Resenha do capítulo ‘Desenvolvimento Moral’ da obra Piaget para a Educação Pré-escolar, escrita por Constance Kamii e Rheta Devries, 2ª ed., Porto Alegre: Artes Médicas, 1992.
DESENVOLVIMENTO MORAL
Joice Possa
O construtivismo de Piaget está presente, também, em suas idéias acerca do desenvolvimento moral da criança; acreditando que este também é um processo de construção do interior. Piaget acredita que as relações externas não contribuem para o desenvolvimento moral da criança, pois impedem o desenvolvimento de sua autonomia.
Normalmente, a criança aprende regras sociais em obediência aos adultos e ao meio, porém a obediência não contribui ao processo de desenvolvimento porque a criança deixa sua conduta ser governada e age assim para evitar castigos. Porém, quando a criança está consciente de sua conduta e possui uma relação de confiança com o adulto, ela cria suas próprias regras morais. Concordo com essas afirmações de Piaget pois conheço crianças que não aceitam ser ‘mandadas’, elas somente fazem o que é solicitado quando confiam e acreditam no adulto que solicita a atividade.
A criança nos primeiros anos de vida não é capaz de criar seu sistema de regras, dependerá do auxílio do adulto para criar suas próprias possibilidades. É através das relações não coersivas que o adulto ajudará a criança a passar de um estado egocêntrico para a descentração e coordenação interindividual. Aos poucos, ela compreenderá que os outros possuem desejos diferentes dos seus e passará a entender o porquê de emprestar seus brinquedos ou de cooperar com os outros.
Quando o adulto reduz seu poder, a criança consegue desenvolver sua autonomia. Piaget afirma que o indivíduo cooperará voluntariamente na medida em que pode escolher e decidir. É importante sim, como diz Piaget, que seja dada à criança a liberdade de escolha e decisão, porém essa liberdade é limitada, pois é impossível evitar a interferência do adulto.
Piaget estudou os tipos de sanções utilizadas pelos adultos para pressionar as crianças a obedecerem regras e as dividiu em dois tipos: sanções expiatórias e sanções por reciprocidade. As sanções expiatórias são aquelas em que não há relação lógica entre o ato da criança e o castigo ou punição imposta pelo adulto. Acredito que esse tipo de sanção gera somente a dor e a raiva na criança, uma vez que ela não entende porque está sendo punida daquela forma.
As sanções por reciprocidade são aquelas em que há relação lógica entre o ato da criança e a sanção. Esse tipo de sanção se caracteriza para as crianças por não ser arbitrário, ela compreende que se quebrar um brinquedo que gosta muito não terá mais seu brinquedo. É claro que o adulto não deixa de usar seu poder, mas como já foi dito, ele usa o mínimo de sua autoridade, possibilitando que a criança construa as suas próprias regras morais.
Piaget identificou seis tipos de sanção por reciprocidade, porém adverte que qualquer uma delas pode se tornar uma sanção expiatória à medida que o adulto as utilizar de forma punitiva. O elemento importante na relação entre o adulto e a criança é a atitude de cooperação; mas acredito que a confiança, também, seja essencial entre eles.
Resenha publicada pela aluna Joice Possa - Pedagogia 1
Este Blog foi criado pela turma 1 de Licenciatura em Pedagogia à distância pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) do pólo de Camargo.
domingo, 16 de outubro de 2011
ARTIGO - MÁRCIA - 2
A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO PARA O
DESENVOLVIMENTO E A APRENDIZAGEM
Márcia Rosana Polachini
O ser humano, ao longo da história, submeteu-se a muitas transformações físicas, sociais, comportamentais, tecnológicas e culturais, porém o seu instinto de brincar e entreter-se em nada ou em muito pouco foi alterado.
É a moral que determina o comportamento social que homens e mulheres devem apresentar, adequando-se aos padrões da sociedade em que se inserem. É nesse sentido, que desde os primeiros anos de vida de um ser humano, os jogos e brincadeiras são os mediadores de suas relações com o mundo que o cerca e com os padrões sociais aceitos pela sociedade em que vive. Desde o berço, o homem aprende a relacionar-se com o mundo através de jogos e brincadeiras, como toda criança gosta de brincar irá internalizar melhor as noções de comportamento quando essas forem adquiridas por meio de uma atividade lúdica, pois poderá assimilar o objeto da sua maneira e terá o estímulo da brincadeira para a realização de tal assimilação.
O jogo e o brinquedo são atividades que acompanham a criança desde o início da humanidade, possibilitando a ela o contato com representações e imitações da vida adulta. Desde o início da vida e dos primeiros contatos com o mundo que a cerca, a criança utiliza-se da brincadeira para assimilar e compreender o que passa ao seu redor. É o lúdico que permite a criança o seu pleno desenvolvimento: físico, moral, intelectual e motor.
Já na educação, o jogo é sem dúvida a atividade mais importante para o desenvolvimento racional da criança. Contudo, o lúdico sempre causou muita discussão e conflitos no meio educacional. Tanto a sua definição quanto a sua ação prática são ainda hoje muito discutidas, sendo motivo de pesquisas e de teses de cursos de graduação e pós-graduação. Buscam-se uma definição que contemple toda a diversidade contida no ato de jogar ou brincar, assim como as suas reais contribuições para o processo de aprendizagem, sobretudo na alfabetização.
Os jogos e as brincadeiras sempre foram e serão os mediadores nas relações do homem com as coisas do mundo. Daí vem a justificativa dos mesmos estarem presentes no processo de alfabetização, sendo os mediadores da criança no contato com o mundo novo e fascinante da leitura e da escrita. Assim como o homem aprende a relacionar-se com o mundo por meio de jogos e brincadeiras, a criança poderá de forma prazerosa e motivante se relacionar com letras, números e símbolos. Para Vygotsky (1915), a criança é introduzida no mundo adulto pelo jogo e a sua imaginação quando estimulada por meio de jogos pode contribuir para a expansão de suas habilidades conceituais e para gravar conteúdos.
O corpo constitui a base orgânica na qual se assentará a personalidade da criança. É ele que possibilitará a ela interagir e adaptar-se ao meio, sendo o seu principal canal de comunicação com o mundo. Comunicação, essa, amplamente desenvolvida nas atividades lúdicas, quando a criança aprende a respeitar regras e conviver com os semelhantes. Tanto o jogo quanto as atividades lúdicas possuem um elemento essencialmente socializador, portanto de grande valia para os processos de desenvolvimento e aprendizagem.
Hoje, é notório o fato de que a escola precisa se preocupar com a emoção dos alunos tanto quanto com os conteúdos, principalmente durante o processo de alfabetização. E o que mais satisfaz e agrada à criança, certamente, é o ato de brincar. Basta ao professor saber a importância do lúdico nesse processo e introduzi-lo em sua prática pedagógica.
Para finalizar, é válido ressaltar que há muito o lúdico vem sendo apresentado como o grande facilitador do desenvolvimento da leitura e da escrita; tarefas básicas e fundamentais no processo de alfabetização. Além disso, o trabalho com jogos permite criar e gerar situações reais e concretas de aprendizagem.
Artigo publicado pela aluna Márcia Rosana Polachini - Pedagogia 1
DESENVOLVIMENTO E A APRENDIZAGEM
Márcia Rosana Polachini
O ser humano, ao longo da história, submeteu-se a muitas transformações físicas, sociais, comportamentais, tecnológicas e culturais, porém o seu instinto de brincar e entreter-se em nada ou em muito pouco foi alterado.
É a moral que determina o comportamento social que homens e mulheres devem apresentar, adequando-se aos padrões da sociedade em que se inserem. É nesse sentido, que desde os primeiros anos de vida de um ser humano, os jogos e brincadeiras são os mediadores de suas relações com o mundo que o cerca e com os padrões sociais aceitos pela sociedade em que vive. Desde o berço, o homem aprende a relacionar-se com o mundo através de jogos e brincadeiras, como toda criança gosta de brincar irá internalizar melhor as noções de comportamento quando essas forem adquiridas por meio de uma atividade lúdica, pois poderá assimilar o objeto da sua maneira e terá o estímulo da brincadeira para a realização de tal assimilação.
O jogo e o brinquedo são atividades que acompanham a criança desde o início da humanidade, possibilitando a ela o contato com representações e imitações da vida adulta. Desde o início da vida e dos primeiros contatos com o mundo que a cerca, a criança utiliza-se da brincadeira para assimilar e compreender o que passa ao seu redor. É o lúdico que permite a criança o seu pleno desenvolvimento: físico, moral, intelectual e motor.
Já na educação, o jogo é sem dúvida a atividade mais importante para o desenvolvimento racional da criança. Contudo, o lúdico sempre causou muita discussão e conflitos no meio educacional. Tanto a sua definição quanto a sua ação prática são ainda hoje muito discutidas, sendo motivo de pesquisas e de teses de cursos de graduação e pós-graduação. Buscam-se uma definição que contemple toda a diversidade contida no ato de jogar ou brincar, assim como as suas reais contribuições para o processo de aprendizagem, sobretudo na alfabetização.
Os jogos e as brincadeiras sempre foram e serão os mediadores nas relações do homem com as coisas do mundo. Daí vem a justificativa dos mesmos estarem presentes no processo de alfabetização, sendo os mediadores da criança no contato com o mundo novo e fascinante da leitura e da escrita. Assim como o homem aprende a relacionar-se com o mundo por meio de jogos e brincadeiras, a criança poderá de forma prazerosa e motivante se relacionar com letras, números e símbolos. Para Vygotsky (1915), a criança é introduzida no mundo adulto pelo jogo e a sua imaginação quando estimulada por meio de jogos pode contribuir para a expansão de suas habilidades conceituais e para gravar conteúdos.
O corpo constitui a base orgânica na qual se assentará a personalidade da criança. É ele que possibilitará a ela interagir e adaptar-se ao meio, sendo o seu principal canal de comunicação com o mundo. Comunicação, essa, amplamente desenvolvida nas atividades lúdicas, quando a criança aprende a respeitar regras e conviver com os semelhantes. Tanto o jogo quanto as atividades lúdicas possuem um elemento essencialmente socializador, portanto de grande valia para os processos de desenvolvimento e aprendizagem.
Hoje, é notório o fato de que a escola precisa se preocupar com a emoção dos alunos tanto quanto com os conteúdos, principalmente durante o processo de alfabetização. E o que mais satisfaz e agrada à criança, certamente, é o ato de brincar. Basta ao professor saber a importância do lúdico nesse processo e introduzi-lo em sua prática pedagógica.
Para finalizar, é válido ressaltar que há muito o lúdico vem sendo apresentado como o grande facilitador do desenvolvimento da leitura e da escrita; tarefas básicas e fundamentais no processo de alfabetização. Além disso, o trabalho com jogos permite criar e gerar situações reais e concretas de aprendizagem.
Artigo publicado pela aluna Márcia Rosana Polachini - Pedagogia 1
ARTIGO - RITA
PROFESSOR AGENTE NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO
Rita Pizzi Locatelli
A pesquisa do entorno é de fundamental importância para o professor ao iniciar o ano letivo, para poder conhecer o grupo com quem irá trabalhar e assim compreender as limitações dos mesmos. O professor deve primeiramente conhecer a história de vida dos alunos para poder trabalhar com eles. Conhecer sua procedência, compreender seus modos de vida, suas compreensões e expectativas, como sabe lidar com isso, conhecer sua família, como vive porque na escola ele é uma continuação da família. Sua cultura, a participação em eventos promovidos na escola ou sociedade em que vive quais os valores que são atribuídos a tudo isso para poder organizar um plano de trabalho. O professor deve estar em constante busca de informações sobre o cotidiano da equipe ao qual está trabalhando. Para saber de tudo isso é preciso sair da sala de aula e buscar nas famílias, na comunidade, tendo o conhecimento do que é o real e não simplesmente baseando-se apenas em impressões, correndo o risco de tomar alguma atitude que venha em desencontro do crescimento dos alunos.
Segundo Macedo, no texto conhecer o aluno como totalidade: implicações da tarefa docente: “O professor deve ser um investigador. Investigador, porque comprometido com um conhecimento de técnicas pedagógicas, com um domínio de conteúdos escolares e com a experiência acumulada em seu trabalho docente. Além disso, porque deve considerar algo que não está nos livros, que ele não pode conhecer de antemão, uma vez que se trata do saber de seus alunos, das hipóteses, das relações que fazem do sentido que o estudo e a escola têm para eles.”
A sistematização dos saberes e experiências é de fundamental importância para o professor poder situar-se do que os alunos já sabem, daquilo que já aprenderam e do que lembram para que tenha continuidade nas atividades, assim sentindo-se seguro e saber por onde começar e como organizar seu método de trabalho, sempre voltado para a realidade de seu grupo. Podendo assim valorizar a bagagem que cada um traz, pois a criança chega à escola já com conhecimentos adquiridas na convivência familiar e social e esse conhecimento pode ser compartilhado com os demais, integrando o grupo através de práticas de compartilhamento desses conhecimentos. Segundo Napolini, no texto A construção em seus alicerces: Em tempo de sociointeracionismo “O desenvolvimento do homem se inicia com o nascimento. Sendo assim,quando a criança chega à escola já percorreu um longo caminho, tanto no desenvolvimento quanto na aprendizagem. Portanto, a aprendizagem escolar não começa no vazio”.
Toda linguagem é desenvolvida através da convivência e a família tem papel importante neste desenvolvimento, pois a educação é uma tarefa conjunta e progressiva, que precisa começar em casa e se prolonga na escola e outros segmentos sociais.
O sujeito constrói seu conhecimento através da interação com o meio físico e social em que vive. Esse desenvolvimento começa no nascimento e estende-se por toda a vida, nunca está pronto ou acabado, sempre em contínua construção.
Essa construção acontece com a ação do indivíduo com o mundo que o rodeia, interagindo com ele, tendo uma movimentação não só visível ao corpo, mas os movimentos da mente. Na escola encontra espaço para ampliar esse conhecimento através de práticas que venham estimular o mesmo a superar suas limitações e ir além daquilo que já sabe ou conhece, o sujeito encontra constantes desafios para construir sempre mais e melhor seu conhecimento. Aqui podemos destacar a importância do saber e da preparação do educador, para fazer esta troca com seus alunos. Troca por que o professor não deve portar-se como alguém que sabe tudo e está aí para transferir seu conhecimento aos alunos, mas alguém que está aí como mediador, para ensinar e aprender com seu grupo, pois como o saber é inacabado, o professor também deve estar em constante busca de aperfeiçoamento e novas técnicas de trabalho.
Quanto mais capacitado o professor melhor será seu desempenho e o progresso de seu trabalho, deve ser criativo para tornar suas aulas mais apetitosas e proveitosas, ter firmeza e segurança naquilo que está fazendo e além do mais gostar do que faz, assim fazendo com amor tornará sua aula mais prazerosa e com certeza conseguirá cativar seus alunos. Ensinar com brincadeiras, jogos, além do poder educativo, proporciona momentos de alegria, prazer, fantasia e descontração, tendo regras acolhidas pelo grupo. Contar histórias, fazer a criança entrar no mundo da fantasia e do imaginário. Cada individuo atua de forma individual ou coletiva, cada um desenvolve sua ação conforme sua capacidade e conhecimento e esse atuar é que faz acontecer a vida da escola e fora dela, cabe ao professor valorizar cada um como é incentivando e apostar na sua atuação com sua individualidade e criatividade, pois esse é o verdadeiro papel do professor comprometido na formação do cidadão.
Outro aspecto importante no atuar do professor é saber trabalhar com a diversidade, respeitando e valorizando sem discriminar o saber e o não saber de cada um. O professor deve desenvolver seu trabalho sem discriminação, sabendo valorizar e compartilhar essa diversidade, engrandecendo coletivamente. Para isso o dialogo, saber ouvir o que o aluno tem a dizer e o que tem a perguntar, exigir e coordenar são passos que o professor precisa usufruir para desempenhar seu papel. Com muita disciplina para que ocorra a aprendizagem e saber impor limites fazendo-os crescer através deles, o respeito entre educador-aluno. Demonstrar afeto e carinho por igual entre os alunos, sem demonstrar preferências, fazer que todos se sintam acolhidos e amados. A escola tem uma linha de conduta igual para todos e deve ser seguida por todos.
No quadro geral do desenvolvimento das estruturas mentais Piaget nos traz os estágios definidos por idades, do nascimento até a adolescência. Cada etapa de desenvolvimento a criança vai adquirindo novos conhecimentos, para tanto a importância de se observar e respeitar a criança exigindo dentro do nível da criança. Ensinar pela ação, pela experiência, fazer que ela faça sozinha. Proporcionar trabalhos em grupo para promover a socialização e coletividade onde todos devem participar nas atividades do modo que consegue nunca o professor fazer para o aluno, incentivando a realização das tarefas, para conscientizar de que não deve esperar ganhar as coisas prontas, mas sim fazê-la aprender a resolver por si saindo da acomodação e desenvolver competência.
Magda Soares no texto Paulo Freire e alfabetização: muito além de um método, diz: ”Em segundo lugar uma concepção de alfabetização que transforma o objetivo com que se alfabetiza: alfabetização não apenas para aprender as técnicas do ler e escrever, mas alfabetização como tomada de consciência, como meio de superação de uma consciência ingênua e conquista de uma consciência crítica, como promoção da ingenuidade em criticidade”.
Portanto, o professor comprometido com a formação de cidadãos deverá implantar metodologias de reflexão, fazer o indivíduo pensar e fazer além da leitura das palavras uma leitura do mundo que o rodeia, sua realidade, buscar situá-lo, construir sua própria visão, formar sua própria idéia e ser capaz de opinar. Comprometer-se com as camadas mais populares, ajudar a desenvolverem a capacidade de entender e interpretar as situações, tomar decisões e assumir responsabilidades em relação a sua situação e ânsias e a partir disso lutar para conquistar aquilo que é seu direito e ter vida digna, pois vive melhor quem tem cultura por estar mais capacitado a superar obstáculos e resolver problemas do cotidiano.
Artigo publicado pela aluna Rita Pizzi Locatelli - Pedagogia 1
Rita Pizzi Locatelli
A pesquisa do entorno é de fundamental importância para o professor ao iniciar o ano letivo, para poder conhecer o grupo com quem irá trabalhar e assim compreender as limitações dos mesmos. O professor deve primeiramente conhecer a história de vida dos alunos para poder trabalhar com eles. Conhecer sua procedência, compreender seus modos de vida, suas compreensões e expectativas, como sabe lidar com isso, conhecer sua família, como vive porque na escola ele é uma continuação da família. Sua cultura, a participação em eventos promovidos na escola ou sociedade em que vive quais os valores que são atribuídos a tudo isso para poder organizar um plano de trabalho. O professor deve estar em constante busca de informações sobre o cotidiano da equipe ao qual está trabalhando. Para saber de tudo isso é preciso sair da sala de aula e buscar nas famílias, na comunidade, tendo o conhecimento do que é o real e não simplesmente baseando-se apenas em impressões, correndo o risco de tomar alguma atitude que venha em desencontro do crescimento dos alunos.
Segundo Macedo, no texto conhecer o aluno como totalidade: implicações da tarefa docente: “O professor deve ser um investigador. Investigador, porque comprometido com um conhecimento de técnicas pedagógicas, com um domínio de conteúdos escolares e com a experiência acumulada em seu trabalho docente. Além disso, porque deve considerar algo que não está nos livros, que ele não pode conhecer de antemão, uma vez que se trata do saber de seus alunos, das hipóteses, das relações que fazem do sentido que o estudo e a escola têm para eles.”
A sistematização dos saberes e experiências é de fundamental importância para o professor poder situar-se do que os alunos já sabem, daquilo que já aprenderam e do que lembram para que tenha continuidade nas atividades, assim sentindo-se seguro e saber por onde começar e como organizar seu método de trabalho, sempre voltado para a realidade de seu grupo. Podendo assim valorizar a bagagem que cada um traz, pois a criança chega à escola já com conhecimentos adquiridas na convivência familiar e social e esse conhecimento pode ser compartilhado com os demais, integrando o grupo através de práticas de compartilhamento desses conhecimentos. Segundo Napolini, no texto A construção em seus alicerces: Em tempo de sociointeracionismo “O desenvolvimento do homem se inicia com o nascimento. Sendo assim,quando a criança chega à escola já percorreu um longo caminho, tanto no desenvolvimento quanto na aprendizagem. Portanto, a aprendizagem escolar não começa no vazio”.
Toda linguagem é desenvolvida através da convivência e a família tem papel importante neste desenvolvimento, pois a educação é uma tarefa conjunta e progressiva, que precisa começar em casa e se prolonga na escola e outros segmentos sociais.
O sujeito constrói seu conhecimento através da interação com o meio físico e social em que vive. Esse desenvolvimento começa no nascimento e estende-se por toda a vida, nunca está pronto ou acabado, sempre em contínua construção.
Essa construção acontece com a ação do indivíduo com o mundo que o rodeia, interagindo com ele, tendo uma movimentação não só visível ao corpo, mas os movimentos da mente. Na escola encontra espaço para ampliar esse conhecimento através de práticas que venham estimular o mesmo a superar suas limitações e ir além daquilo que já sabe ou conhece, o sujeito encontra constantes desafios para construir sempre mais e melhor seu conhecimento. Aqui podemos destacar a importância do saber e da preparação do educador, para fazer esta troca com seus alunos. Troca por que o professor não deve portar-se como alguém que sabe tudo e está aí para transferir seu conhecimento aos alunos, mas alguém que está aí como mediador, para ensinar e aprender com seu grupo, pois como o saber é inacabado, o professor também deve estar em constante busca de aperfeiçoamento e novas técnicas de trabalho.
Quanto mais capacitado o professor melhor será seu desempenho e o progresso de seu trabalho, deve ser criativo para tornar suas aulas mais apetitosas e proveitosas, ter firmeza e segurança naquilo que está fazendo e além do mais gostar do que faz, assim fazendo com amor tornará sua aula mais prazerosa e com certeza conseguirá cativar seus alunos. Ensinar com brincadeiras, jogos, além do poder educativo, proporciona momentos de alegria, prazer, fantasia e descontração, tendo regras acolhidas pelo grupo. Contar histórias, fazer a criança entrar no mundo da fantasia e do imaginário. Cada individuo atua de forma individual ou coletiva, cada um desenvolve sua ação conforme sua capacidade e conhecimento e esse atuar é que faz acontecer a vida da escola e fora dela, cabe ao professor valorizar cada um como é incentivando e apostar na sua atuação com sua individualidade e criatividade, pois esse é o verdadeiro papel do professor comprometido na formação do cidadão.
Outro aspecto importante no atuar do professor é saber trabalhar com a diversidade, respeitando e valorizando sem discriminar o saber e o não saber de cada um. O professor deve desenvolver seu trabalho sem discriminação, sabendo valorizar e compartilhar essa diversidade, engrandecendo coletivamente. Para isso o dialogo, saber ouvir o que o aluno tem a dizer e o que tem a perguntar, exigir e coordenar são passos que o professor precisa usufruir para desempenhar seu papel. Com muita disciplina para que ocorra a aprendizagem e saber impor limites fazendo-os crescer através deles, o respeito entre educador-aluno. Demonstrar afeto e carinho por igual entre os alunos, sem demonstrar preferências, fazer que todos se sintam acolhidos e amados. A escola tem uma linha de conduta igual para todos e deve ser seguida por todos.
No quadro geral do desenvolvimento das estruturas mentais Piaget nos traz os estágios definidos por idades, do nascimento até a adolescência. Cada etapa de desenvolvimento a criança vai adquirindo novos conhecimentos, para tanto a importância de se observar e respeitar a criança exigindo dentro do nível da criança. Ensinar pela ação, pela experiência, fazer que ela faça sozinha. Proporcionar trabalhos em grupo para promover a socialização e coletividade onde todos devem participar nas atividades do modo que consegue nunca o professor fazer para o aluno, incentivando a realização das tarefas, para conscientizar de que não deve esperar ganhar as coisas prontas, mas sim fazê-la aprender a resolver por si saindo da acomodação e desenvolver competência.
Magda Soares no texto Paulo Freire e alfabetização: muito além de um método, diz: ”Em segundo lugar uma concepção de alfabetização que transforma o objetivo com que se alfabetiza: alfabetização não apenas para aprender as técnicas do ler e escrever, mas alfabetização como tomada de consciência, como meio de superação de uma consciência ingênua e conquista de uma consciência crítica, como promoção da ingenuidade em criticidade”.
Portanto, o professor comprometido com a formação de cidadãos deverá implantar metodologias de reflexão, fazer o indivíduo pensar e fazer além da leitura das palavras uma leitura do mundo que o rodeia, sua realidade, buscar situá-lo, construir sua própria visão, formar sua própria idéia e ser capaz de opinar. Comprometer-se com as camadas mais populares, ajudar a desenvolverem a capacidade de entender e interpretar as situações, tomar decisões e assumir responsabilidades em relação a sua situação e ânsias e a partir disso lutar para conquistar aquilo que é seu direito e ter vida digna, pois vive melhor quem tem cultura por estar mais capacitado a superar obstáculos e resolver problemas do cotidiano.
Artigo publicado pela aluna Rita Pizzi Locatelli - Pedagogia 1
terça-feira, 11 de outubro de 2011
TEXTO - EDINÉIA
DESAFIOS PARA EDUCAR NA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO
Os professores, muitas vezes, não acompanham a modernidade, e com isto acabam tornando-se quase que obsoletos em sala de aula. Os alunos têm fácil acesso ao computador, claro que existem exceções, mas os educadores têm que estar preparados e conscientes de que os tempos mudaram e devem estar aptos para manusear este instrumento que já faz parte da vida de vários estudantes. Estes mesmos educadores têm que estar preparados para educar alunos com necessidades especiais, procurando formas práticas e fortalecendo sua inclusão, sem que sejam notadas diferenças entre os demais.
Algumas escolas têm padrões muito rígidos, até que ás vezes não vão mais ao encontro dos anseios dos alunos ficando assim o professor em situação bem delicada, afinal as escolas não estão preparadas para esse tipo de aluno, que é o nosso aluno atual. Na atualidade as escolas estão muito iguais, poucas são aquelas que estão prontas, por exemplo, para um laboratório de informática. Na maioria dos casos o próprio professor não tem computador em casa ou se tem não é para seu uso acaba deixando para os filhos ficando assim cada vez mais defasado, muitos ainda são do tempo do bom e velho diário de papel quando o mundo já nos permite ter um diário no notebook, preparar as aulas neste também, realizar pesquisas enquanto esquematiza sua aula, não que o computador possa substituir tudo mas pode e muito ajudar o professor a tornar sua aula mais atraente e criativa, muitos alunos podem através destas descobrir seu verdadeiro talento, aprimorar seus conhecimentos sem se contar no enorme crescimento pessoal tanto individual como coletivo destes alunos.
Por exemplo, esta semana estamos trabalhando com o dia sete (7) de setembro então, a educadora lança o tema e leva os alunos a sala de informática e deixa que eles mesmos realizem a pesquisa e que decidam sob qual tema eles querem trabalhar primeiro, para que esse projeto de certo o educador tem que esta apto a desenvolver com plenitude essa atividade, não pode desconhecer a internet, suas ferramentas e aplicações, pois caso algum aluno se perca no meio do caminho ele, o educador, é que terá que resgatá-lo. Alguns alunos terão maior facilidade, pois já dominam a internet e as redes sociais como se fizessem parte da sua rotina, enquanto alguns terão um pouco mais de dificuldade, ao educador cabe prever isso melhor estar preparado caso precise do que ser pego de surpresa e pior ter que pedir ajuda a um aluno. Não que pedir ajuda seja vergonhoso, mas os alunos esperam que o professor/educador domine tanto o assunto como os meios que ele escolhe para atingir seus objetivos.
Tem-se outro grande desafio que é a inclusão das crianças especiais nas salas de aulas, essas crianças têm o mesmo direito do que as outras em relação a tudo, ao ensino de qualidade, a utilização dos mesmos meios que os demais. Tendo assim uma educação inclusiva e não exclusiva como acontece infelizmente nos dias atuais. Essas crianças são diferentes, porém devem receber a mesma educação e o mesmo tratamento tanto da escola quanto da sociedade em geral. Muitas dessas crianças ditas especiais já estão em escolas regulares aí vem o outro desafio ter um educador qualificado para esta tarefa que não será jamais fácil e sim bem árdua, neste caso o educador tem que estar preparado para este desafio. Esses profissionais da educação tem que ter um amor bem maior ao seu trabalho por que lidará ao longo do ano com diversas situações que ele antes nem tinha pensado, tem que ter um bom embasamento teórico para que este sim possa acrescentar de forma positiva um conhecimento útil para esse aluno especial.
Temos que tratar do tema de maneira sutil, quase que imperceptível para os alunos para que estes não excluam algum colega especial, tem que ser tratado de modo que todos tenham plena consciência de que todos ali nesta sala têm os mesmos direitos e deveres, são alunos iguais e o professor é parte fundamental nessa engrenagem, tudo tem que estar em sintonia para que a formação destes alunos aconteça da mesma forma e com a mesma intensidade, temos nós educadores que lutar para que esta inclusão se de com muita naturalidade. Por que se não fizermos um bom trabalho com os demais alunos essa inclusão não terá acontecido de verdade e o que nos educadores não podemos permitir é que um de nossos alunos seja vitima de preconceito seja ele qual for para que no futuro isso não venha se transformar numa forma de menosprezar, rotular ou ate do próprio bullyng se isso acontecer então nós enquanto educadores não realizamos uma educação inclusiva e de qualidade o que entendo ser de nossa maior responsabilidade, ou seja, nós formamos pessoas e queremos que estas sejam cada dia melhores e não podemos nem devemos nos omitir deste papel, se quisermos continuar a trabalhar com educação infantil.
Temos uma vida em formação que passará por nós por pelo menos um ano e o que queremos? Queremos um adulto opressor, que não dá valor ao próximo ou queremos um adulto responsável, consciente do seu papel no mundo e em nossa sociedade? Temos que ter uma avaliação bem cuidadosa e criteriosa sob todos os aspectos que envolvem a educação infantil, não trabalhamos com bonecos ou fantoches, e sim com pessoas com as quais podemos acrescentar algo na vida delas. Essa consciência fará toda a diferença tanto na vida desses alunos quanto na nossa como educadores por que certamente aprenderemos muito com esses alunos e se pudermos mudar uma vida ou o rumo dela já teremos cumprido nossa missão que é de de uma educação inclusiva de qualidade.
REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
http://www2.ufba.br/~pretto/textos/sbpc2000.htm
http://www.paulofreire.org.br/pdf/comunicacoes_orais
Texto publicado pela aluna Edinéia Gayeski - Pedagogia 1
Os professores, muitas vezes, não acompanham a modernidade, e com isto acabam tornando-se quase que obsoletos em sala de aula. Os alunos têm fácil acesso ao computador, claro que existem exceções, mas os educadores têm que estar preparados e conscientes de que os tempos mudaram e devem estar aptos para manusear este instrumento que já faz parte da vida de vários estudantes. Estes mesmos educadores têm que estar preparados para educar alunos com necessidades especiais, procurando formas práticas e fortalecendo sua inclusão, sem que sejam notadas diferenças entre os demais.
Algumas escolas têm padrões muito rígidos, até que ás vezes não vão mais ao encontro dos anseios dos alunos ficando assim o professor em situação bem delicada, afinal as escolas não estão preparadas para esse tipo de aluno, que é o nosso aluno atual. Na atualidade as escolas estão muito iguais, poucas são aquelas que estão prontas, por exemplo, para um laboratório de informática. Na maioria dos casos o próprio professor não tem computador em casa ou se tem não é para seu uso acaba deixando para os filhos ficando assim cada vez mais defasado, muitos ainda são do tempo do bom e velho diário de papel quando o mundo já nos permite ter um diário no notebook, preparar as aulas neste também, realizar pesquisas enquanto esquematiza sua aula, não que o computador possa substituir tudo mas pode e muito ajudar o professor a tornar sua aula mais atraente e criativa, muitos alunos podem através destas descobrir seu verdadeiro talento, aprimorar seus conhecimentos sem se contar no enorme crescimento pessoal tanto individual como coletivo destes alunos.
Por exemplo, esta semana estamos trabalhando com o dia sete (7) de setembro então, a educadora lança o tema e leva os alunos a sala de informática e deixa que eles mesmos realizem a pesquisa e que decidam sob qual tema eles querem trabalhar primeiro, para que esse projeto de certo o educador tem que esta apto a desenvolver com plenitude essa atividade, não pode desconhecer a internet, suas ferramentas e aplicações, pois caso algum aluno se perca no meio do caminho ele, o educador, é que terá que resgatá-lo. Alguns alunos terão maior facilidade, pois já dominam a internet e as redes sociais como se fizessem parte da sua rotina, enquanto alguns terão um pouco mais de dificuldade, ao educador cabe prever isso melhor estar preparado caso precise do que ser pego de surpresa e pior ter que pedir ajuda a um aluno. Não que pedir ajuda seja vergonhoso, mas os alunos esperam que o professor/educador domine tanto o assunto como os meios que ele escolhe para atingir seus objetivos.
Tem-se outro grande desafio que é a inclusão das crianças especiais nas salas de aulas, essas crianças têm o mesmo direito do que as outras em relação a tudo, ao ensino de qualidade, a utilização dos mesmos meios que os demais. Tendo assim uma educação inclusiva e não exclusiva como acontece infelizmente nos dias atuais. Essas crianças são diferentes, porém devem receber a mesma educação e o mesmo tratamento tanto da escola quanto da sociedade em geral. Muitas dessas crianças ditas especiais já estão em escolas regulares aí vem o outro desafio ter um educador qualificado para esta tarefa que não será jamais fácil e sim bem árdua, neste caso o educador tem que estar preparado para este desafio. Esses profissionais da educação tem que ter um amor bem maior ao seu trabalho por que lidará ao longo do ano com diversas situações que ele antes nem tinha pensado, tem que ter um bom embasamento teórico para que este sim possa acrescentar de forma positiva um conhecimento útil para esse aluno especial.
Temos que tratar do tema de maneira sutil, quase que imperceptível para os alunos para que estes não excluam algum colega especial, tem que ser tratado de modo que todos tenham plena consciência de que todos ali nesta sala têm os mesmos direitos e deveres, são alunos iguais e o professor é parte fundamental nessa engrenagem, tudo tem que estar em sintonia para que a formação destes alunos aconteça da mesma forma e com a mesma intensidade, temos nós educadores que lutar para que esta inclusão se de com muita naturalidade. Por que se não fizermos um bom trabalho com os demais alunos essa inclusão não terá acontecido de verdade e o que nos educadores não podemos permitir é que um de nossos alunos seja vitima de preconceito seja ele qual for para que no futuro isso não venha se transformar numa forma de menosprezar, rotular ou ate do próprio bullyng se isso acontecer então nós enquanto educadores não realizamos uma educação inclusiva e de qualidade o que entendo ser de nossa maior responsabilidade, ou seja, nós formamos pessoas e queremos que estas sejam cada dia melhores e não podemos nem devemos nos omitir deste papel, se quisermos continuar a trabalhar com educação infantil.
Temos uma vida em formação que passará por nós por pelo menos um ano e o que queremos? Queremos um adulto opressor, que não dá valor ao próximo ou queremos um adulto responsável, consciente do seu papel no mundo e em nossa sociedade? Temos que ter uma avaliação bem cuidadosa e criteriosa sob todos os aspectos que envolvem a educação infantil, não trabalhamos com bonecos ou fantoches, e sim com pessoas com as quais podemos acrescentar algo na vida delas. Essa consciência fará toda a diferença tanto na vida desses alunos quanto na nossa como educadores por que certamente aprenderemos muito com esses alunos e se pudermos mudar uma vida ou o rumo dela já teremos cumprido nossa missão que é de de uma educação inclusiva de qualidade.
REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
http://www2.ufba.br/~pretto/textos/sbpc2000.htm
http://www.paulofreire.org.br/pdf/comunicacoes_orais
Texto publicado pela aluna Edinéia Gayeski - Pedagogia 1
ARTIGO - MÁRCIA
OS VALORES NO COTIDIANO ESCOLAR
Márcia Rosana Polachini1
RESUMO
Este texto apresenta uma reflexão a cerca da presença dos valores universais no cotidiano escolar, uma vez que com o passar do tempo muitos valores foram se perdendo tanto por parte da escola quanto da própria família. Para isso, tomou-se por base a leitura da obra “Pedagogia do amor” do escritor Gabriel Chalita e de vários textos publicados na revista Nova escola. Este estudo possui por objetivo principal refletir sobre a importância dos valores éticos e universais para o convívio harmonioso em sociedade e, principalmente, na relação escola-família. Pelo encaminhamento dado é possível constatar que a atual sociedade necessita resgatar e valorizar muitos valores que foram sendo deixados de lado, mas que são fundamentais para o cotidiano do homem.
Palavras-chave: valores, escola, família, cotidiano, professores.
1 INTRODUÇÃO
Diante do atual contexto social e das dificuldades encontradas no trabalho em sala de aula, faz-se necessário um estudo sobre a presença dos valores éticos e universais no cotidiano escolar; partindo-se de uma reflexão sobre o contexto escolar e chegando a uma análise sobre os contextos familiares da atualidade. Tudo isso com o propósito de comprovar a importância de valores como respeito, amor, solidariedade, amizade e outros mais para o convívio harmonioso dos sujeitos de uma comunidade, bem como para propiciar um ambiente próprio para a aprendizagem. Também, analisando a importância desses valores para a construção de uma educação para a paz.
O ser humano necessita construir um caminho de dignidade e perseverança tanto para si próprio como para seus pares. Porém, diante de uma sociedade capitalista e racional como a atual, dificilmente observa-se relações que prezem pela ética, pela moral e estejam impregnadas de valores capazes de torná-la mais humana e solidária.
É fundamental a formação de valores nas novas gerações, contudo para tal faz-se necessária uma mudança de concepções já na atual geração, pois se aprende muito mais pelos gestos e ações do que pelos discursos produzidos. É nesse sentido que entra o papel do professor como agente de educação e que pode, a partir do conhecimento da realidade do aluno, construir uma prática solidamente voltada para a promoção da paz através do resgate de valores universais.
Talvez a instituição que, hoje, mais sofre com a falta de valores é a escola. Por isso, buscar-se-á priorizar a discussão sobre os problemas encontrados por professores e demais profissionais da área da educação devido a falta de valores e da valorização da emoção por pais e educandos. Deve-se observar que é fundamental que o professor também tenha princípios bem claros e cultive determinados valores, pois conforme afirmações de Luis Carlos de Menezes, se ensina mais através de gestos e atitudes do que através da explicação sobre determinados conceitos.
A palavra nem sempre é validada por expressões e atitudes. O rosto e o olhar, por exemplo, revelam alegria ou tristeza, simpatia ou rejeição, e confirmam ou contradizem o que uma pessoa fala. (MENEZES, 2008, p.114)
Portanto, nesse estudo procurar-se-á comprovar a importância de que todos os sujeitos envolvidos no cotidiano escolar tenham consciência de que os valores universais são fundamentais para o convívio escolar e que os mesmos podem contribuir com a aprendizagem dos alunos, além de propiciar um convívio mais agradável, harmonioso e tranquilo entre todos os sujeitos do ambiente escolar.
Essa temática mostra-se de tal importância que muitos escritores e pesquisadores veem dedicando-se ao estudo e a reflexão a cerca da falta de valores na contemporaneidade; um exemplo é o escritor Gabriel Chalita que produziu uma obra propondo até o ensino de histórias que retratam determinados valores e que deveriam ser analisadas em sala de aula. Porém, ele não é o único, muitos outros também estão realizando pesquisas sobre a temática conforme será visto ao longo do texto.
Portanto, o texto iniciará com uma discussão a cerca da perda de valores pela humanidade ao longo dos anos. A seguir, serão discutidas as consequências e o reflexo dessa falta de valores na sociedade, dando prioridade ao contexto escolar. Logo depois, serão discutidas e sugeridas algumas alternativas para solucionar-se essa problemática. Ao final, serão registradas as conclusões a que se foi possível chegar de acordo com o encaminhamento dado ao trabalho.
2 OS VALORES UNIVERSAIS NA ATUAL SOCIEDADE
Atualmente, vive-se em uma sociedade em que o ter vale mais do que o ser; uma sociedade em que os valores universais que deveriam nortear a vida e as atitudes do homem foram pouco a pouco sendo deixados de lado e/ou completamente esquecidos.
Porém, os valores são fundamentais para o convívio entre os seres humanos. Eles deveriam ser construídos e reafirmados na convivência humana em família, na escola, na sociedade e no próprio trabalho. Mas é notório que com o passar dos anos foi moldando-se uma sociedade alicerçada em concepções e ideais capitalistas e racionais, onde a emoção foi totalmente deixada de lado. A partir dessa afirmação, surge o questionamento sobre como educar as crianças e jovens dentro de uma sociedade assim. Nesse sentido, pode-se citar Chalita:
... Como educar nossas crianças e jovens num tempo em que a aparência vale mais do que a essência e a competição e o individualismo teimam em ditar as regras dos relacionamentos, acabando por minar qualquer possibilidade de companheirismo, de amizade e de amor? (CHALITA, 2005, p.11)
Provavelmente esse quadro de conflitos e problemas se deve à inversão de valores que a humanidade passou a apresentar ao longo dos anos. Hoje, a escola é a instituição que mais sofre com essa inversão de valores pela sociedade. Os conflitos entre pais, professores e alunos conturbam ainda mais o cenário escolar do país e se devem em grande parte à falta de diálogo e respeito entre esses.
Contudo, é necessário que crianças e jovens sejam reeducados e possam aprender o verdadeiro sentido de palavras como respeito, solidariedade, amor, amizade e generosidade, entre outras. Assim, certamente poderá se construir uma sociedade mais justa e fraterna, completamente diferente da atual. E, o professor é peça fundamental nesse processo de transformação, pois cabe a ele gerenciar uma prática pedagógica em que ele não somente transmita conceitos e conteúdos, mas que seja um exemplo vivo de ética e de respeito aos valores universais, propiciando que o aluno conviva com uma postura voltada para a paz e o amor entre irmãos.
2.1 O reflexo da falta de valores no cotidiano escolar
É cultural o fato de que a sociedade espera que a escola resolva a maioria dos problemas ligados à falta de valores apresentados por crianças e jovens. Porém, para que valores éticos e morais sejam aplicados na vida diária necessita-se de um trabalho muito maior que envolva toda a comunidade.
Seria necessária uma parceria entre escola e família, pois conforme Menezes (2008) “educar depende de uma relação mais ampla entre os pais do aluno e os professores do que a prevista em uma mera prestação de serviços”.
É visível a transformação nas vidas das crianças nos casos em que escola e família estabelecem parcerias que visam a qualidade de educação. É preciso reavaliar o que já foi feito, ver formas e características que deram certo, para assim transformá-las em algo significativo e buscar valorizar tudo o que o aluno traz consigo, pois sabemos que devemos valorizar o que o aluno traz de experiências e saberes vivenciados em suas casas.
2.2 Maneiras de trabalhar os valores na escola
Diante desse contexto conturbado, é importante que pais e professores adotem posturas sérias e comprometidas no sentido de resgatar valores fundamentais ao convívio humano em sociedade. Para tanto, seria importante o trabalho, conforme proposta de Gabriel Chalita em sua obra “Pedagogia do Amor”, com histórias que retratem e reafirmem a importância de determinados valores. Através dos exemplos de personagens célebres seria possível demonstrar aos jovens o quanto os valores éticos e morais foram cruciais para o seu aperfeiçoamento e pleno desenvolvimento enquanto ser humano e peça da sociedade em que estava inserido. Mais do que isso, seria possível mostrar e compreender a importância da existência desses valores na sociedade no sentido de que os mesmos podem contribuir para a paz entre os seres humanos.
Contudo, esse trabalho não pode ficar somente no discurso e na explicação de certas histórias. Conforme afirmações de Menezes (2008), “a imagem que projetamos atinge nossos alunos mais profundamente do que os conceitos que explicamos”. Então, muito mais do que dar explicações sobre valores e mostrar exemplos, é fundamental que pais e professores sejam exemplos vivos e cultivadores dos valores universais, exemplificando com suas ações e atitudes o comprometimento com a sociedade em que vive e com o outro. Portanto, espera-se que além de pregar esses valores, o professor também os cultive na rotina de sua vida, tanto na escola quanto fora dela.
Além disso, ainda segundo Menezes(2008), o educando somente vai aprender se for motivado para tal e se o objeto da aprendizagem possuir significado para o mesmo. O mesmo ocorre em relação aos valores: as novas gerações somente aprenderão a agir de acordo com os valores morais e éticos que regem a sociedade se forem devidamente motivados a agir dessa forma e se isso possuir um significado real.
...todos têm em comum a habilidade de conciliar três ingredientes essenciais: saberes, sabores e valores. Os saberes são os conteúdos em si, não importam a série e a disciplina. Os sabores são as formas de despertar o gosto pelo conhecimento, envolvendo os alunos em atividades significativas. Os valores, produto desse processo, são a própria cultura que se constrói em cada turma... (MENEZES, 2009, p.134)
Portanto é fundamental que o professor esteja preparado no intuito de não produzir discursos vazios, mas discursos devidamente seguidos de exemplos através de atitudes diárias baseadas no culto aos valores universais, à justiça e à integridade. Além disso, ele não deve dissociar o ser pessoal do profissional: não produzirão aprendizagens discursos e atitudes contrários.
3 CONCLUSÕES FINAIS
De acordo com o que foi discutido, pode-se afirmar que o resgate os valores éticos e morais são fundamentais para a vida humana em sociedade e para uma educação voltada para a paz. Mas que com o passar do tempo, muitos foram sendo deixados de lado, o que gerou um clima de desavenças e conflitos na atual sociedade.
Diante disso, observa-se a importância de resgatar junto às futuras e atuais gerações o cultivo desses valores em seu cotidiano, principalmente no escolar, onde a inexistência de valores afeta de forma significativa o convívio e o relacionamento entre a família e a escola, e, também gera danos à aprendizagem.
Porém, isso somente será possível se os adultos de hoje dispuserem-se a tomar atitudes integras e de acordo com o discurso que proferem seja em sala de aula ou em casa. Mas o professor figura-se como peça importantíssima nesse resgate de valores, uma vez que através de seus atos e gestos pode formar e transformar hábitos e conceitos nos educandos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
CHALITA, GABRIEL. Pedagogia do Amor. São Paulo: Editora Gente, 2005.
MENEZES, Luis Carlos de. O aprendizado das lições ocultas. Nova Escola, São Paulo, n.212, p.114, maio 2008.
____________. Escola e família como parceiras. Nova Escola, São Paulo, n.217, p.106, nov. 2008.
____________. Sobre saberes, sabores e valores. Nova Escola, São Paulo, n.226, p.134, out. 2009.
Artigo publicado pela aluna Márcia Rosana Polachini - Pedagogia 1
Márcia Rosana Polachini1
RESUMO
Este texto apresenta uma reflexão a cerca da presença dos valores universais no cotidiano escolar, uma vez que com o passar do tempo muitos valores foram se perdendo tanto por parte da escola quanto da própria família. Para isso, tomou-se por base a leitura da obra “Pedagogia do amor” do escritor Gabriel Chalita e de vários textos publicados na revista Nova escola. Este estudo possui por objetivo principal refletir sobre a importância dos valores éticos e universais para o convívio harmonioso em sociedade e, principalmente, na relação escola-família. Pelo encaminhamento dado é possível constatar que a atual sociedade necessita resgatar e valorizar muitos valores que foram sendo deixados de lado, mas que são fundamentais para o cotidiano do homem.
Palavras-chave: valores, escola, família, cotidiano, professores.
1 INTRODUÇÃO
Diante do atual contexto social e das dificuldades encontradas no trabalho em sala de aula, faz-se necessário um estudo sobre a presença dos valores éticos e universais no cotidiano escolar; partindo-se de uma reflexão sobre o contexto escolar e chegando a uma análise sobre os contextos familiares da atualidade. Tudo isso com o propósito de comprovar a importância de valores como respeito, amor, solidariedade, amizade e outros mais para o convívio harmonioso dos sujeitos de uma comunidade, bem como para propiciar um ambiente próprio para a aprendizagem. Também, analisando a importância desses valores para a construção de uma educação para a paz.
O ser humano necessita construir um caminho de dignidade e perseverança tanto para si próprio como para seus pares. Porém, diante de uma sociedade capitalista e racional como a atual, dificilmente observa-se relações que prezem pela ética, pela moral e estejam impregnadas de valores capazes de torná-la mais humana e solidária.
É fundamental a formação de valores nas novas gerações, contudo para tal faz-se necessária uma mudança de concepções já na atual geração, pois se aprende muito mais pelos gestos e ações do que pelos discursos produzidos. É nesse sentido que entra o papel do professor como agente de educação e que pode, a partir do conhecimento da realidade do aluno, construir uma prática solidamente voltada para a promoção da paz através do resgate de valores universais.
Talvez a instituição que, hoje, mais sofre com a falta de valores é a escola. Por isso, buscar-se-á priorizar a discussão sobre os problemas encontrados por professores e demais profissionais da área da educação devido a falta de valores e da valorização da emoção por pais e educandos. Deve-se observar que é fundamental que o professor também tenha princípios bem claros e cultive determinados valores, pois conforme afirmações de Luis Carlos de Menezes, se ensina mais através de gestos e atitudes do que através da explicação sobre determinados conceitos.
A palavra nem sempre é validada por expressões e atitudes. O rosto e o olhar, por exemplo, revelam alegria ou tristeza, simpatia ou rejeição, e confirmam ou contradizem o que uma pessoa fala. (MENEZES, 2008, p.114)
Portanto, nesse estudo procurar-se-á comprovar a importância de que todos os sujeitos envolvidos no cotidiano escolar tenham consciência de que os valores universais são fundamentais para o convívio escolar e que os mesmos podem contribuir com a aprendizagem dos alunos, além de propiciar um convívio mais agradável, harmonioso e tranquilo entre todos os sujeitos do ambiente escolar.
Essa temática mostra-se de tal importância que muitos escritores e pesquisadores veem dedicando-se ao estudo e a reflexão a cerca da falta de valores na contemporaneidade; um exemplo é o escritor Gabriel Chalita que produziu uma obra propondo até o ensino de histórias que retratam determinados valores e que deveriam ser analisadas em sala de aula. Porém, ele não é o único, muitos outros também estão realizando pesquisas sobre a temática conforme será visto ao longo do texto.
Portanto, o texto iniciará com uma discussão a cerca da perda de valores pela humanidade ao longo dos anos. A seguir, serão discutidas as consequências e o reflexo dessa falta de valores na sociedade, dando prioridade ao contexto escolar. Logo depois, serão discutidas e sugeridas algumas alternativas para solucionar-se essa problemática. Ao final, serão registradas as conclusões a que se foi possível chegar de acordo com o encaminhamento dado ao trabalho.
2 OS VALORES UNIVERSAIS NA ATUAL SOCIEDADE
Atualmente, vive-se em uma sociedade em que o ter vale mais do que o ser; uma sociedade em que os valores universais que deveriam nortear a vida e as atitudes do homem foram pouco a pouco sendo deixados de lado e/ou completamente esquecidos.
Porém, os valores são fundamentais para o convívio entre os seres humanos. Eles deveriam ser construídos e reafirmados na convivência humana em família, na escola, na sociedade e no próprio trabalho. Mas é notório que com o passar dos anos foi moldando-se uma sociedade alicerçada em concepções e ideais capitalistas e racionais, onde a emoção foi totalmente deixada de lado. A partir dessa afirmação, surge o questionamento sobre como educar as crianças e jovens dentro de uma sociedade assim. Nesse sentido, pode-se citar Chalita:
... Como educar nossas crianças e jovens num tempo em que a aparência vale mais do que a essência e a competição e o individualismo teimam em ditar as regras dos relacionamentos, acabando por minar qualquer possibilidade de companheirismo, de amizade e de amor? (CHALITA, 2005, p.11)
Provavelmente esse quadro de conflitos e problemas se deve à inversão de valores que a humanidade passou a apresentar ao longo dos anos. Hoje, a escola é a instituição que mais sofre com essa inversão de valores pela sociedade. Os conflitos entre pais, professores e alunos conturbam ainda mais o cenário escolar do país e se devem em grande parte à falta de diálogo e respeito entre esses.
Contudo, é necessário que crianças e jovens sejam reeducados e possam aprender o verdadeiro sentido de palavras como respeito, solidariedade, amor, amizade e generosidade, entre outras. Assim, certamente poderá se construir uma sociedade mais justa e fraterna, completamente diferente da atual. E, o professor é peça fundamental nesse processo de transformação, pois cabe a ele gerenciar uma prática pedagógica em que ele não somente transmita conceitos e conteúdos, mas que seja um exemplo vivo de ética e de respeito aos valores universais, propiciando que o aluno conviva com uma postura voltada para a paz e o amor entre irmãos.
2.1 O reflexo da falta de valores no cotidiano escolar
É cultural o fato de que a sociedade espera que a escola resolva a maioria dos problemas ligados à falta de valores apresentados por crianças e jovens. Porém, para que valores éticos e morais sejam aplicados na vida diária necessita-se de um trabalho muito maior que envolva toda a comunidade.
Seria necessária uma parceria entre escola e família, pois conforme Menezes (2008) “educar depende de uma relação mais ampla entre os pais do aluno e os professores do que a prevista em uma mera prestação de serviços”.
É visível a transformação nas vidas das crianças nos casos em que escola e família estabelecem parcerias que visam a qualidade de educação. É preciso reavaliar o que já foi feito, ver formas e características que deram certo, para assim transformá-las em algo significativo e buscar valorizar tudo o que o aluno traz consigo, pois sabemos que devemos valorizar o que o aluno traz de experiências e saberes vivenciados em suas casas.
2.2 Maneiras de trabalhar os valores na escola
Diante desse contexto conturbado, é importante que pais e professores adotem posturas sérias e comprometidas no sentido de resgatar valores fundamentais ao convívio humano em sociedade. Para tanto, seria importante o trabalho, conforme proposta de Gabriel Chalita em sua obra “Pedagogia do Amor”, com histórias que retratem e reafirmem a importância de determinados valores. Através dos exemplos de personagens célebres seria possível demonstrar aos jovens o quanto os valores éticos e morais foram cruciais para o seu aperfeiçoamento e pleno desenvolvimento enquanto ser humano e peça da sociedade em que estava inserido. Mais do que isso, seria possível mostrar e compreender a importância da existência desses valores na sociedade no sentido de que os mesmos podem contribuir para a paz entre os seres humanos.
Contudo, esse trabalho não pode ficar somente no discurso e na explicação de certas histórias. Conforme afirmações de Menezes (2008), “a imagem que projetamos atinge nossos alunos mais profundamente do que os conceitos que explicamos”. Então, muito mais do que dar explicações sobre valores e mostrar exemplos, é fundamental que pais e professores sejam exemplos vivos e cultivadores dos valores universais, exemplificando com suas ações e atitudes o comprometimento com a sociedade em que vive e com o outro. Portanto, espera-se que além de pregar esses valores, o professor também os cultive na rotina de sua vida, tanto na escola quanto fora dela.
Além disso, ainda segundo Menezes(2008), o educando somente vai aprender se for motivado para tal e se o objeto da aprendizagem possuir significado para o mesmo. O mesmo ocorre em relação aos valores: as novas gerações somente aprenderão a agir de acordo com os valores morais e éticos que regem a sociedade se forem devidamente motivados a agir dessa forma e se isso possuir um significado real.
...todos têm em comum a habilidade de conciliar três ingredientes essenciais: saberes, sabores e valores. Os saberes são os conteúdos em si, não importam a série e a disciplina. Os sabores são as formas de despertar o gosto pelo conhecimento, envolvendo os alunos em atividades significativas. Os valores, produto desse processo, são a própria cultura que se constrói em cada turma... (MENEZES, 2009, p.134)
Portanto é fundamental que o professor esteja preparado no intuito de não produzir discursos vazios, mas discursos devidamente seguidos de exemplos através de atitudes diárias baseadas no culto aos valores universais, à justiça e à integridade. Além disso, ele não deve dissociar o ser pessoal do profissional: não produzirão aprendizagens discursos e atitudes contrários.
3 CONCLUSÕES FINAIS
De acordo com o que foi discutido, pode-se afirmar que o resgate os valores éticos e morais são fundamentais para a vida humana em sociedade e para uma educação voltada para a paz. Mas que com o passar do tempo, muitos foram sendo deixados de lado, o que gerou um clima de desavenças e conflitos na atual sociedade.
Diante disso, observa-se a importância de resgatar junto às futuras e atuais gerações o cultivo desses valores em seu cotidiano, principalmente no escolar, onde a inexistência de valores afeta de forma significativa o convívio e o relacionamento entre a família e a escola, e, também gera danos à aprendizagem.
Porém, isso somente será possível se os adultos de hoje dispuserem-se a tomar atitudes integras e de acordo com o discurso que proferem seja em sala de aula ou em casa. Mas o professor figura-se como peça importantíssima nesse resgate de valores, uma vez que através de seus atos e gestos pode formar e transformar hábitos e conceitos nos educandos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
CHALITA, GABRIEL. Pedagogia do Amor. São Paulo: Editora Gente, 2005.
MENEZES, Luis Carlos de. O aprendizado das lições ocultas. Nova Escola, São Paulo, n.212, p.114, maio 2008.
____________. Escola e família como parceiras. Nova Escola, São Paulo, n.217, p.106, nov. 2008.
____________. Sobre saberes, sabores e valores. Nova Escola, São Paulo, n.226, p.134, out. 2009.
Artigo publicado pela aluna Márcia Rosana Polachini - Pedagogia 1
POESIA - JOICE
ESCOLHAS
No processo de planejar Três caminhos a seguir,
Discriminar Conteúdos,
Identificar desafios e
Definir os objetivos, estratégias e metas para seguir.
Construir a caminhada ou deixar o tempo passar?
Com diálogo de todos devemos planejar, para poder construir a Gestão Escolar.
Ou ficar calado no canto, para os outros planejar e aceitar as propostas sem questionar.
Minha escola parceira tem a liberdade de se expressar, segue legislação, currículo, métodos, estabelece regras, cria objetivos, procedimentos, modos de agir, hábitos, valores próprios para poder planejar.
São escolhas que a escola toma para poder transformar e as opiniões são muito importante para poder acrescentar, todos precisam ajudar, professores, pais, alunos, funcionários equipe diretiva para a educação qualificar.
Somos pessoas, somos capazes só nos resta participar, para transformar a educação escolar.
Poesia publicada pela aluna Joice Possa - Pedagogia 1
No processo de planejar Três caminhos a seguir,
Discriminar Conteúdos,
Identificar desafios e
Definir os objetivos, estratégias e metas para seguir.
Construir a caminhada ou deixar o tempo passar?
Com diálogo de todos devemos planejar, para poder construir a Gestão Escolar.
Ou ficar calado no canto, para os outros planejar e aceitar as propostas sem questionar.
Minha escola parceira tem a liberdade de se expressar, segue legislação, currículo, métodos, estabelece regras, cria objetivos, procedimentos, modos de agir, hábitos, valores próprios para poder planejar.
São escolhas que a escola toma para poder transformar e as opiniões são muito importante para poder acrescentar, todos precisam ajudar, professores, pais, alunos, funcionários equipe diretiva para a educação qualificar.
Somos pessoas, somos capazes só nos resta participar, para transformar a educação escolar.
Poesia publicada pela aluna Joice Possa - Pedagogia 1
ARTIGO - MARIA ARLETE
ALFABETIZAÇÃO – UM DESAFIO
Maria Arlete Von Borowski Neubauer
RESUMO
Este texto apresenta considerações sobre a alfabetização no Ensino Regular. Uma reflexão sobre o ato de ensinar e o ato de aprender e suas implicações.
Palavras-chave: Alfabetização. Ato de alfabetizar. Alfabetizador. Letramento.
INTRODUÇÃO
Ao falar de alfabetização temos que ter em mente que é um processo contínuo, apresentando complexidade ao aluno e no qual o professor será um facilitador deste processo. Alfabetização é antes de tudo um desafio para ambos, isto porque a criança precisa entender o que o professor está expondo e o professor tem que buscar novas alternativas caso não se tenha feito entender, é aí que ele mostra outros caminhos para que o aluno chegue ao ponto desejado.
ALFABETIZAÇÃO – UM DESAFIO
A alfabetização é um processo tão complexo para o aluno quanto para o professor alfabetizador, tendo em vista que o professor precisa se fazer entender e para o aluno quando tem que aprender coisas novas e associar com aquilo que já conhece, com o que traz como bagagem para a escola.
Essa bagagem que o aluno traz, o local onde vive, o entorno da escola devem estar sempre presentes no planejamento do professor. Todos querem ter êxito na sua tarefa (alunos-professor), mas nem sempre isso é possível. Observamos o quanto este tema preocupa educadores, pesquisadores. Aliado a tudo isso temos as dificuldades de aprendizagem do próprio aluno, ele pode ter problemas psicológicos, neurológicos e que só durante o processo é que o professor vai se dando conta disso.
Outro ponto a destacar, que pode ser um entrave no processo de alfabetização, é o despreparo do professor para tal tarefa.
Temos ainda nas escolas, professores que concluíram seus estudos há muito tempo e que não estão abertos a serem questionados quanto ao método utilizado. Outros que estão saindo das universidades e que ainda têm muitas dúvidas em qual caminho seguir. Estes últimos, são menos preocupantes pois a experiência, o tempo, lhe mostrará o melhor caminho.
Nosso maior problema é com quem não aceita sugestões ou ainda não tem o mesmo acesso à informação que os demais. Ainda temos locais distantes e onde toda essa informação leva muito tempo para chegar.
Em qualquer destes casos o aluno pode ser prejudicado. Ele busca alguém que o ajude e esse que deveria ser o facilitador não está apto para tal.
Sabemos que é nos primeiros anos que se inicia o desenvolvimento da autonomia reflexiva da criança, por isso, a construção da criticidade. Acredito ser de suma importância a forma de o professor ensinar, evidenciando necessidades, limites, possibilidades, sempre respeitando as diferenças.
O educador precisa agir frente às necessidades apresentadas, não que ele solucionará todos os problemas dos alunos e da escola, mas se tomar a iniciativa de trabalhar com os alunos, com os outros professores e com a comunidade escolar, poderá modificar ou melhorar alguma situação pela qual a escola e o aluno passam, com certeza estará realizando o segundo passo da reflexão crítica, que é a ação. O ato pedagógico necessita de reavaliação constantemente, pois as modificações cotidianas da sociedade solicitam essa revisão.
O processo de alfabetização e letramento exige da escola, do professor, do educando e de sua família, um trabalho em conjunto. Tudo começa pelo estudo do entorno da escola. Sabendo-se onde a escola está localizada e inserida, pode-se ter um ponto de partida. A partir daí, buscamos tudo aquilo que meu aluno traz, suas experiências e o mais importante, suas condições cognitivas. Sabermos e considerarmos o que eles conhecem sobre a língua escrita vai fazer toda diferença para o processo.
Antes de se pensar uma nova aprendizagem para o educando, sente-se que este aluno deve ser investigado através da entrevista. A entrevista é uma opção para que ele possa ser mais bem conhecido pelo professor e demais membros da escola. Assim, poderemos descobrir conhecer o que ele traz, quais são suas experiências, suas vivências. Essa entrevista é feita com os pais ou responsáveis onde colocam como a criança é, suas limitações, problemas de saúde, se tem acesso à leitura, quais os meios de comunicação disponíveis, entre outros.
Nessa hora a família revela os conhecimentos informais sobre sua realidade. Com o passar do tempo e sua convivência na escola, nosso aluno passa a ter uma relação cognitiva com o mundo, pois somado ao que já sabia antes de vir, sua bagagem cultural, com o que aprendeu na escola passa a entender, a interagir com esse novo mundo que está descobrindo.
Essas informações poderão ser utilizadas pelos professores das séries seguintes. Nas demais turmas o período de sondagem é feito para conhecê-lo melhor. Estas entrevistas com a família dos alunos do primeiro ano, pela sua importância, deveriam ser feitas a cada ano pelos professores das demais turmas. Isso só aproximaria os pais da escola e nós teríamos um embasamento para melhor trabalhar.
O que não podemos esquecer é que o aluno é o centro do nosso trabalho docente, nosso aluno deve ser visto como um todo, com tudo que ele traz para que melhor possamos facilitar a sua aprendizagem.
Reportando-nos ao trabalho de Paulo Freire vimos que foi muito além de um método de alfabetização. A descrição que se usa para um método seria uma maneira simplista de falar se comparado à maneira de Paulo Freire pensar e trabalhar a alfabetização.
A concepção que ele tinha é que o alfabetizando deveria ser encarado como alguém que faz parte de um contexto social e que quando alfabetizado estivesse em condições de agir de forma crítica, interagir, como um homem consciente de sua realidade e que pudesse transformar a sua realidade, se assim o desejasse.
Ensino Fundamental de 9 anos
Hoje, quando o aluno entra para a escola pública ele começa sua alfabetização mais cedo. Com 6 anos ele já faz contato com letras, números e uma diversidade de materiais que o auxiliarão na alfabetização. Esse material fica à disposição do aluno e do professor, mas tudo vai ser determinado pelo próprio aluno, o seu desejo de aprender. Alguns alunos em um mês já conseguem ler algumas palavras, outros levarão três a quatro meses para realizar a mesma tarefa. O que temos é que proporcionar sempre ambientes facilitadores para a aprendizagem.
Neste primeiro ano na escola o aluno vai se encaminhando para a alfabetização, através do letramento. Neste ano ninguém fica retido nessa série, mesmo que não tenha atingido os objetivos desse ano. A alfabetização, propriamente dita, acontecerá no segundo ano. Somente neste segundo ano é que o aluno é avaliado para verificar se atingiu os objetivos, se realmente está alfabetizado. A alfabetização leva em conta dois anos de aprendizagem.
Neste período entre o primeiro ano (série inicial) e o segundo ano, o aluno é promovido automaticamente. Somente no final do segundo ano é que existe a avaliação para saber se tem condições de ir para a série seguinte. Durante estes dois anos o aluno é avaliado pelos professores através da execução de trabalhos e da observação direta do professor.
Antes de adotarmos na Escola o Ensino Fundamental de 9 anos, os alunos passavam pela pré-escola e depois faziam a 1ª série. A pré-escola não era exigida como requisito para freqüentar a 1ª série, daí encontrarmos alunos que muitas vezes não sabiam nem recortar, pegar o lápis, pintar, por exemplo.
Na pré-escola o professor trabalhava apenas atividades que envolvessem a coordenação motora (fina e ampla), atividades recreativas e conteúdos envolvendo hábitos, atitudes, números até 10, as vogais, apenas algumas letras.
Quando foi adotado o novo sistema, o 1º ano teve sua tarefa ampliada, além das atividades anteriores, iniciou-se o trabalho de letramento, para alfabetização. Houve preocupação em antecipar conteúdos, aprendizagens que seriam trabalhadas somente na 1ª série.
Assim a criança tem dois anos para se apropriar do processo de leitura e escrita, o que só acontecia somente na 1ª série, dando condições aos alunos que tivessem mais dificuldade de conseguir acompanhar o processo.
O Governo do Estado do RS realiza parceria com institutos que subsidiam todo o processo. A cada trimestre estes alunos prestam provas, enviadas por estes institutos, para avaliar seu desempenho. Ainda os alunos prestam provas do MEC ( Provinha Brasil) e da SEC (Prova do SAERS).
Desafios do alfabetizador
A maioria dos professores foge da alfabetização porque são duas séries onde o aluno exige muito do professor. Muitas vezes, a cada letra nova há necessidade de, inclusive, pegar na mão do aluno para ensinar o traçado da letra. Nas demais séries o aluno está mais independente. Já entendeu como funciona o mecanismo da aprendizagem.
Conversando com minha professora parceira, dá para entender o que acontece hoje. Ela trabalha com duas séries: 1º ano e 3º ano. No 1º ano ela lança as letras, as famílias silábicas, pequenas frases e no 3º ano recebe alunos bem melhores preparados do que no sistema anterior. Mesmo tendo a mesma idade de alunos da antiga 2ª série, eles parecem mais maduros e permitem seguir mais rápido no conteúdo. Essa é a primeira turma de 3º ano da Escola
O processo de alfabetização é um processo contínuo. Estamos sempre nos alfabetizando à medida que um novo tipo de texto surge, a cada dia nos deparamos com placas, propagandas, charges, histórias em quadrinhos, e novidades vindas da Internet. O aluno tem que entender que não só de palavras se faz a comunicação. Para se conseguir alfabetizar, os alunos precisam estar em contato constante com estas diversas oportunidades de leitura.
A criança que observa seus pais lendo, manuseando livros, revistas, fazendo anotações, certamente terá mais facilidade que outros que não tiveram esta sorte, a mesma oportunidade. Um ambiente letrado pode servir de estímulo para novas leituras.
Para que meu aluno obtenha êxito na escrita e leitura, devo proporcionar a ele um ambiente favorável. Textos espalhados pela sala, textos escritos pelo professor e ditados pelo aluno, cartazes farão com que as crianças, aos poucos, tomem contato com esse novo mundo para ela.
Muitas crianças chegam à escola com uma noção muito boa de escrita e leitura, outras chegam sem ter tido esta oportunidade. Cabe a escola proporcionar este ambiente para elas, respeitando o ritmo de cada uma.
A colega parceira explicou que estes alunos que não tinham noção de como escrever letras e números e o que eles representam, tiveram que ter, também, uma ajuda da família. Na sala de aula por maior que seja o empenho de ambas as partes, eles precisam de mais horas de acompanhamento. Numa turma de muitos alunos fica mais difícil pois os que já sabem querem conteúdos novos.
Segundo a Doutora em Psicologia, Telma Weisz, criadora do Programa de Formação de Professores Alfabetizadores para o Ministério da Educação, a diferença entre alfabetização e letramento deve ser tratada com o termo cultura escrita, para evitar a dissociação da aquisição do sistema de práticas sociais de leitura e escrita. A criança deve fazer uso social da língua, que consiga se comunicar, se fazer entender através da fala e aprender o sistema da escrita ao mesmo tempo.
Podemos afirmar que a aquisição da leitura é não natural como a aquisição da fala e a capacidade motora de caminhar. As duas citações dependem de motivação para desenvolver. Quanto mais motivados, mais hábeis serão. Dependendo tudo da motivação com iniciação na família, o contato com livros, presenciando pais a manusear jornais, revistas, livros, fazendo leituras, presenteando com livros. Quanto mais lê, mais vocabulário tem para escrever e para desenvolver este processo, devemos incentivar a leitura como: sala de leitura, hora do conto, biblioteca, analisar gravuras.
Nesta turma de 1º ano observada no ano de 2009 vi o quanto os alunos têm oportunidade de ler e ter contato com os livros. Existe um período de hora do conto toda semana com a professora da Biblioteca. Além deste contato, o Projeto Ayrton Senna envia livros para serem trabalhados em sala de aula, onde é registrada a opinião de cada um sobre os livros lidos.
No processo de alfabetização não podemos esquecer-nos da cópia, ela é necessária para a familiarização com as letras, palavras e organização do texto. Escrever é muito mais, é criar. Na escrita a criança precisa ser ativa, pensar sobre o que está escrevendo, compreender o que está fazendo.
Cada indivíduo tem o seu tempo, as suas vivências e informações adquiridas ao longo do seu processo de aquisição de conhecimentos. As explicações de Emília Ferreiro e Piaget mostram que eles acreditam na aquisição do conhecimento, mas este sempre deve se apoiar no que o aluno sabe, traz consigo para assim construir junto com as novas vivências e na interação com o indivíduo o seu próprio conhecimento. Ninguém aprende sozinho, é necessário interação, mas cada etapa necessita de tempo e este deve ser respeitado sempre, mesmo assim cabe ao professor proporcionar atividades que estimulem o aluno a buscar. O planejamento e conhecimento de cada aluno facilitarão a aprendizagem.
Cócco (1996) diz que o processo de ensino-aprendizagem para alfabetização deve ser organizado de modo que a leitura e a escrita sejam desenvolvidas por intermédio de uma linguagem real, natural, significativa e vivenciada. Que os alunos partam do seu conhecimento, de coisas que tenham significado. Por exemplo, quando falamos de uma letra e associamos a um animal eles gostam de contar o que sabem ou que gostariam de aprender mais sobre aquele bichinho. As crianças têm uma relação muito estreita com os animais.
Observando o que acontece nas escolas públicas podemos dizer que não existe um método de alfabetização infalível. Devemos usar sim, mas não nos fixarmos num específico e sim ver as necessidades da turma e ir adaptando a realidade dos alunos. Acho interessante e de bom resultado o método do som da letra, bem como o uso da letra bastão e a progressiva introdução da letra cursiva. É necessário conhecer as metodologias e ver o que se adapta a realidade dos alunos. Método de alfabetização e metodologia docente não é sinônimo, mas fazem parte da mesma família. Método é o caminho pelo qual se atinge um objetivo, caminho para chegar a um fim. Processo ou técnica de ensino. Modo de proceder, maneira de agir. E metodologia é o estudo dos métodos.
O tempo para a alfabetização é muito relativo, não tem tempo definido. Depende desde o estímulo de casa, o ambiente onde a criança convive se tem acesso a leituras, o nível cultural e social da família, até a preparação em sala de aula e da sala de aula como um local favorecedor da aprendizagem.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O ato de alfabetizar, a alfabetização vai muito além da escola. A criança já chega com conhecimentos do seu ambiente social e como tal apresenta uma leitura de mundo, muitas vezes diferente do que a escola conhece.
Como professor alfabetizador a preocupação deverá ser em criar um local favorável, desafiador, e oportunizar ao meu aluno um ambiente estimulador à leitura e escrita.
Muitas vezes todo esse caminho trilhado pelo professor e aluno não atinge os objetivos previstos. Cagliari (2008, p.7-14) mostra sua preocupação em relação ao assunto. Ele afirma que a influência de vários fatores interfere nesse processo. Acredita que o fracasso deve-se a incompetência técnica. Geralmente se atribui este fracasso ao aluno e/ou ao professor. O caso é mais complexo. As escolas de formação, órgãos educacionais, autores de livros didáticos devem ser avaliados também. Muitas vezes o fracasso do aluno é atribuído a ele e na verdade está faltando preparo ao professor, na escolha do material a ser trabalhado e até a política educacional adotada pelo seu governo.
Para que se obtenha sucesso também é importante um embasamento teórico que virá através do conhecimento de métodos de alfabetização e do estudo de teorias de educadores que fazem da alfabetização o foco de seu trabalho.
Os problemas que acontecem ao longo dos anos, nas séries mais avançadas, quando o aluno não consegue escrever corretamente, têm problemas de ortografia, e interpretação, pedem um trabalho que oportunize a ele sanar estas dificuldades.
Professores de todas as disciplinas e séries podem ajudar neste processo, não só os de Língua Portuguesa, por isso é importante que todos os professores conheçam a forma como os alunos aprendem para poder ajudá-los. Só assim teremos mais leitores, escritores e não apenas analfabetos funcionais.
Referências Bibliográficas
CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e Lingüística. 10. Ed. 15ª reimp. São Paulo: Scipione, 2008, p.7-14
CÓCCO, Maria Fernandes; HAILER, Marco Antônio. Didática de alfabetização: decifrar o mundo: alfabetização e socioconstrutivismo. São Paulo: FTD, 1996, p. 19-20. (Conteúdo e metodologia).
FERREIRO, Emilia (1985). Reflexões sobre alfabetização. São Paulo, Cortez.
FREIRE, Paulo (1982). A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo. Cortez.
TEBEROSKY, Ana e CARDOSO, Beatriz (org.). Reflexões sobre o ensino da leitura e da escrita. Petrópolis, Vozes, 1994.
WEISZ, Telma. Diálogo entre ensino e aprendizagem. São Paulo, Ática, 2000.
Artigo publicado pela aluna Maria Arlete Von Borowski Neubauer - Pedagogia 1
Maria Arlete Von Borowski Neubauer
RESUMO
Este texto apresenta considerações sobre a alfabetização no Ensino Regular. Uma reflexão sobre o ato de ensinar e o ato de aprender e suas implicações.
Palavras-chave: Alfabetização. Ato de alfabetizar. Alfabetizador. Letramento.
INTRODUÇÃO
Ao falar de alfabetização temos que ter em mente que é um processo contínuo, apresentando complexidade ao aluno e no qual o professor será um facilitador deste processo. Alfabetização é antes de tudo um desafio para ambos, isto porque a criança precisa entender o que o professor está expondo e o professor tem que buscar novas alternativas caso não se tenha feito entender, é aí que ele mostra outros caminhos para que o aluno chegue ao ponto desejado.
ALFABETIZAÇÃO – UM DESAFIO
A alfabetização é um processo tão complexo para o aluno quanto para o professor alfabetizador, tendo em vista que o professor precisa se fazer entender e para o aluno quando tem que aprender coisas novas e associar com aquilo que já conhece, com o que traz como bagagem para a escola.
Essa bagagem que o aluno traz, o local onde vive, o entorno da escola devem estar sempre presentes no planejamento do professor. Todos querem ter êxito na sua tarefa (alunos-professor), mas nem sempre isso é possível. Observamos o quanto este tema preocupa educadores, pesquisadores. Aliado a tudo isso temos as dificuldades de aprendizagem do próprio aluno, ele pode ter problemas psicológicos, neurológicos e que só durante o processo é que o professor vai se dando conta disso.
Outro ponto a destacar, que pode ser um entrave no processo de alfabetização, é o despreparo do professor para tal tarefa.
Temos ainda nas escolas, professores que concluíram seus estudos há muito tempo e que não estão abertos a serem questionados quanto ao método utilizado. Outros que estão saindo das universidades e que ainda têm muitas dúvidas em qual caminho seguir. Estes últimos, são menos preocupantes pois a experiência, o tempo, lhe mostrará o melhor caminho.
Nosso maior problema é com quem não aceita sugestões ou ainda não tem o mesmo acesso à informação que os demais. Ainda temos locais distantes e onde toda essa informação leva muito tempo para chegar.
Em qualquer destes casos o aluno pode ser prejudicado. Ele busca alguém que o ajude e esse que deveria ser o facilitador não está apto para tal.
Sabemos que é nos primeiros anos que se inicia o desenvolvimento da autonomia reflexiva da criança, por isso, a construção da criticidade. Acredito ser de suma importância a forma de o professor ensinar, evidenciando necessidades, limites, possibilidades, sempre respeitando as diferenças.
O educador precisa agir frente às necessidades apresentadas, não que ele solucionará todos os problemas dos alunos e da escola, mas se tomar a iniciativa de trabalhar com os alunos, com os outros professores e com a comunidade escolar, poderá modificar ou melhorar alguma situação pela qual a escola e o aluno passam, com certeza estará realizando o segundo passo da reflexão crítica, que é a ação. O ato pedagógico necessita de reavaliação constantemente, pois as modificações cotidianas da sociedade solicitam essa revisão.
O processo de alfabetização e letramento exige da escola, do professor, do educando e de sua família, um trabalho em conjunto. Tudo começa pelo estudo do entorno da escola. Sabendo-se onde a escola está localizada e inserida, pode-se ter um ponto de partida. A partir daí, buscamos tudo aquilo que meu aluno traz, suas experiências e o mais importante, suas condições cognitivas. Sabermos e considerarmos o que eles conhecem sobre a língua escrita vai fazer toda diferença para o processo.
Antes de se pensar uma nova aprendizagem para o educando, sente-se que este aluno deve ser investigado através da entrevista. A entrevista é uma opção para que ele possa ser mais bem conhecido pelo professor e demais membros da escola. Assim, poderemos descobrir conhecer o que ele traz, quais são suas experiências, suas vivências. Essa entrevista é feita com os pais ou responsáveis onde colocam como a criança é, suas limitações, problemas de saúde, se tem acesso à leitura, quais os meios de comunicação disponíveis, entre outros.
Nessa hora a família revela os conhecimentos informais sobre sua realidade. Com o passar do tempo e sua convivência na escola, nosso aluno passa a ter uma relação cognitiva com o mundo, pois somado ao que já sabia antes de vir, sua bagagem cultural, com o que aprendeu na escola passa a entender, a interagir com esse novo mundo que está descobrindo.
Essas informações poderão ser utilizadas pelos professores das séries seguintes. Nas demais turmas o período de sondagem é feito para conhecê-lo melhor. Estas entrevistas com a família dos alunos do primeiro ano, pela sua importância, deveriam ser feitas a cada ano pelos professores das demais turmas. Isso só aproximaria os pais da escola e nós teríamos um embasamento para melhor trabalhar.
O que não podemos esquecer é que o aluno é o centro do nosso trabalho docente, nosso aluno deve ser visto como um todo, com tudo que ele traz para que melhor possamos facilitar a sua aprendizagem.
Reportando-nos ao trabalho de Paulo Freire vimos que foi muito além de um método de alfabetização. A descrição que se usa para um método seria uma maneira simplista de falar se comparado à maneira de Paulo Freire pensar e trabalhar a alfabetização.
A concepção que ele tinha é que o alfabetizando deveria ser encarado como alguém que faz parte de um contexto social e que quando alfabetizado estivesse em condições de agir de forma crítica, interagir, como um homem consciente de sua realidade e que pudesse transformar a sua realidade, se assim o desejasse.
Ensino Fundamental de 9 anos
Hoje, quando o aluno entra para a escola pública ele começa sua alfabetização mais cedo. Com 6 anos ele já faz contato com letras, números e uma diversidade de materiais que o auxiliarão na alfabetização. Esse material fica à disposição do aluno e do professor, mas tudo vai ser determinado pelo próprio aluno, o seu desejo de aprender. Alguns alunos em um mês já conseguem ler algumas palavras, outros levarão três a quatro meses para realizar a mesma tarefa. O que temos é que proporcionar sempre ambientes facilitadores para a aprendizagem.
Neste primeiro ano na escola o aluno vai se encaminhando para a alfabetização, através do letramento. Neste ano ninguém fica retido nessa série, mesmo que não tenha atingido os objetivos desse ano. A alfabetização, propriamente dita, acontecerá no segundo ano. Somente neste segundo ano é que o aluno é avaliado para verificar se atingiu os objetivos, se realmente está alfabetizado. A alfabetização leva em conta dois anos de aprendizagem.
Neste período entre o primeiro ano (série inicial) e o segundo ano, o aluno é promovido automaticamente. Somente no final do segundo ano é que existe a avaliação para saber se tem condições de ir para a série seguinte. Durante estes dois anos o aluno é avaliado pelos professores através da execução de trabalhos e da observação direta do professor.
Antes de adotarmos na Escola o Ensino Fundamental de 9 anos, os alunos passavam pela pré-escola e depois faziam a 1ª série. A pré-escola não era exigida como requisito para freqüentar a 1ª série, daí encontrarmos alunos que muitas vezes não sabiam nem recortar, pegar o lápis, pintar, por exemplo.
Na pré-escola o professor trabalhava apenas atividades que envolvessem a coordenação motora (fina e ampla), atividades recreativas e conteúdos envolvendo hábitos, atitudes, números até 10, as vogais, apenas algumas letras.
Quando foi adotado o novo sistema, o 1º ano teve sua tarefa ampliada, além das atividades anteriores, iniciou-se o trabalho de letramento, para alfabetização. Houve preocupação em antecipar conteúdos, aprendizagens que seriam trabalhadas somente na 1ª série.
Assim a criança tem dois anos para se apropriar do processo de leitura e escrita, o que só acontecia somente na 1ª série, dando condições aos alunos que tivessem mais dificuldade de conseguir acompanhar o processo.
O Governo do Estado do RS realiza parceria com institutos que subsidiam todo o processo. A cada trimestre estes alunos prestam provas, enviadas por estes institutos, para avaliar seu desempenho. Ainda os alunos prestam provas do MEC ( Provinha Brasil) e da SEC (Prova do SAERS).
Desafios do alfabetizador
A maioria dos professores foge da alfabetização porque são duas séries onde o aluno exige muito do professor. Muitas vezes, a cada letra nova há necessidade de, inclusive, pegar na mão do aluno para ensinar o traçado da letra. Nas demais séries o aluno está mais independente. Já entendeu como funciona o mecanismo da aprendizagem.
Conversando com minha professora parceira, dá para entender o que acontece hoje. Ela trabalha com duas séries: 1º ano e 3º ano. No 1º ano ela lança as letras, as famílias silábicas, pequenas frases e no 3º ano recebe alunos bem melhores preparados do que no sistema anterior. Mesmo tendo a mesma idade de alunos da antiga 2ª série, eles parecem mais maduros e permitem seguir mais rápido no conteúdo. Essa é a primeira turma de 3º ano da Escola
O processo de alfabetização é um processo contínuo. Estamos sempre nos alfabetizando à medida que um novo tipo de texto surge, a cada dia nos deparamos com placas, propagandas, charges, histórias em quadrinhos, e novidades vindas da Internet. O aluno tem que entender que não só de palavras se faz a comunicação. Para se conseguir alfabetizar, os alunos precisam estar em contato constante com estas diversas oportunidades de leitura.
A criança que observa seus pais lendo, manuseando livros, revistas, fazendo anotações, certamente terá mais facilidade que outros que não tiveram esta sorte, a mesma oportunidade. Um ambiente letrado pode servir de estímulo para novas leituras.
Para que meu aluno obtenha êxito na escrita e leitura, devo proporcionar a ele um ambiente favorável. Textos espalhados pela sala, textos escritos pelo professor e ditados pelo aluno, cartazes farão com que as crianças, aos poucos, tomem contato com esse novo mundo para ela.
Muitas crianças chegam à escola com uma noção muito boa de escrita e leitura, outras chegam sem ter tido esta oportunidade. Cabe a escola proporcionar este ambiente para elas, respeitando o ritmo de cada uma.
A colega parceira explicou que estes alunos que não tinham noção de como escrever letras e números e o que eles representam, tiveram que ter, também, uma ajuda da família. Na sala de aula por maior que seja o empenho de ambas as partes, eles precisam de mais horas de acompanhamento. Numa turma de muitos alunos fica mais difícil pois os que já sabem querem conteúdos novos.
Segundo a Doutora em Psicologia, Telma Weisz, criadora do Programa de Formação de Professores Alfabetizadores para o Ministério da Educação, a diferença entre alfabetização e letramento deve ser tratada com o termo cultura escrita, para evitar a dissociação da aquisição do sistema de práticas sociais de leitura e escrita. A criança deve fazer uso social da língua, que consiga se comunicar, se fazer entender através da fala e aprender o sistema da escrita ao mesmo tempo.
Podemos afirmar que a aquisição da leitura é não natural como a aquisição da fala e a capacidade motora de caminhar. As duas citações dependem de motivação para desenvolver. Quanto mais motivados, mais hábeis serão. Dependendo tudo da motivação com iniciação na família, o contato com livros, presenciando pais a manusear jornais, revistas, livros, fazendo leituras, presenteando com livros. Quanto mais lê, mais vocabulário tem para escrever e para desenvolver este processo, devemos incentivar a leitura como: sala de leitura, hora do conto, biblioteca, analisar gravuras.
Nesta turma de 1º ano observada no ano de 2009 vi o quanto os alunos têm oportunidade de ler e ter contato com os livros. Existe um período de hora do conto toda semana com a professora da Biblioteca. Além deste contato, o Projeto Ayrton Senna envia livros para serem trabalhados em sala de aula, onde é registrada a opinião de cada um sobre os livros lidos.
No processo de alfabetização não podemos esquecer-nos da cópia, ela é necessária para a familiarização com as letras, palavras e organização do texto. Escrever é muito mais, é criar. Na escrita a criança precisa ser ativa, pensar sobre o que está escrevendo, compreender o que está fazendo.
Cada indivíduo tem o seu tempo, as suas vivências e informações adquiridas ao longo do seu processo de aquisição de conhecimentos. As explicações de Emília Ferreiro e Piaget mostram que eles acreditam na aquisição do conhecimento, mas este sempre deve se apoiar no que o aluno sabe, traz consigo para assim construir junto com as novas vivências e na interação com o indivíduo o seu próprio conhecimento. Ninguém aprende sozinho, é necessário interação, mas cada etapa necessita de tempo e este deve ser respeitado sempre, mesmo assim cabe ao professor proporcionar atividades que estimulem o aluno a buscar. O planejamento e conhecimento de cada aluno facilitarão a aprendizagem.
Cócco (1996) diz que o processo de ensino-aprendizagem para alfabetização deve ser organizado de modo que a leitura e a escrita sejam desenvolvidas por intermédio de uma linguagem real, natural, significativa e vivenciada. Que os alunos partam do seu conhecimento, de coisas que tenham significado. Por exemplo, quando falamos de uma letra e associamos a um animal eles gostam de contar o que sabem ou que gostariam de aprender mais sobre aquele bichinho. As crianças têm uma relação muito estreita com os animais.
Observando o que acontece nas escolas públicas podemos dizer que não existe um método de alfabetização infalível. Devemos usar sim, mas não nos fixarmos num específico e sim ver as necessidades da turma e ir adaptando a realidade dos alunos. Acho interessante e de bom resultado o método do som da letra, bem como o uso da letra bastão e a progressiva introdução da letra cursiva. É necessário conhecer as metodologias e ver o que se adapta a realidade dos alunos. Método de alfabetização e metodologia docente não é sinônimo, mas fazem parte da mesma família. Método é o caminho pelo qual se atinge um objetivo, caminho para chegar a um fim. Processo ou técnica de ensino. Modo de proceder, maneira de agir. E metodologia é o estudo dos métodos.
O tempo para a alfabetização é muito relativo, não tem tempo definido. Depende desde o estímulo de casa, o ambiente onde a criança convive se tem acesso a leituras, o nível cultural e social da família, até a preparação em sala de aula e da sala de aula como um local favorecedor da aprendizagem.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O ato de alfabetizar, a alfabetização vai muito além da escola. A criança já chega com conhecimentos do seu ambiente social e como tal apresenta uma leitura de mundo, muitas vezes diferente do que a escola conhece.
Como professor alfabetizador a preocupação deverá ser em criar um local favorável, desafiador, e oportunizar ao meu aluno um ambiente estimulador à leitura e escrita.
Muitas vezes todo esse caminho trilhado pelo professor e aluno não atinge os objetivos previstos. Cagliari (2008, p.7-14) mostra sua preocupação em relação ao assunto. Ele afirma que a influência de vários fatores interfere nesse processo. Acredita que o fracasso deve-se a incompetência técnica. Geralmente se atribui este fracasso ao aluno e/ou ao professor. O caso é mais complexo. As escolas de formação, órgãos educacionais, autores de livros didáticos devem ser avaliados também. Muitas vezes o fracasso do aluno é atribuído a ele e na verdade está faltando preparo ao professor, na escolha do material a ser trabalhado e até a política educacional adotada pelo seu governo.
Para que se obtenha sucesso também é importante um embasamento teórico que virá através do conhecimento de métodos de alfabetização e do estudo de teorias de educadores que fazem da alfabetização o foco de seu trabalho.
Os problemas que acontecem ao longo dos anos, nas séries mais avançadas, quando o aluno não consegue escrever corretamente, têm problemas de ortografia, e interpretação, pedem um trabalho que oportunize a ele sanar estas dificuldades.
Professores de todas as disciplinas e séries podem ajudar neste processo, não só os de Língua Portuguesa, por isso é importante que todos os professores conheçam a forma como os alunos aprendem para poder ajudá-los. Só assim teremos mais leitores, escritores e não apenas analfabetos funcionais.
Referências Bibliográficas
CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e Lingüística. 10. Ed. 15ª reimp. São Paulo: Scipione, 2008, p.7-14
CÓCCO, Maria Fernandes; HAILER, Marco Antônio. Didática de alfabetização: decifrar o mundo: alfabetização e socioconstrutivismo. São Paulo: FTD, 1996, p. 19-20. (Conteúdo e metodologia).
FERREIRO, Emilia (1985). Reflexões sobre alfabetização. São Paulo, Cortez.
FREIRE, Paulo (1982). A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo. Cortez.
TEBEROSKY, Ana e CARDOSO, Beatriz (org.). Reflexões sobre o ensino da leitura e da escrita. Petrópolis, Vozes, 1994.
WEISZ, Telma. Diálogo entre ensino e aprendizagem. São Paulo, Ática, 2000.
Artigo publicado pela aluna Maria Arlete Von Borowski Neubauer - Pedagogia 1
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