sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

ARTIGO - IÚRICA

RECURSOS PEDAGÓGICOS: O ATO DE ENSINAR

INTRODUÇÃO
Aos poucos, a escola brasileira percebe a necessidade de se aprimorar na tarefa de alfabetização. Cada vez mais, as redes investem na capacitação docente, por exemplo, o aumento do Ensino Fundamental de nove anos para os pequenos aprenderem ler e escrever, sem ficar longe do ambiente alfabetizador.

DESENVOLVIMENTO
Alfabetização no principio significa o domínio da leitura e a escrita, mas esse domínio é na verdade a conclusão de um longo processo. Para que uma criança seja alfabetizada, é preciso que ela passe antes por uma série de etapas em seu desenvolvimento, tornando-se então preparada para aquisição da leitura e da escrita.
Ainda há muito que aprimorar nessa área e a tarefa não são apenas do professor das primeiras séries. O sucesso ocorre nas escolas em que a leitura e a escrita são tratadas como conteúdo central e um meio de inserir o estudante na sociedade.
Um fator determinante para a alfabetização é a crença do professor de que o aluno pode aprender. Em várias escolas brasileiras, porem, há professores dedicados que não aceitam desculpas exclasses para não ensinar.
Exemplo da professora Mariluci de São Paulo professora da primeira serie com 32 crianças. Elas são filhas de pais com baixa escolaridade e tem pouco acesso a materiais escritos- o que as diferencia das nascidas em ambientes em que os livros, revistas e jornais circulam naturalmente e em que a leitura é valorizada e a escrita utilizada no dia a dia.
Ensinar para essa clientela, que muitos consideram condenada ao fracasso, não assusta Mariluci. Ao contrário. Com conhecimento teórico, uma prática bem planejada e muita dedicação, ela tem evitado que seus alunos sigam na escola e na vida enfrentando dificuldades para fazer da leitura um meio de aprender, se informar, trabalhar e participar da sociedade em pé de igualdade. Mariluci não inventou nenhum método revolucionário. Muito do que essa professora de 39 anos faz está descrito Indicadores de qualidade na educação- Ensino e Aprendizagem da leitura e da Escrita, elaborados pelo MEC e por outras entidades ligadas á alfabetização.
Essas experiências ajudam a esclarecer as principais dúvidas que surgem na sala de aula na hora de alfabetizar. Com base nelas e na opinião de especialistas, mostram ser possível formar leitores e escritores competentes em aulas de qualquer disciplina ou série independente de sua condição social.
Ponto de partida para democratizar o contato com a cultura escrita é tornar o ambiente alfabetizador: a sala deve ter livros, cartazes, nomes, textos nas paredes recortes de jornais e revistas do interesse das crianças ao alcance de todos. Esses são alguns exemplos de como a classe pode se tornar um espaço provocador para que a criança encontre um desafio e uma diversão.
Outra medida para democratizar esses conhecimentos em sala de aula é ler diariamente para a turma. “A criança lê pelos olhos do professor- porque não pode fazer isso sozinha. Participar de aulas que despertem a curiosidade e envolvam brincadeiras e desafios nunca será algo cansativo. Por isso, oferecer o acesso ao mundo escrito desde cedo é uma forma de amenizar as diferenças sócias e econômicas que abrem um abismo entre qualidade da escolarização de crianças ricas e pobres.
Uma criança sem preparo necessário pode apresentar durante a alfabetização, dificuldades relacionadas à coordenação motora, não sabendo, por exemplo, segurar um lápis com firmeza, unir as letras quando escreve. Também é possível encontrar crianças que só sabem copiar textos e durante um ditado não consegue escrever.
O processo de alfabetização pode chegar a dois anos dependendo da maturidade, do preparo do ritmo da criança e do quanto foi estimulada. Este é o período adequado para que a criança tenha completo domínio da leitura e da escrita, havendo a necessidade daí por diante o aperfeiçoamento da ortografia, da gramática e da estimulação constante da compreensão, interpretação, e produção de textos.
Além de tudo isso, uma boa alimentação, boa saúde, tempo de sono, ambiente tranqüilo, segurança e amor da família, integração da família com a escola facilitam muito a superação do período de alfabetização com bastante êxito.

CONCLUSÃO
Ao discutir de que maneira o sujeito canaliza o mundo exterior, Piaget entende que o pensamento, o raciocínio e as estruturas lógicas é que fazem com que o sujeito seja capaz, ou não, de compreender a linguagem que vem de fora.
Portanto observa-se que vários aspectos influenciam na construção do processo de alfabetização.
E é importante salientar que é algo complexo e desafiador. Ferrero e Piaget não dão receitas de como alfabetizar, mas abrem portas para a reflexão do professor, para que esteja atento ‘as especificidades das respostas dos aprendizes, ao percurso que trilham e as tentativas de se apropriar da nossa escrita.
É importante lembrar que a escola é o começo de uma longa caminhada de seus filhos, principalmente que proporcione alegria e satisfação para a criança, porque a primeira professora a gente nunca esquece.

BIBLIOGRAFIA DE APOIO

Nova Escola- Agosto de 2008

Ferreiro, Emilia, Cultura escrita e educação, 2001

Cavalcanti, Meire, Nova Escola, 2009

Lima, Kátia, psicopedagoga em psicopedagogia

Artigo publicado pela aluna Iúrica Bonafé - Pedagogia 1

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