segunda-feira, 24 de outubro de 2011

POESIA - GERALDO

ASSIM UM CAMINHO

A FAMILHA É AINDA O GRANDE BERÇO,
QUE NASCE A VIDA E PROTEGE OS SEUS.
DA TRADIÇÃO ANTES DO SONO, O TERÇO;
DA NOITE ESPERA A PROTEÇÃO DE DEUS.

PASSA O TEMPO E O FILHO VAI CRESCENDO;
PAIS FELIZES TRABALHO E NOVOS OLHARES.
NA COMUNIDADE LAÇOS AFETIVOS TENDO;
ENTORNO DE AÇÕES OFERTA NOS ALTARES

NOVO SUJEITO, ENTORNO PRIMEIROS PASSOS
RUMO AO NOVO AMBIENTE DE UMA ESCOLA.
GENTE NOVA, NOVOS AMIGOS NOVOS LAÇOS;
LÁPIS, BORRACHA, CADERNO, PASTA E COLA,.

CRECHE, PRÉ, FUNDAMENTAL, SEGUNDO GRAU,
FACULDADE, ESPECIALIZAÇÃO É ASSIM O TEMPO;
ADULTOS, RESPONSABILIDADE, O BOM O MAU;
SABER-APRENDER, BUSCAR, É CONHECIMENTO.

O MUNDO É O AMBIENTE DE TOAS AS HISTÓRIAS;
DAS PESSOAS DE SUCESSO E AOS DE FRACASSO.
LIVROS SOMAM PÁGINAS DE FATOS, É MEMÓRIA,
MUNDO DE MAGIA, BELEZA, MUSICA E COMPASSO.

TEMPO, TEMPO DE CRIANÇA, DE JOVEM E ADULTO;
CADA QUAL RESPONDE, OS SEUS ATOS, A POSTURA.
A VIDA ENSINA QUEM BUSCA, LUTA FAZ SEU CULTO;
POVO, UMA HISTÓRIA, TRADIÇAO, É UMA CULTURA.
FIM.
Poesia publicada pelo aluno Geraldo Zanata - Pedagogia 1

PROJETO - ATAÍSE E FRANCIELI

PROJETO: MINHA AMIGA ESCOVITA

Projeto publicado pelas alunas Ataise e Francieli Filippi - Pedagogia 1

ARTIGO - MERIDIANA


Projeto Político Pedagógico: Documento norteador na construção da identidade escolar.

Meridiana Bernardi

Pensando em Gestão Escolar e sabendo que este é um tema muito amplo, opto por estudar o Projeto Político Pedagógico por ser um documento que norteia o trabalho de todas as instituições de ensino. A partir dele se organiza o trabalho pedagógico, e será utilizado em todos os momentos e por todos do grupo escolar.
O presente trabalho tem o objetivo de identificar e compreender os diferentes pressupostos teóricos presentes no projeto pedagógico das escolas e suas implicações na formação dos sujeitos, buscando, desta forma, construir um referencial metodológico e teórico para uma prática fundamentada na perspectiva da educação crítica.
Para analisar e refletir criticamente os princípios teóricos metodológicos que fundamentam a prática pedagógica, realizamos estudos bibliográficos, primeiramente, e observamos a prática pedagógica desenvolvida no ensino fundamental e médio das escolas dos municípios da região.
O Projeto Político Pedagógico da escola pesquisada foi elaborado a partir dos professores e pedagogos da escola, contando com a ajuda de alunos e pais, através de pesquisas e questionários encaminhados aos mesmos.
Este trabalho tem por objetivo estudar e analisar vários aspectos do projeto político-pedagógico dentro da escola parceira. Como diz Fraidenraich: “ As metas e os objetivos definidos nesse documento indicarão como investir para garantir o funcionamento da instituição em condições satisfatórias” (2010, p. 16).
As creches, ou escolas de educação Infantil, são espaços cujo objetivo norteador é proporcionar um desenvolvimento integral às crianças, atendendo
“suas necessidades físicas, biológicas, sociais, intelectuais e afetivas de forma integrada” (RIZZO, 2006, p.45).
O mesmo enfoque também é dado pelo artigo 29 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB), afirmando em seu texto que:
A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físicos, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade (1996, p. 12).
De acordo com Ongari e Molina (2003, p. 131), a creche presta um serviço à coletividade, colocando-se ao lado da família e “ construindo para a tarefa, até então considerada muito privada, de educar crianças pequenas”. Conforme as autoras citadas acima, a creche propicia à criança contato com ambientes mais amplos e com experiência de socializações diferentes do que ela tem em família, sendo que esta é cada vez menos numerosa ( 2003, p. 131).
O Projeto Político Pedagógico “é meta, mas torna-se concreto e gerador de movimentos quando transposto para a compreensão das pessoas e por elas assumido”. (FERREIRA, 2003, p.112). Projeto pode significar algo novo ainda não existente, já que é a organização do que esta por vir, mas com base em caminhos já percorridos e sabendo o ponto exato em que a escola esta vivendo. Ferreira diz:
Projetamos quando temos à nossa frente algo que queremos e para trás algo que nos da referencia. Um projeto é sempre um empreendimento, organização de ações em função de necessidades e desejos de sujeitos concretos. É sempre o anúncio de algo que se quer alcançar. A partir daí podemos pensar o que uma escola quer como seu projeto pedagógico (2005, p. 44).
O principio necessário para nortear o projeto é sua intenção, algo que será necessário, as finalidades da escola, e seu papel social como Ferreira nos mostra:
O principio norteador de um projeto pedagógico é sempre sua intencionalidade. Algo que se apresenta como desejado e necessário. Todo projeto implica a explicitação de uma determinada intenção de ações, da definição a respeito dos fins que se alcançar, que se sustentam em valores, valores esses criados e estabelecidos pelos sujeitos participantes das ações. Assim fica explicita uma filosofia de ação (2005, p. 44).
O mesmo enfoque é dado por Veiga :
O projeto pedagógico exige profunda reflexão sobre as finalidades da escola, assim como explicitação do seu papel social e a clara definição dos caminhos, formas operacionais e ações a serem empreendidas por todos os envolvidos com o processo educativo. Seu processo de construção aglutinará crenças, convicções, conhecimentos da comunidade escolar, do contexto social e cientifico, construindo-se em compromisso político e pedagógico coletivo ( 1998, p. 9).

Contexto
A Escola de educação Infantil Tio Luiz localiza-se na Rua Padre Exupério, n° 466, Bairro Jardim do Sol, município de Marau.
É mantida pela prefeitura Municipal de Marau, que no ano de 1994, junto com a comunidade foi constituiu a Creche Municipal Tio Luiz, devido à necessidade das mães que exerciam atividades fora do lar e não tinham onde deixar seus filhos no turno de trabalho.
A creche recebeu esse nome em homenagem ao Sr. Luiz Broco, doador do terreno, que havia governado a Prefeitura na gestão anterior, sua contribuição foi marcante no desenvolvimento do município. A constituição foi designada pelo decreto Municipal nº. 1.429/94. O terreno, com área de 325 m, área construída é de 176m², sendo uma parte do 1º piso, utilizada pelo Clube de Mães da Comunidade, as atividades iniciaram no dia nove de março de mil novecentos e noventa e quatro.
A partir de 06 de agosto de 1999, conforme decreto municipal 2.308, as Creches Municipais tiveram sua designação alterada, e esta passou a chamar-se Escola Municipal de Educação Infantil Tio Luiz.
A escola conta com quatro professoras, quatro atendentes de creche, uma estagiaria, uma vice-diretora e uma diretora, que atendem noventa e dois alunos de dois a seis anos de idade, nos turnos da manhã, tarde e integral. Distribuídos em Maternal, Jardim I e Jardim II e Pré-Escola, provenientes dos loteamentos Jardim do Sol, COHAB, Jardim das Palmeiras, Jardim América, Mutirão Habitacional, Bosque II e Centro.
O horário de funcionamento da escola é das 07h00min horas às 18h00min horas, sendo divididos em turnos: da manhã das 07h00min horas às 11h30min horas, tarde das 12h45min às 18h00min horas e integral.
A escola conta com fonoaudióloga que atende ás crianças uma vez por semana, e uma psicóloga que atende sempre que solicitada no posto de saúde.
É uma escola pequena onde a maior parte dos pais trabalha em empresas alimentícias, os pais em geral tem boa estrutura familiar e na maioria de classe média, alguns de classe baixa, mas com a escola trabalhando junto com a família é possível conseguir ótimos resultados. Possuem trabalho e na sua maioria casa própria.
No bairro há uma Igreja tendo como padroeiro São Pelegrino, possui também padaria, mercado, escola, faculdade, Apae, Colégio de Irmãs, um PSF (Posto de Saúde da Família) por ser um bairro antigo todos mantém boa relação e se conhecem.
A escola é mantida pela Prefeitura Municipal de Marau, SESI, convênio com Perdigão e ainda a contribuição dos pais para o CPM (Circulo de Pais e Mestres) da escola que auxilia na manutenção da mesma, na compra de complementos alimentares e de material escolar quando necessário, e na realização de eventos e homenagens.

Visão dos Pais
Os pais enxergam a escola como uma segunda família, que da continuidade na educação de seus filhos. Sabem que contribuem para a formação física, moral e intelectual do desenvolvimento da aprendizagem de seus filhos, com a certeza de uma preparação para a vida e o futuro de um bom cidadão.
Dizem-se contentes com a organização da escola, começando pela direção que é muito prestativa e esta sempre a disposição dos pais, o cuidado e responsabilidade dos professores, assim como a limpeza do prédio. Vêem a escola como uma continuação da família e que neste lugar aprendem regras e ensinamentos que podem desenvolver a criança.
Para os pais a escola é uma ótima opção, pois sabem que os seus filhos ali são bem cuidados e alimentados e que a escola é um lugar seguro para eles e com isso conseguem trabalhar sossegado. Enfatizam ainda que escola, família e comunidade andem juntas, e que isso se da pelas reuniões onde todos podem participar.
Fraidenraich diz:
Tomar decisões sozinho é sempre uma responsabilidade muito grande, ainda mais com medidas que dizem respeito não só aos alunos, mas a toda a comunidade. A prática que alguém decide e todo mundo faz está ultrapassada e não condiz com o conceito de autonomia da escola. (2010, p. 16)
Alguns pais deixam como sugestão, reuniões e encontros com a comunidade; palestras sobre Educação Infantil, par que os pais tenham outra visão sobre os professores.

Visão dos Professores
Os professores vêm à escola como uma instituição que dá continuidade à educação, onde há espaço para proporcionar ensino e aprendizagem.
Acreditam que os pais são os alicerces para as crianças no processo educativo. Muitos se mostram preocupados, de famílias estruturadas, porém outros parecem despreocupados com a educação, vivem em famílias instáveis, deixando para a escola o papel que deveria ser deles, isso acaba muitas vezes dificultando a relação família escola.
Os professores se mostram mediadores entre o aluno e o conhecimento, motivando-os e despertando o interesse para a participação nas aulas, preocupados acabam por desempenhar bem seu papel no processo de ensino aprendizagem.
A direção é humana, sempre motivando os professores, e apoiando os pais.
Utilizam do construtivismo como prática educativa, partindo sempre da realidade da criança, levando em conta sua bagagem cultural e utilizando-se do concreto, incentivando o aluno ao pensar. Acreditam que se deve ter consciência que trabalham com pessoas, envolvendo sentimentos, alegrias, vitórias, conquistas e aprendizagens o que é merecedor de muito respeito e admiração.

Princípios da Proposta Político Pedagógica
Projeto Político Pedagógico Aponta como objetivos da escola:
- Ter sua prática educativa baseada nas necessidades políticas;
- Formar cidadãos responsáveis;
- Deixar claro o papel da escola e o que queremos;
- Promover o crescimento cultural e intelectual do aluno;
- Permitir a criança a fazer suas escolhas;
- Construir um espaço escolar com elementos curriculares de aprendizagem;
- Formar agentes de formação cultural;
- Permitir o Desenvolvimento de potencialidades que leve a auto-realização e a autonomia;
Viabilizar através de espaços adequados, que a escola com sua estrutura formem pessoas par ao mundo que caminhe em alta velocidade, de forma ética com postura flexível construindo idéias e atitudes responsáveis perante a vida.
A Escola Municipal de Educação Infantil Tio Luis, compromissada com a educação e seu papel educativo, para poder dar resposta ao conjunto de sua missão. Organiza seus princípios em torno de quatro aprendizagens fundamentais, que ao longo da vida serão de algum modo para cada individuo, os pilares da educação que são: Aprender a conhecer, aprender e fazer, aprender a viver juntos, aprender a ser.
Sendo que a união dos quatro saberes constituem apenas um, dado que entre eles existam muitos pontos de contato, de relacionamento e de permuta.
1) Aprender a conhecer
Esse tipo de aprendizagem visa o domínio dos próprios instrumentos do conhecimento, podendo ser considerado como um meio e uma finalidade de vida humana. Meio por que se pretende que cada um aprende a compreender, de conhecer e descobrir.
Aprender para conhecer, quer dizer, aprender a aprender, isto é, exercitando a atenção, a memória e o pensamento. O processo de aprendizagem do conhecimento nunca esta acabado, e pode enriquecer-se com qualquer experiência. Por isso continuamos a aprender ao longo de toda a vida.
2) Aprender a fazer
Aprender a fazer e aprender a conhecer são extremamente ligados à formação profissional: como ensinar o aluno a por em prática seus conhecimentos e como adaptar a educação ao trabalho futuro.
Esse aumento de exigências de qualificação, em todos os níveis, tem varias origens. No que diz respeito ao pessoal, ao coletivo e ao grupo. Tais exigências visam uma busca de trabalhadores com compromisso pessoal, considerando suas qualidades subjetivas, inatas ou adquiridas em saber ser para saber fazer.
Qualidades como: comunicação para trabalhar em grupos, gerir e resolver conflitos torna-se cada vez mais importantes. Trata-se mais de uma qualificação social do que profissional. Por isso, aprender a fazer depende do aprender a conhecer.
3) Aprender a viver juntos
Sem duvida esta aprendizagem hoje repete um dos maiores desafios da educação, que tem por missão, por um lado transmitir conhecimento sobre a diversidade da espécie humana, e por outro levar as pessoas a tomar consciência das semelhanças e da independência entre todos os seres humanos.
Passando a descoberta do outro, pela descoberta de si mesmo, e por a criança e o adolescente uma visão ajustada do mundo. A educação, seja dada pela família, pela comunidade ou pela escola, deve antes de tudo ajuda-los a descobrirem-se a si mesmos. Por isso o confronto através do dialogo e de argumentos que são indispensáveis à educação.
4) Aprender a ser
A educação deve contribuir para o desenvolvimento total da pessoa, espírito, corpo, inteligência, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal e espiritualidade. Todo o ser humano deve ser preparado a ser autônomo, critico a fim de poder decidir por si mesmo e de saber agir nas diferentes circunstancias da vida.
A educação tem o papel essencial, conferir a liberdade de bens, discernimento, os sentimentos e a imaginação de todos os seres humanos. Que necessitam desenvolver seus talentos, sendo donos de seu próprio destino. Assim sendo, aprender a ser se desenrola desde o nascimento até a morte, é um processo dialético que começa pelo conhecimento de si mesmo e na relação com o outro.
Ferreira nos mostra o real significado do projeto pedagógico para a escola:
A construção do projeto pedagógico deve considerar, portanto, o desafio da articular as singularidades da escola que produziu às políticas públicas mais amplas. A reflexão coletiva da escola é extremamente importante e necessária a fim de que exista um compromisso de todos a respeito dos princípios que vão orientar o trabalho escolar, considerando sua especificidade.
Dessa forma o PPP constitui-se em um instrumento valioso de mediação entre ansiedades, desejos e intenções dos sujeitos escolares e o planejamento concreto de suas ações cotidianas. O PPP concebido, executado e avaliado na perspectiva do coletivo poderá vir a construí-se na ferramenta por excelência para a escola construir sua autonomia, a partir da ressignificação de suas praticas de todo o trabalho escolar (2005, p. 47).
Consideramos que todos os pontos descritos neste Projeto Político Pedagógico são de fundamental importância para o bom funcionamento de uma escola, e para uma educação de qualidade, a qual as crianças e adolescentes necessitam.
Em última análise, é possível afirmar que, com a observação e estudo da escola e de seu Projeto Político Pedagógico, que se fizeram necessários para a realização deste trabalho pode acrescentar conhecimentos indispensáveis para a futura docência.

REFERÊNCIAS
ONGARI, Bárbara; MOLINA, Paola. A educadora de creche: construindo suas identidades. São Paulo, Cortez, 2003.
RIZZO, Gilda. Creche: organização, currículo, montagem e funcionamento. 4. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006.
BRASIL. Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei n° 9.394/ 1996, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União. Brasília, 23 dez. 1996.
FERREIRA, N. S. C. A Gestão de educação e as políticas de formação de profissionais da educação: desafios e compromissos. In: FERREIRA, N. S. C. Gestão democrática da educação. 4 ed. São Paulo: Cortez, 2003.
FERREIRA, N. S. C. Gestão Educacional e Organização do Trabalho Pedagógico. In: FERREIRA, N. S. C. Projeto Pedagógico: A autonomia coletivamente construída na escola. Curitiba: IESDE, 2005.
FRAIDENRAICH, V. O PPP e os investimentos. verônica.fradenraich@abril.com.br, ano II, n° 7, abril/maio 2010. Disponível em: Nova Escola: Gestão Escolar

Artigo publicado pela aluna Meridiana Bernardi - Pedagogia 1

TEXTO - FRANCIELI


INDISCIPLINA


Atualmente a indisciplina é o tema mais em voga no cotidiano escolar.
A indisciplina é algo que atormenta o desenvolvimento das aulas, é falta de respeito e transgressão de regras. É um dos temas que mais tem dado dificuldade no contexto escolar.
É sinônimo de desobediência, desordem, rebelião. Assim indisciplinado é aquele que revolta contra a disciplina, e o disciplinado é aquele que obedece sem questionar á regra do contexto escolar.
Ter atitudes positivas é essencial para se dar bom exemplos, tanto na escola como no ambiente familiar. Ambientes com tranqüilidade, equilibrado, pais e educadores que dão e cobram atitudes corretas formarão filhos íntegros e seguros.
O ato indisciplina está ligado às atitudes dos alunos em sala de aula, como por exemplo: ser desobediente, bagunçar, falar ao mesmo tempo em que o professor, atrapalhar a aula e ainda respondem com grosseria.
Hoje, o desafio é fazer com que nas salas de aulas a presença de espírito do aluno esteja presente não somente a física. Seja onde estiver à mente do aluno se não for do assunto relatado em aula, ele não esta aprendendo.
As atitudes dos professores que vem para aplicar sua aula andam um pouco desanimadas, às vezes, nem preparam a sua aula e isso acaba desmotivando a turma. O rendimento em sala de aula se vê pelo comprometimento das atitudes dos professores em sala de aula. O professor precisa fazer o seu papel, buscar dar segurança, ouvir o aluno, trabalhar dentro dos aspectos sociais e interpessoais, agindo junto ao aluno para combater a indisciplina.
E também tem as atitudes da família. A briga domestica o alcoolismo, ausência de valores são fatores que podem intensificar a indisciplina. Se o lar é desestruturado em que os pais não se respeitam, podem fazer com que os filhos reproduzam essa falta de respeito na escola. Os pais são os principais educadores são eles que transmitem valores morais à criança, já a escola tem a função de recriar o conhecimento moral, histórico e social.
Educação é para todos, e a maneira de efetivá-la é ensinar desde a idade mais tenra a conviver com as diferenças que fazem parte da complexidade e da condição do ser humano e isso inclui aceitar as próprias diferenças e a das outras pessoas. Alem disso, ensinar que elas têm direitos adquiridos e ao longo da vida deverão lutar por eles.
Não há aprendizagem sem motivação, pois o aluno motivado sente-se valorizado e sente necessidade em aprender o que esta sendo tratado e ao aprender ele acrescenta seus conhecimentos a novos conhecimentos.

Texto publicado pela aluna Francieli Filippi - Pedagogia 1

POEMA - MIRTES

A GESTÃO DA ESCOLA QUE EU QUERO...

Na escola que eu quero,
O diretor está sempre aberto pra todos... Gera em equipe, administra para todos e com todos...
O vice-diretor tem o mesmo perfil... É dinâmico e camarada, sem perder de vista suas atribuições...
O coordenador pedagógico saber gerir. Tem como foco principal a aprendizagem...
O Orientador educacional cumpre seu papel com afinco na formação permanente do educando: ensina valores, atitudes... Discute sentimentos e emoções...
O coordenador financeiro gera com competência, busca prioridades, discute com todos, trabalha em equipe...
Todas as pessoas envolvidas participam das decisões, atuando conjuntamente

Na escola que eu quero...
O Conselho Escolar é atuante e participativo... Preocupado em colaborar e tomar as decisões mais acertadas...
Todos participam da construção, aprovação e execução do Plano político Pedagógico.

Na escola que eu quero...
Há uma gestão que qualifica a integração escola-família-sociedade...
O CPM é esforçado e competente... Busca uma escola sempre bem equipada.
O professor administra bem o seu tempo! Sabe perceber o que seu aluno precisa... Busca conhecer sua realidade...

Na gestão da escola que eu quero...
O secretário não trata somente do burocrático, mas atende pessoas, é atencioso e gentil...
A merendeira administra bem sua área: prepara o alimento com carinho e faz do refeitório um lugar de momentos prazerosos...
A servente deixa tudo limpo e organizado, pois sabe que assim tudo fica mais agradável...
O monitor, na interação com o educando, busca sempre acrescentar algo de bom, nas situações que se apresentam...

Na gestão da escola que eu quero...
Todos participam das decisões, pois sendo uma escola democrática, oferece oportunidade para todos os segmentos da comunidade escolar...
O aluno, o personagem central, também gere. Sim... Pois ele também é administrador: do seu tempo, do seu material, dos seus conhecimentos, sentimentos, da sua realidade... Ele quer ser um cidadão completo, ciente de seus direitos e obrigações e não abre mão de seu poder de participação...

A escola que eu quero é gerida por todos: cada um com seu papel, com sua parte, mas, todos juntos como numa engrenagem, para que a roda gire, para que as coisas aconteçam...
E, finalmente, a escola que eu quero forma cidadãos com consciência crítica, atuantes, responsáveis, participativos e criativos, atuando na construção de um mundo melhor.

Poema publicado pela aluna Mirtes Lurdes Brunetto Rizzotto - Pedagogia 1

ARTIGO - GERALDO

EDUCAÇÃO UM PROCESSO CONTINUADO DE INOVAÇÃO E MUDANÇA

GERALDO ZANATA

Resumo
A Educação Brasileira está transformando seus ambientes de tal forma que todo o entendimento anunciado por Freire está perpassando todo o contexto do sujeito, do ambiente, do entorno e do próprio meio social grantindo uma educação, ou melhor, um ensino aprendizagem que possibilite as transformações buscadas. Se são buscadas mudanças e novas abordagens significa dizer que o processo está em movimento de um contexto estático para uma interpretação dinâmica e sistêmica de entender Educação.

1 INTRODUÇÃO
Falar em mudança a priori é a alteração de um estado presente para um estado desejado. Falar em organizações mudança é o processo de movimento que acontece em seu escopo de atividades e ações para possibilitar nova abordagem, novo paradigma ou nova proposta de trabalho objetivando o tornar-se eficaz.
Este procedimento ou processo de mudança ocorre nas empresas, nas pessoas, no ambiente enfim em todas as circunstâncias e não diferente e tão pouco ignorada, a mudança no contexto educacional dado o ambiente, os processos, os sujeitos, o contexto, ou seja, na totalidade do constituir-se educação. Nisto que apresenta-se neste um interpretação da mudança em ambientes educacionais em seu sistema.

2 MUDANÇA
Conforme Freire (2008, p. 28) a educação provoca uma procura por um sujeito, ou seja, a busca pelo indivíduo. No entanto, o indivíduo precisa ser o sujeito de sua própria educação, por isso não deve ser objeto da mesma. Por outro lado, o homem sempre vai buscando cada vez mais a educação, pois, ela tem caráter imutável, ou seja, todos estão sempre na mesma busca pela educação. Portanto a sabedoria parte da ausência de conhecimento, por isso não existe ignorantes totais.
A sabedoria se realiza por meio de uma superação constante, ou seja, a sabedoria anda junto com a superação, por isso não existe ignorância total, sempre está havendo uma renovação do saber ou da falta de conhecimento. No entanto, as pessoas não devem se colocar na maneira superior em um grupo que não possui conhecimento, mas sim de uma maneira humilde para que aja uma comunicação da sabedoria relativa entre o grupo (FREIRE, 2008, p. 29).
Ainda para Freire (2008, p. 30), o indivíduo está no mundo e com o mundo, se não estivesse no mundo, não teriam transcendências nem teriam objetivos próprios. Por isso o indivíduo se torna capaz de se relacionar com outras pessoas e pode até diferenciar órbitas diferentes das de si mesmo, essas relações se apresentam pelo mundo, no mundo e com o mundo, um exemplo seria de um animal que está no mundo e não com o mundo.
As relações do indivíduo também podem ser caracterizadas como temporais ou transcendentes. O indivíduo pode ter em sua eminência transcender e estabelecer uma ligação com os criaturas infinitas, mas essa ligação não deve ser de uma domesticação resignação ou submissão diante da criatura infinita. Outro fator seriam as relações inconseqüentes, pois esses não tem a liberdade para inventar ou não inventar (FREIRE, 2008, p. 31).
O profissional educacional é sabedor das ações de mudança e criação que deve efetivamente proporcionar ao contexto formador. Neste contexto, devido a constante interação com o meio deve instigar os sujeitos a inventar condicionando a mudança na direção dos objetivos. Educar não é simplesmente transferência de conhecimento, mas sim a internalização dos saberes para transformá-los em melhoramentos contínuos.
De acordo com o pensamento de Lévy, o professor é uma referência na orientação dos alunos no processo de adquirir conhecimentos além de oferecer oportunidades para o agrego de valores na construção coletiva dos saberes numa aprendizagem integrada. Assim como o professor deve criar ou oportunizar fatores que possibilitem conhecimento, deve despertar no aluno a busca incansável pelo novo o há de vir a ser.
Torna-se inútil todo o processo, independente da ciência envolvida, um programa permanente de avaliação e controle na percepção ou nõ dos fatores inerentes e que efetivam a mudança no ambiente de estudo. Tal qual o professor aplicar revisão dos conteúdos por intermédio de prova, torna-se indispensável uma relação de valor com processos implementados que possibilite perceber a diferenciação justificando a mudança ocorrida.
Para Freire (2008, p. 65), mudança tem uma concepção muito homogênea com transição, embora de forma dramática e desafiadora, e a marcha que uma sociedade faz em buscas de novas tarefas, novas abordagens na direção de sua plenitude. Um exemplo é o país que vivemos que passa de uma situação considerando-se a própria sociedade, de uma situação fechada para uma concepção de aberta. Um olhar para os aspectos de transição do passado ao futuro num acontecer presente, nas ações humanas.
Considerando, neste contexto o próprio Brandão (2005), utiliza-se do método de Paulo Freire, na condição de despertar nos sujeitos o caminho da mudança. Essa mudança traz como característica do repensar, reinventar através da pesquisa do próprio cotidiano. Método como um guia para a mudança e transformação social.

3 CONCLUSÃO
Por fim, fica evidente que o ser humano sempre está insatisfeito e essa luta na satisfação de suas necessidade concentra seus esforços na conquista e este processo que sugestiona o mudar, inovar e transformar dado o contexto de interações sociais seja no meio social assim como nos ambientes de ensino-aprendizagem.

Referência Bibliográficas
FREIRE, Paulo. Eduacação e Mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.
BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é método Paulo Freire. São Paulo: Brasiliense 2005.
LÉVY, Piere. Cibercultura. Rio de Janeiro Editora 34, 1999.

Artigo publicado pelo aluno Geraaldo Zanata - Pedagogia 1

domingo, 16 de outubro de 2011

TEXTO - MARIZETE

POR FALAR EM EDUCAÇÃO

Do latim “educatione”, a palavra educação pode ser definida como um conjunto de normas pedagógicas aplicadas ao desenvolvimento geral do corpo e do espírito. Isso significa dizer que educar é possibilitar a transformação, modificando positivamente o educando, não somente com conhecimentos, mas também com valores, atitudes e responsabilidades, pois a educação vai muito além da troca de informações. Ao se falar sobre educação, é preciso ter em mente que educar não pode ser um ato isolado, mas deve contemplar o todo do educando, sem esquecer que o professor não pode se apresentar como o único detentor do saber, já que é justamente na interação que a verdadeira educação acontece.
O educador deve ser um mediador na construção do conhecimento e, acima de tudo, precisa usar o trabalho em sala de aula para promover uma educação mais humana, focada na emancipação do aluno e na diminuição da alienação. A troca de informações é, sem dúvida, imprescindível, até porque é uma das exigências do mercado de trabalho, no entanto o educador deve ir além, envolvendo-se com o processo educativo, a fim de proporcionar o melhor ao educando, mostrando que valores e atitudes conscientes também são de extrema importância.
Educar também exige cuidados e, nesse ponto, a responsabilidade do educador é bastante grande, uma vez que assim como ele pode influenciar positivamente seus alunos, também pode limitá-los, podando a criatividade e fazendo ver a escola como algo cansativo e sem importância, o que acaba levando à evasão, à deficiência na aprendizagem bem como a índices vergonhosos como os atuais 10% de analfabetismo no Brasil. É preciso mudar esses números, diminuir o desinteresse, fazer com que a escola passe a ser um lugar prazeroso e a educação passe a ser uma meta e também uma forma de melhorar o país, melhorando primeiramente o homem.
Quando as pessoas envolvidas no processo educativo se derem conta que é através da educação que se pode mudar, para melhor, uma cidade, um estado ou até mesmo um país, então, o processo educativo terá o reconhecimento que merece. É preciso resgatar o valor da educação e através dela tornar o homem e o mundo melhores, mais humanos e mais solidários, pois a educação é essencial para a formação de um ser humano melhor.

Texto publicado pela aluna Marizete Gonçalves do Nascimento Brescansin - Pedagogia 1