parte dela assim todos podem dar a sua opinião e participação é feito um trabalho em equipe.
A investigação é um exercício colaborativo, onde propicia ao futuro professor o conhecimento da localidade em suas especificidades, de modo a atender o modo como os sujeitos que constroem seus espaços. Conhecê-lo bem mais que mapear e sim conseguir buscar referencias próprias das pessoas para o espaço em que elas vivem.
A escola se organiza de forma participativa e dialógica onde toda podem dar suas contribuições de uma forma democrática assim conseguem dar conta de suas atividades escolares. Todas essas informações foram observadas nos diálogos com os sujeitos participantes da instituição nas visitas semanais na EMEI Mágico de Oz onde a direção nos passa todos os dados que precisamos para cada vez mais enriquecer nossa pesquisa.
Entender as formas das pessoas falarem e expressarem e como elas se organizam para sobreviverem. Conhecer a realidade não como sujeitos de fora, mas com os olhos de quem faz parte dela.
Aprimorar a pesquisa e investigação das diferentes linguagens, desta forma aprimorando a parceria com a família do entorno da escola através de relatos feitos por fotos e conversas, e assim compreendendo melhor a realidade que constitui não só o sujeito, mas a sua realidade e do entorno.
Cada um tem um papel coletivo, participativo e democrático das investigações pretendidas, isto são as propostas de que vai se investigar, como se vai investigar e de que forma, isso é parceria e democracia.
Para que isso ocorra o dialogo é fundamental onde todos participam para um desenvolvimento não só para os educadores, mas também para os educandos e todos os sujeitos participantes.
Compreender a tarefa docente, trabalhando em equipe, saber que a tarefa do professor não é de passar conhecimentos ao sujeito e sim haver uma troca mutua de saberes. (Freire, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Saberes Necessários a Prática Educativa. São Paulo. Paz e Terra, 2002. PP.23-51.).
É um modo de aprender e ao mesmo tempo exercitar o que é aprendido, fazer com que a cultura popular seja assumida e não omitida, que não sintam vergonha de suas origens, que saibam dar valor as coisas simples, a atos e fatos que às vezes ficam no anonimato, mas são de grande valor.
Ser professor não é ditar regras, e sim construir práticas educacionais, focalizando os problemas, diagnosticar e buscar soluções junto à comunidade, enfim para ser professor tem que ser humano.
A esperança e o otimismo na possibilidade são um passo gigante na construção e formação do professor que “que deve coincidir com sua retidão ética” (p18). Paulo Freire, um professor excepcional não só procurou perceber os problemas educativos, mas propôs uma pratica educativa para resolvê-los.
Os registros são de grande importância para a organização curricular, adequar os conteúdos e adaptarmos com a realidade dos sujeitos. O planejamento está em tudo inclusive na gestão escolar, tudo é planejado, e nesse planejamento todos participam: equipe diretiva, professores, serviços de apoio, alunos, pais, funcionários e a comunidade.
Todos os sujeitos que fazem parte da instituição EMEI Mágico de Oz percebem as suas ações através da participação popular, todos participam cada um dentro de suas necessidades, e todos se sentem como parte integrante da instituição e que sem a parte deles nada funcionaria da forma que deveria ser.
Compartilhar experiências, dificuldades, problemas, resultados, caminhos que nos tragam reflexões e aprendizados capazes de reorientar nossas praticas, a importância de aprendermos com as praticas da educação popular e saber dividi-las. A sistematização, como reflexão sobre a ação, nos auxilia a entender que a realidade é aquilo que nosso modo de observar-nos deixa ver.
“A sistematização é aquela interpretação critica de uma ou varias experiências que, a partir de seu ordenamento e reconstrução, descobre ou explicita a logica do processo vivido, os fatos que intervierem no dito processo, como se relacionam entre si e porque o fizeram desse modo. Podemos adicionar, ainda que a sistematização produzisse um novo conhecimento, possibilita a generalização, converte a própria experiência em objeto de estudo e de interpretação teórica e, ao mesmo tempo em objeto de transformação. Ao sistematizar as pessoas recuperam de maneira ordenada o que já sabem sobre sua experiência, descobrem o que não sabem sobre ela e o que não sabiam que já sabiam”. Holliday, (1996:14).
Sistematizar é classificar informações obtidas pela pesquisa do entorno escolar, e essas informações e experiências obtidas classificamos por ações dos sujeitos, tempo, espaço, o que acontece nesse cotidiano. Tudo o que estamos vivenciando naquele momento, presenciando, participando, interferindo isto é história, e ao longo deste caminho classificamos nossas experiências para compreender, interpretar, ordenar ou reconstruir ou até transformar nossas experiências.
Temos que classifica-las para podemos reconstruir melhor compreender e não modificar, mas ordenar e construir, sabendo o que e o por quê? A sistematização ou classificação é mais do que um método é uma proposta que permite a reconstrução adequada do que ocorreu, e assim avaliar, interpretar e tirar conclusões para outras praticas futuras.
Nós devemos sistematizar a experiência, contribuir para que todos os sujeitos que fazem parte da escola sejamos aqueles que podem sistematiza-las. Assim na pratica dessas vivencias, dentro do entorno escolar que vamos fazer uma troca de experiências.
Os objetivos principais da sistematização são três: a experiência na vivencia escolar para melhorar nossa própria pratica; o segundo não só compreender a pratica para melhorar, mas também compartilha-la com outros grupos que fazem as mesmas experiências; o terceiro é que a sistematização de experiências nos enriquece a reflexão teórica a partir dos conhecimentos que surgem praticas concretas.
As condições para a sistematização tem que ser espontâneas, normalmente fazer parte do espaço, e vivenciar tudo que acontece para poder compreendê-lo.
Todos participam cada um em seu espaço, a direção toma decisões de forma coletiva em reuniões, onde dependendo do assunto todos participam. Isso possibilita a construção democrática e consequentemente um desenvolvimento saudável para todos os sujeitos que fazem parte da instituição.
Para suprir a ausência de limites, a escola se propõe a realizar atividades em que os alunos tenham a oportunidade de dividir brinquedos e objetos pessoais, realizar trabalhos em grupo, momentos de atividades que desenvolvam a convivência, o respeito ao próximo e organizar-se dentro da rotina da escola. Proporcionando uma educação inclusiva respeitando o acesso e direito de toda a educação, conforme Politica Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva.
A educação é muito importante na sociedade em que se vive, mas não pode ser apenas a transmissora de uma cultura, oferece simples instrumentação, conhecimentos ou habilidades que nem sempre significam condições de opção ou possibilidade de fazer valer a sua experiência de pessoas livres e responsáveis. Ela é vista como um processo natural, entretanto educação e aprendizagem não acontecem de modo isolado, mas sim um todo em articulação com todos os segmentos da sociedade.
Para a construção de conceitos e um nível de aprendizagem qualitativo e satisfatório, faz-se necessário repensar as praticas pedagógica bem como a musica e o brincar estes, que muitas vezes ainda são introduzidos em nosso sistema educacional como simples recreação ou preenchimento do tempo vago.
De acordo com os textos lidos e o aprendizado ao longo destes quatro anos, podemos dizer que aprender não significa acumular conhecimentos já prontos, mas significa saber descobri-los, inventar-los e reinventar-los.
O espaço da sala de aula precisa ser entendido como um espaço de investigação, entendido e encarado dessa forma, o professor poderá refletir e reconstruir a sua pratica através de um questionamento constante, e de uma troca de saberes com os demais sujeitos da instituição.
Ser professor não é ditar regras e sim construir praticas educacionais, focalizando os problemas, diagnosticar e buscar soluções junto à comunidade.

Referencias Bibliográficas:
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários a prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
JARA, Oscar Holliday. Sistematização das Experiências: algumas apreciações.

Artigo publicado pela aluna Elisangela Mistura - Pedagogia 1

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

ARTIGO - RITA

A dimensão da família diante das deficiências.

Diante de uma sociedade que não sabe lidar com as diferenças, a família tem papel fundamental para assegurar o sustento material, físico, estrutural, emocional e em especial para enfrentar e superar o preconceito. A caminhada em busca do reconhecimento como pessoa de valor das pessoas com deficiências deve começar em casa, na família, ali desde cedo deve haver o estímulo para enfrentas suas limitações.
Quando um filho está para nascer, os pais moldam em suas mentes e corações um ser perfeito e saudável, e se esse ser vem com alguma característica diferente ao normal, no primeiro momento os pais ficam desacreditando que isso esteja acontecendo com eles, buscam saber onde foi o erro. O porquê está acontecendo com eles, tendo a impressão de que são os únicos com tal problema.
Daí a necessidade destes pais compreenderem de que especial não é só a criança, mas toda a família, pois esta tem papel fundamental para o desenvolvimento deste ser, esta não pode ficar parada, esperando que os outros ou a sociedade resolva. É necessário aceitar, acolher e incluir este ser primeiramente em casa e depois na escola, esta que é a porta de entrada na sociedade.
A família precisa ser promotora dessa inclusão pela aceitação da deficiência e limitações. Dar suporte para a formação de uma nova consciência que privilegie suas potencialidades, oportunizando meios de inserção na comunidade, favorecendo o aumento da auto-estima e seja impulsionado a sempre mais buscar formas de enfrentar os obstáculos e não somente se deter nas limitações. Além da família, a escola e os profissionais precisam trabalhar as potencialidades destas crianças, exigindo o máximo no seu desempenho para provocar a superação.
É preciso acabar com a cultura de isolar, esconder essas pessoas, sem oportunizá-las do convívio na sociedade. É fundamental incentivá-las desde pequena a enfrentar o preconceito e suas limitações, criar expectativas para o desenvolvimento e crescimento, indo à busca de seu espaço na sociedade como cidadão, com direitos e deveres a serem garantidos e respeitados. O sucesso e a possibilidade de vencer na vida destes seres dependem do empenho de todos os seguimentos que se envolvem no trabalho com eles.
Dentro das dificuldades, existem muitos fatores que podem comprometer a aprendizagem e que precisam ser tratados ou trabalhados desde cedo. Por isso, quanto mais cedo for diagnosticado e tratado, maior será o retorno positivo desta criança.
É preciso que os pais e a escola estejam atentos e avaliar, e se necessário buscar um diagnóstico mais aprofundado com profissionais especializados para encontrar as possíveis causas e tratar de forma correta. Um diagnóstico precoce e correto pode encurtar o caminho de superação e diminuir com o sofrimento de todos, da criança, da turma, da escola e, sobretudo da família. Em muitos casos é preciso uma equipe multidisciplinar trabalhando em sintonia e em contatos constantes para obter êxito nos resultados.

REFERENCIAIS:
TIBA,Içami: Quem ama educa. São Paulo. Ed Gente.2002
MARQUES,L.P. Em busca da compreensão da problemática da família do excepcional. 1992. Dissertação(Mestrado em Educação)- Departamento de Educação, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro.
Revista MUNDO JOVEM- Ed 400. Setembro de 2009. p.18.
Revista PUCRS INFORMAÇÂO, nº 139- Maio/Junho, 2008. P. 13.

Artigo publicado pela aluna Rita Pizzi Locatelli - Pedagogia 1

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

ARTIGO - JOICE

INCLUSÃO

Inclusão deve-se conhecer o que é realmente a inclusão; as pessoas com deficiência. palavra “deficiência” lembra ausência, anomalia ou insuficiência de um órgão, de uma função fisiológica, intelectual ou social (de acordo com o documento da CNBB,2006,p 32.). A noção de deficiência é complexa e está associada à ideia de imperfeição, fraqueza, carência, perda de qualidade e quantidade. A palavra deficiência não é negativa em si mesma, mas indica uma realidade de insuficiência.
A deficiência é a incapacidade, a perda ou a limitação das oportunidades de participar da vida em igualdade de condições com os demais. Pessoas com enfermidades ou deficiência intelectuais, mentais, visuais, auditivas ou da fala e as que têm dificuldade de mobilidade enfrentam barreiras físicas e psicológicas quase que constantemente, sua superação ou redução exige soluções diferenciadas e assumidas pela sociedade. As pessoas com deficiência não constituem um grupo homogêneo, e sim uma realidade complexa e muito presente em todas as sociedades.
As pessoas construíram termos e expressões para designar, caracterizar e diferenciar as pessoas com deficiência: paralítico, anormal, aleijado, mongoloide, alienado, portador de necessidades especiais, mancos, especiais cego, inválidos, surdos-mudos, imperfeito, retardado, débil mental, excepcional, etc. Todas essas palavras foram incorporados pela cultura, expressam posicionamento diante dessas realidades humanas, em diversos contextos históricos e culturais, mais ou menos preconceituosos.
A família é o primeiro espaço de inclusão da pessoa com deficiência, quando ele coloca solidária, positiva, a favor da pessoa humana, as deficiências e limitações se superam naturalmente.
Toda a criança tem o direito a educação. A criança possui características, interesses, habilidades e necessidades de aprendizagem que são únicas. O desenvolvimento humano é caracterizado por Piaget como um processo construtivo, resultante das contínuas interações do sujeito com o mundo “[...] Os valores da criança, são moldados de acordo com a imagem do pai e da mãe, ou dos mais velhos[...] Acriança procura agir segundo os modelos que lhe ao impostos, desenvolvendo assim um eu ideal”.(p.105;114 e 115.) Aquelas com necessidades educativas especiais precisam ter acesso à escola regular, que deveria “acomoda-las” dentro de uma pedagogia capaz de satisfazer essas necessidades.
Inclusão, necessariamente, pressupõe a formação continuada de professores para usarem estratégias de ensino mais diversificadas e mais dinâmicas, ou seja, mais compatíveis às crianças: estratégias estas que oportunizem as crianças terem vozes e serem ouvidas e onde suas experiências de vida e de riqueza pessoal, assim como suas necessidades e carências, não sejam ignoradas e negligenciadas pelo professor ou pela escola, mas sejam partes integrantes da vida escolar.

“Inclusão pressupõe uma escola com uma política participativa e uma cultura inclusiva, onde todos os membros da comunidade escolar são colaboradores entre si, apóiam-se mutuamente e aprendem uns com os outros a partir da reflexão sobre as práticas docentes, pressupõe um maior envolvimento com a família e a escola e a comunidade, onde todos buscam uma educação de qualidade para todas as crianças”.(Revista da Educação Especial, outubro. 2005 p.44.).


Pode se ver que a inclusão escolar não significa automaticamente aprendizado e alfabetização. A qualidade do ensino e o currículo, normalmente não são adaptados as necessidades das crianças com deficiência. Muitas escolas ainda, prestam mais atenção aos “impedimentos” do que aos potenciais dos alunos com necessidades educativas especiais.
As escolas deveriam assumir que as diferenças humanas são normais. A aprendizagem deveria ser adaptada às necessidades da criança, ao invés de se exigir a adaptação da criança.
Para ser uma escola inclusiva a mesma precisa acolhe todos os alunos independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais ou outras, sendo o principal desafio desenvolver uma pedagogia centrada no aluno, uma pedagogia capaz de educar e incluir além dos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais, aquelas que apresentam dificuldades temporárias ou permanentes na escola, as que estejam repetindo anos escolares, as que sejam a trabalhadores, as que vivem nas ruas, as que vivem na extrema pobreza, as que são vitimas de abusos, as que estão fora da escola, as que são superdotadas, pois a inclusão não se implica apenas aos alunos que apresentam alguma deficiência, como diz Hegarty, “[...]a escola inclusiva procura responder, de forma apropriada e com alta qualidade, à diferença em todas as formas que ela possa assumir” ( 2000.p.81).

“As escolas inclusivas propõem um modo de se constituir o sistema educacional que considera as necessidades de todos os alunos e que é estruturado em função dessas necessidades. A inclusão causa uma mudança na perspectiva educacional, pois não se limita a ajudar somente os alunos que apresentam dificuldades na escola, mas apóia a todos: professores, alunos, pessoal administrativo, para que obtenham sucesso na corrente educativa em geral”, (MANTOAN, 1997, p.121).


Para que o sistema escolar construa uma comunidade escolar inclusiva é preciso o planejamento e o desenvolvimento do currículo que conduza aos resultados esperados pelo Estado e pelos setores educacionais. Preparar equipe para trabalhar de maneira cooperativa e compartilhar conhecimentos para melhorias, para um progresso contínuo. Investimento em tecnologia para dar apoio, servindo como um importante dispositivo da comunicação para conectar a escola à comunidade e o ensino dos resultados esperados, além de grupos de professores atuando como planejadores, instrutores e avaliadores de programas que conduzam a uma educação pedagógica inclusiva.
Como podemos perceber é necessário suporte para a ação pedagógica do professor. As adaptações curriculares são necessárias e constituem as possibilidades educacionais de atuar frente às dificuldades de aprendizagem dos alunos, Vygotsky, afirma que “uma prática escolar deverá necessariamente considerar o sujeito único, ativo e interativo no seu processo de conhecimento, já que ele não é visto como aquele que recebe passivamente as informações do exterior”(1996.p,109).
Por isso, percebe-se que é preciso refletir sobre a formação dos educadores, pois essa formação não é para preparar alguém para a diversidade, e sim para atender a todas as dificuldades possíveis na sala de aula, mas uma formação em que o educador irá olhar seu aluno de uma outra dimensão tendo assim acesso às peculiaridades desse aluno, entendendo e buscando apoio necessário.

Bibliografia

CONFERENCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. Campanha da Fraternidade 2006: Manual/ Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.-CNBB- São Paulo: Editora Salesiana, 2005.

EGARTY, Seamus. O apoio centrado na escola; novas oportunidades e novos desafios. In: RODRIGUES, David (org). Educação e diferença. Porto, Porto Editora, 2000.

MANTOAN, Maria Tereza E. Ser ou estar, eis a questão: explicando o déficit intelectual. Rio de Janeiro:WVA, 1997.

Revista da Educação Especial, Outubro 2005.Ano I. Nº 01.

Texto publicado pela aluna Joice Possa - Pedagogia 1

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

TEXTO - JUCÉLIA

FORMAÇÃO PERMANENTE DE PROFESSORES: UMA NECESSIDADE CONSTANTE

A formação permanente do professor é uma necessidade constante, pois o aperfeiçoamento atualmente é um pré-requisito para a educação, bem como para qualquer outra área profissional. Se não ocorre essa formação, com certeza o professor ficará ultrapassado, e terá dificuldade em desenvolver aulas de acordo com a realidade em que vive e que sejam atrativas para os seus alunos.
Ressaltando o que colocamos acima a respeito da formação permanente, concordamos que é necessário “provocar que se veja a formação como parte intrínseca da profissão, assumindo uma interiorização cotidiana dos processos formativos e com um maior controle autônomo da formação”. (Imbernón, 2009). Ou seja a formação deve fazer parte do cotidiano da profissão de professores para que realmente se efetive.
Acreditamos que a formação, deve ser iniciada individualmente, por cada professor, para depois se partir para a formação coletiva, em grupo. A interdisciplinaridade é indispensável no dia-a-dia escolar, principalmente nas primeiras séries do Ensino Fundamental, mas primeiramente, o professor deve ter presente a realidade da sua disciplina, e da turma com que trabalha, por isso que a formação deve iniciar-se pela mesma.
A partir dessa formação inicial individual, voltada à sua área de conhecimento ou de atuação, o professor poderá partir para a formação coletiva, juntamente com seus colegas de escola, ou até mesmo de outras realidades, com condições de interagir com os colegas e as demais área do conhecimento, e a partir daí, sim , ter-se uma instituição com formação baseada na interdisciplinaridade.
Na realidade escolar que temos atualmente na nossa região e no país como um todo, esse processo, infelizmente, precisa ser repetido anualmente, pois convivemos com uma grande rotatividade de professores e administradores, que são mudados de escolas todo novo ano escolar. Por esse motivo, a formação individual com certeza é o que ajudará a formar a identidade do professor, e consequentemente, da instituição em que o mesmo atua.
É necessária essa formação, com objetivo de respeitar a identidade individual decada professor, bem como suas característivas pessoais, pois temos também a realidade, de muitos professores considerados “egoístas” e que não aceitam e não concordam com a interdisciplinaridade escolar. A partir da formação individual, com certeza a formação coletiva será melhor desenvolvida e efetivada.
Com essa coletividade na formação, os maiores beneficiados, com certeza serão os alunos, que são a razão da profissão educativa, bem como das instituições de ensino. Se houver um trabalho em conjunto das diferentes áreas do conhecimento, com certeza a aprendizagem escolar será melhor e maior, por parte dos alunos e o trabalho desenvolvido também se tornará mais atraente para os mesmos.
Esse trabalho interdisciplinar, que terá início após a formação coletiva do grupo dos professores, também é benéfica para os mesmos, pois o trabalho em conjunto, com certeza se tornará mais leve e abrirá inúmeras possibilidades de ligação entre as diversas áreas do conhecimento, e até mesmo entre diferentes níveis de ensino, e isso, certamente, só pode ser bom para a educação como um todo.
Concluindo, podemos dizer que “A mudança no futuro da formação permanente não deve ser a predominante, mas aquela que o professorado assuma ser sujeito da formação, compartindo seus significados com a consciência de que somos sujeitos quando nos diferenciamos trabalhando juntos e desenvolvendo uma identidade profissional...”. (Imbernón, 2009).

IMBERNÓN, Francisco. Formação permanente do professorado: novas tendências. São Paulo: Cortez, 2009.

Texto publicado pela aluna Jucélia Scarioti - Pedagogia 1